Reforma Tributária no Brasil só no futuro e se Deus quiser

Ivan Santos*

Fala-se e discute-se reforma tributária no Brasil há mais de 20 anos. A indicação do economista Liberal, Paulo Guedes, para cuidar de uma Reforma Tributária Moderna admitida pelo presidente Bolsonaro em 2018 após eleger-se presidente da República deixou muitos empresários animados. O novo presidente assumiu o governo e prometeu que as reformas estruturais, entre elas a Administrativa e a Tributária eram prioritárias depois de o Congresso aprovar a Reforma da Previdência.
O governo liberal comandado pelo Capitão Mito já tem mais de dois anos, enfrenta uma grave crise sanitária – a do Coronavírus – e as reformas estruturais anunciadas como prioritárias estão empacadas. O governo nelas não fala e os parlamentares não querem tocar no assunto que consideram indigesto.
O cenário de crise e esfriamento da produção econômica com desemprego crescente e inflação ascendente, faz com que o governo permaneça indeciso. Assim as reformas estruturais são assuntos destinados ao esquecimento.
Os agentes da produção econômica não se cansam em dizer, alto e bom som que o Brasil precisa de uma reforma tributária capaz de modernizar o Sistema Tributário Nacional que é burocratizado, arcaico e irreal para as condições atuais do mercado. Os presidentes da Câmara e do Senado, Arthur Lira e Rodrigo Pacheco, após assumirem o cargo declararam que a Reforma Tributaria era prioridade absoluta. Para o chefe do Poder Executivo, Reforma Tributária é assunto para o futuro ou para depois de 2022.
No Congresso já foi instalada uma Comissão Mista da Reforma Tributária e nomeado um relator, para unificar três projetos que circulam na Câmara e no Senado sobre o assunto. O relator é o deputado Agnaldo Ribeiro (PP-PB), mas o assunto não caminha. Reforma Tributária no Brasil, neste momento, é assunto gelado. Para o governo do Capitão Mito só há uma prioridade neste instante: a reeleição em 2022 para que tudo continue como está sem nada tirar ou por.

*Jornalista

Sinuca de bico: ou negocia ou se estrumbica

Ivan Santos*

A reforma Ministerial apressada feita pelo Capitão-Presidente poderia ter sido melhor. Por exemplo: o Capitão demitiu o ministro do Exterior, mas nomeou para o substituir um diplomata considerado “boa-praça”, mas sem experiência em relações internacionais. O novo ministro precisa desfazer equívocos produzidos no começo do Governo que deixou aborrecidos o presidente da França, Emmanuel Macron, a chanceler da Alemanha, Ângela Merkel, o presidente da Argentina, Alberto Fernandez e o atual presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Jogo muito sofisticado e difícil para um diplomata sem experiência internacional.
O capitão acertou com a nomeação do novo ministro da Saúde, Dr. Marcelo Quiroga. É um médico cardiologista conceituado, Presidente Nacional da Associação dos Cardiologistas, experiente e já demonstrou, em poucos dias, que trabalha com seriedade e competência para enfrentar a Pandemia do Coronavírus. É preciso que os viventes humanos do Brasil apoiam o ministro porque ele merece um voto de confiança.
O Mito não mudou muito na reforma ministerial apressada que promoveu. A Educação continua a ser um setor sem prioridade. A missão básica deste Ministério hoje é neutralizar “professores comunistas”. Não há projetos para a Educação. O ministro, um pastor evangélico, talvez espere pela orientação do Espírito Santo para começar a agir.
As outras mudanças ministeriais foram para acomodar interesses do Mito, da família dele no Governo e do Centrão (grupo de parlamentares oportunistas) que hoje apoiam o Governo.
Hoje o Mito tem um enorme abacaxi para descascar. É o Orçamento da União para este ano, aprovado no mês passado com um déficit superior a R$ 30 bilhões. O ministro da Economia já disse que o Orçamento é inexequível. A peça foi construída com apoio do Centrão. O Mito está entre a cruz e a espada. É preciso negociar uma saída política, prática que o Chefão não gosta de fazer. De acordo com a filosofia do Velho Guerreiro (Chacrinha), ou “negocia ou se estrumbica”.

