Prefeito de Uberlândia deverá impor novo estilo na Administração

Ivan Santos*

O prefeito de Uberlândia, Odelmo Leão, reeleito no primeiro turno de votação na eleição passada com mais de dois terços dos votos dos votos válidos contados em Uberlândia, vai assumir amanhã o quarto mandato para administrar a segunda maior cidade de Minas Gerais por quatro anos.
Nesta semana, antes da posse, o prefeito propôs e a Câmara Municipal aprovou uma mini reforma administrativa que tem a feição de uma ação política. O prefeito propôs a extinção da Secretariai de Desenvolvimento, Indústria e Comércio que serviu em administrações anteriores de elo entre o governo municipal e representantes da indústria, comércio e serviços. Ao extinguir essa Secretaria e transferir as ações políticas e administrativas dela para a Secretaria de Agricultura que passará a ser Secretaria de Agronegócio, Economia e Inovação, Odelmo criou um fato político. Assim desaparece a Secretaria de ligação com as representações industriais e comerciais.
Outra decisão política muito significativa foi que o prefeito não convidou para a nova Secretaria nenhum representante da indústria, da agropecuária, do comércio ou dos serviços. O secretário anunciado ontem antes da posse do prefeito é um advogado com experiência política em Ituiutaba. Pelo perfil do novo secretário ele vai trabalhar para o desenvolvimento econômico integrado no município, mas em sintonia direta com o prefeito.
A minirreforma administrativa proposta por Odelmo Leão e aprovada pela Câmara em toque de caixa nas últimas hora do ano de 2020, indica novo estilo de administração municipal a ser conduzido no quarto mandato do prefeito. O estilo administrativo de Odelmo Leão, por causa da nova realidade pós Covid e dos problemas administrativos e políticos que estão à frente, deverá mudar radicalmente. É preciso esperar para conferir o que vai acontecer.

*Jornalista

Produção econômica e desemprego no Brasil atual

Ivan Santos*

A propaganda do Governo informa que a economia do Brasil está melhor hoje do que ontem e que no terceiro trimestre do ano houve aumentos de empregos. A realidade nua e crua exposta pelo IBGE nesta semana revela um quadro preocupante. Informou o Instituto controlado pelo Governo, que a taxa do desemprego no Brasil ficou em 14,3% no trimestre encerrado em outubro passado. O desempregou, em relação ao trimestre anterior, cresceu 0,5% e atingiu 14,1 milhões de pessoas, principalmente jovens. Este é um estado maléfico, em parte causado pela crise sanitária provocada pela Pandemia do Coronavírus.
No mercado, vários economistas esperavam maior desemprego maior por causa da crise sanitária que atingiu milhares de pequenas e médias empresa e da falta de reformas estruturais para reaquecer a produção econômica. O que o Governo fará para mudar este cenário ainda ninguém sabe. O que se sabe é que na seara política, neste momento, a prioridade é a eleição das Mesas Diretoras da Câmara Federal e do Senado. Depois espera-se uma reforma ministerial para que o Governo possa construir uma base definida no Congresso para governar nos próximos dois anos.
Para alguns analistas do mercado brasileiro, o desemprego só começara a diminuir quando a produção econômica recomeçar a crescer e para isto os principais agentes econômicos do País esperam por uma Reforma Tributária que lhes permita competir no mercado interno e no internacional. Os agentes econômicos e os investidores esperam pelas reformas prometidas pelo Governo liberal do Capitão Bolsonaro. Sem reformas a produção econômica continuará patinando na Terra de Santa Cruz, no presente e no futuro.