*Jornalista

Sem esperança de mudar a economia, Paulo Gudes pode dar Adeus às Armas

Ivan Santos*

O Centrão que pressionou e conseguiu ver a demissão do chanceler Ernesto Araújo, já deu um sinal claro que deseja o afastamento do “Posto Ipiranga”, o todo-poderoso ministro da Economia, Paulo Guedes. Por que o Centrão quer ver Paulo Guedes fora do Ministério? Simples! Elementar, meus caros amigos. Elementar. É porque o Centrão quer dinheiro; muito dinheiro para financiar obras populares nas bases eleitorais. Obras que garantam aos senadores e deputados do grupo direitista uma reeleição tranquila. As obras são da escolha do povo: praças esportivas, creches, clubes recreativos e até obeliscos em praças estratégicas para os moradores de uma cidade ou vila. Paulo Guedes só fala em austeridade, em vender empresas estatais e num tal de superávit primário para pagar serviços e amortizações das dívidas da União. Em véspera de eleição é preciso botar na Economia um “ministro obreiro” para ajudar os companheiros na eleição de 2022.
Paulo Guedes é um economista qualificado e respeitado, mas ele fala economês e os deputados e senadores, em ano véspera do da eleição, só falam e entendem a linguagem politiquês. Os parlamentares do Centrão que apoiam o Governo, não entendem economês; e o Dr. Guedes não entende politiques. O tradutor para ambas as línguas seria o Capitão Mito, mas ele está preocupado é com prejuízos no trabalho por casa da ameaça de loockdown pregada pelos governadores. Também preocupam as ordens de prefeitos que proíbem a circulação livre de pessoas. Esta situação atrapalha a produção econômica que gera fome e intranquilidade.
Este assunto é sério. Se Paulo Guedes decidir deixar o Ministério da Economia ainda no primeiro semestre deste ano, ninguém se surpreenda se o Capitão chamar para resolver de uma vez por todas o reaquecimento da produção econômica, O nome para esta missão não é outro senão o do professor-astrólogo, Oswaldo de Carvalho. Com ele o governo poderá endireitar a economia e o Brasil sem muito esforço. A ordem do Dia vai ser: Direita, volver!

*Jornalista

Surpresa: o Mito manteve-se em silencio no tempo da Páscoa

Ivan Santos*

Neste fim da Semana da Páscoa de 2021 o Capitão Mito Bolsonaro calou-se e segundo alguns observadores dos ares de Pindorama, foi rezar para que Jesus o ajuda a sair da encruzilhada que terá a frente em outubro de 2022.
O Mito não mudou o discurso dele que contina diferente das falas do ministro da Saúde, Dr. Quiroga, que recomenda o uso coletivo de máscaras e recolhimento social para conter a proliferação do coronavírus e aliviar a pressão que há hoje sobre os hospitais públicos e privados em todo o País.
A maioria da população, exceto os fanáticos bolsonaristas, já não se importa com as prescrições de saúde do Capitão. A maioria dos brasileiros sabe que ele não é médico e recomenda tratamento prévio apenas como tática política para conservar apoio de seguidores emocionados.
Raros são hoje os que ainda acreditam que o Mito e um liberal disposta a promover reformas para modernizar a produção econômica. O Mito não tem um programa definido para a Saúde, para a Educação nem para a produção econômica. O único programa definido defendido pelo capitão hoje é o da Reeleição dele mesmo em 2022. Reeleição pra quê? Certamente para combater o kit gay, a ideologia de gênero nas escolas e a criminalidade organizada.
O Mito criou um Comitê de Coordenação Nacional para o Enfrentamento da Pandemia de Covid 19. O Comitê, formado por representantes dos Três Poderes e do Ministério Público, fala uma língua e o Mito-Presidente fala outra. O desencontro é cintilante.
O Mito continua indiferente às vacinas. Dizem as más línguas que ele já se vacinou escondido e que agora vai fazer uma encenação para o público não fiel a ele. Sem medir consequência o Capitão continua a boicotar as medidas de distanciamento recomendada pelo Comitê que ele mesmo criou. As contradições no governo continuam impressionantes.