*Jornalista

O tempo está curto para reformas estruturais

Ivan Santos*

Criticados por setores liberais por não ter se esforçado para aprovar reformas estruturais entre as quais a Administrativa e a Tributária, o Capitão Mito Bolsonaro não terá facilidade para fazer grandes mudanças até o fim do mandato dele em 2022. O governo da Nova Política entrará em 2021 sem orçamento anual aprovado. Em janeiro nada poderá fazer porque o Congresso está em recesso e os líderes empenhados numa campanha para eleger a Mesa Diretora da Câmara e a do Senado no dia 1º de fevereiro de 2021.
Se o chefe do Governo Conservador quiser aprovar alguma reforma terá que mover uma articulação política até abril e o tempo poderá ser estendido até junho se houver emprenho político da parte do Governo. Em julho haverá o recesso do meio do ano e, a partir do segundo semestre, o tema prioritário que vai rolar nos partidos com representação no Congresso será o da sucessão do Presidente da República.
Este cenário indica ao Capitão que o tempo ideal para promover reformas estruturais foi nos dois primeiros anos do mandato, mas o Chefe gastou os dias e os meses em discussões estéreis com “inimigos imaginários”. Tempo passado não volta. Então, se o Mito quiser fazer alguma reforma das que ele prometeu na campanha eleitoral, o tempo é escasso: algo em torno de seis meses.
Os liberais que ainda esperam que o Governo privatize empresas estatais, devem estar decepcionados com a declaração do Mito na Ceagesp, em São Paulo. Aquela empresa estava relacionada numa lista para ser privatizada, mas deverá continuar estatal, segundo declarou o Mito. Mais surpresa: O Mito anunciou que criou uma nova estatal para assumir parte dos serviços da Infraero, também estatal. O ano de 2021 promete grandes e surpreendentes emoções.

*Jornalista

O Mito sinalizou que não haverá privatizações no Brasil agora

 

Ivan Santos*

Estamos na última semana do ano de 2020 que termina na próxima quinta-feira. Na sexta-feira começará o ano de 2021 o terceiro e penúltimo do governo supostamente liberal do Capitão Mito Jair Messias Bolsonaro.
Quem votou no Mito esperando que ele, como um liberal, faria mudanças no Governo do Brasil, pode se conscientizar de que não haverá mudanças da Velha Política para a Nova. Ao longo dos dois primeiros anos na chefia do “Governo Liberal”, o Mito mostrou-se sincero com o que foi durante 28 anos como deputado federal. Naquele tempo, o Mito nunca se apresentou como liberal. Sempre foi um parlamentar que defendeu na Câmara pautas conservadoras: armar a população para enfrentar bandidos, suavizar a legislação de trânsito, combater ideologia de gênero, casamento só entre homens e mulheres, escola sem partido, e combate sistemático contra comunistas reais e imaginários, defesa dos militares e da ditadura de 1964.
Parte do povo, descrente de ações políticas tradicionais conduzidas por uma suposta esquerda acreditou que o Mito seria um renovador político e viu como tábua de salvação a Nova Política em oposição à Velha Política. O Mito nunca apresentou um programa de governo nem respeitou ideias diferentes das dele. Assim, depois de eleito e empossado, formou um governo de “companheiros” obedientes e cumpridores de ordens mitológicas.
O Capitão Mito nunca foi liberal e como será o governo dele no dia 15 passado, na Ceagesp, em São Paulo. Esta companhia distribuidora de produtos hortifrutigranjeiros passou a ser controlada pelo Governo Federal em 1996 em troca de dívidas do Estado de São Paulo ao Governo Federal e entrou no Programa de Privatizações anunciado pelo Capitão em outubro de 2019. O Capitão se esqueceu deste detalhe e, ao visitar a Ceagesp para inaugurar um mastro de Bandeira, prometeu que a Central, no governo dele “não será privatizada”. O Mito sinalizou que não haverá privatização até o final do governo dele. Se os liberais quiserem que empresas estatais sejam privatizadas esperem o segundo mandato dele após 2022. O que o Mito realmente fez foi criar, por decreto, mais uma estatal para encampar parte dos serviços de outra estatal, a Infraero. Este ato é mais uma indicação de que não haverá privatizações de aeroportos no governo do Mito. Não haverá privatização alguma se depender do “governo liberal” do Capitão.