*Jornalista

População dividida entre a ciência e a demagogia politiqueira

Ivan Santos*

O jornal “O Estado de São Paulo”, que tem na própria história mais de 100 anos de luta em defesa da liberdade de expressão e da democracia, escreveu no editorial de hoje que “o Brasil chegou ao ponto em que é urgente deixar de dar ouvidos ao que diz o presidente da República. Jair Bolsonaro, se tornou em si mesmo um ruido que desnorteia os brasileiros sobre como devem se comportar diante da pandemia de covid 19 que no momento mata mais de 3 mil pessoas por dia no País”.
Há no Brasil neste momento uma baita confusão na comunicação a cargo do governo. A comunicação oficial anunciou na última quarta-feira uma reunião do recém criado Comitê de Coordenação Nacional para o Enfrentamento da Covid 19. Este Comitê tem representantes do Poder Executivo, do Senado, da Câmara Federal, do Poder Judiciário e do Ministério Público. Após a reunião, ao falar pelo Comitê, o ministro Dr. Quiroga, falou em centralização da Campanha no Ministério da Saúde e defendeu o isolamento social e o rigoroso uso de máscara com o distanciamento recomendado entre as pessoas pelas autoridades sanitárias.
O Comitê respeita e recomenda orientação científica para combater a virose e o presidente da República, ignorou o Comitê e defendeu publicamente, diante de grupos de simpatizantes, que as pessoas devem sair de casa pra trabalhar normalmente como se a pandemia não fosse empecilho.
As pessoas que ouvem o Comitê recomendar um procedimento recomendado pela ciência e o presidente da República fazer um discurso para agradar o grupo de simpatizantes que o apoia politicamente, fica sem saber o que fazer. No meio da confusão um grupo segue a recomendação do Comitê e outro, a recomendação politiqueira do Chefe do Governo. Assim o Brasil está em confusão maiúscula e o vírus continua solto matando pessoas de todas as idades. Ninguém sabe até quando.

*Jornalista

Governo numa encruzilhada sem saber para onde ir

Ivan Santos*

O presidente Capitão Mito Bolsonaro mostrou que tem autoridade para demitir o ministro da Defesa e os Comandantes das três Forças Armadas. Foi uma demonstração de autoridade e de soberania do chefe do Governo. Uma façanha desnecessária que só criou insegurança e insatisfação num momento de crise na saúde, na sociedade e na economia.
O Capitão está diante de um barril de pólvora que pode explodir a qualquer momento. Para efeito político o Chefe continua a discordar dos cientistas da Saúde que recomendam isolamento social para evitar contaminação galopante pelo coronavírus e assim evitar maior congestionamento dos hospitais do país. O Mito mantém um discurso contrário para satisfazer uma massa de simpatizantes que o aplaude. O governo está numa encruzilhada sem saber para onde deve seguir.
Por falta de atuação política do Poder Executivo o Mito está com um Orçamento deficitário aprovado no Congresso por políticos oportunistas que privilegiaram Emendas para se fortalecerem visando a reeleição em 2022. Na sociedade o clima não é bom com 14 milhões de desempregados e 25 milhões de informais sem renda.
A arrecadação de impostos cai e algumas grandes empresas como Mercedes Benz e Sony ameaçam seguir o exemplo da Ford e deixar o País.
A indústria nacional, com equipamentos de 20 e 30 anos está sucateada e não há um projeto para lhes garantir uma renovação. O BNDES está a ser intencionalmente desmontado pelo atual governo. Muitos empresários e banqueiros que apoiaram a eleição do Mito já caminham desnorteados e estão perto de perderem a paciência.
O Mito tem pouco tempo para empreender uma Campanha de Vacinação em massa e cuidar de reaquecer a produção econômica para que a população volte a trabalhar. Discurso político nada resolve neste momento de crise.

*Jornalista