*Jornalista

A esperança é o último sentimento que morre numa democracia

Ivan Santos*

Passamos pelo Natal 2020. Na próxima semana será o fim de 2020 e, no dia seguinte, o começo de novo ano. De acordo com nossa cultura, a esperança é o último sentimento que morre numa democracia. Continuamos cheios de esperança porque acreditamos que não há noites eternas. Uma bonita madrugada nos espera porque o Brasil é grande e o povo brasileiro é confiante e guerreio. A esperança de milhões de cidadão patrícios está hoje numa vacina contra o Corona que nos obrigou a uma enfadonha e longa prisão domiciliar e já matou quase 200 mil humanos do Brasil. Pior: ainda não vemos uma luz brilhante no túnel do nosso tempo, principalmente na economia.
Nosso comandante-em-chefe, o Capitão Mito que nos governa tem um estilo que já conhecemos. Ele tem como prioridade uma pauta de costumes. Quer armar os habitantes do Brasil para que eles, com uma arma na mão, se defendam contra bandidos armados e treinados. O Capitão também quer aprovar no Congresso uma escola sem partidos na qual os professores se limitam a ensinar e os alunos, a estudar. Nada a discutir sobre política nem ideologia de gênero. O Capitão pensa assim e ponto final. Tem direito de pensar e defender o que quiser.
O Capitão Mito chefia o governo por decisão da maioria dos eleitores do Brasil. Tem direito de permanecer no cargo até o último dia do mandato. Ele não pensa em reformas estruturais para reorganizar a economia, não tem projetos para melhorar a educação nem para modernizar a produção e a distribuição de bens econômicos e serviços. A maioria do povo que escolhe o presidente quis assim e assim poderá ser até o último dia de 2022. Se esse povo quiser, o Mito continuará a governar o Brasil com bravatas e sem projetos de desenvolvimento por mais quatro anos após 2022. Assim é numa democracia. Como disse o estadista inglês, Winston Churchill: “Ninguém pretende que a democracia seja perfeita ou sem defeito. Tem-se dito que a democracia é a pior forma de governo, salvo todas as demais formas que têm sido experimentadas de tempos em tempos no mundo”. Feliz Ano Novo pra todos os viventes de Pindorama em 2021!

*Jornalista

O Mito cumpriu dois anos no governo sem projetos para o futuro

Ivan Santos*

Após dois anos como comandante-em-chefe da República do Brasil, o presidente Jair Messias Bolsonaro lançou e chefia uma Nova Política. Nova porque o chefe do Governo, após 24 meses, não construiu uma Base de Apoio no Congresso nem cuidou de formatar uma articulação séria nas relações do Poder Executivo com os outros dois poderes da República.
Antes da posse, o Capitão prometeu iniciar no Brasil as reformas estruturais básicas para implantar um governo liberal. Ao cumprir a metade do mandado, o Capitão não apresentou o formato da Nova Política e só viu nascer, uma reforma maia-boca da Previdência. Essa reforma só foi aprovada porque contou com a boa vontade de deputados e senadores. A reforma da Previdência deixou de lado a Previdência dos Estados e a dos Municípios que, como Uberlândia, operaram previdência própria para seus funcionários.
O Capitão Mito sabe que depois da paralisação imposta à produção econômica nacional, o retorno ao amento da produção com novos investimentos só ocorrerá depois que os agentes econômicos conhecerem as prometidas reformas Administrativa e Tributária. No Congresso há dois projetos de reforma tributária, um na Câmara e outro no Senado. Não há o projeto do Governo e sim remendos. Os parlamentares sabem que nenhuma reforma tributária será aprovada antes de uma Reforma Administrativa que indique como serão os gastos do Governo e o déficit orçamentário futuro. O Governo não apresenta projetos de reformas.
Nos dois primeiros anos do Governo a prioridade do Chefe foi a reeleição dele. O ano de 2021 será o da antevéspera das eleições de 2022. Se não mudar, o Mito passará o restante do Governo sem cuidar de reforma alguma e, simplesmente a cuidar de uma pauta de costumes para cultivar eleitores conservadores para as próximas eleições. A produção econômica para gerar empregos e renda será prometida para o futuro incerto e hoje desconhecido.

*Jornalista