Ivan Santos – Jornalista
As redes sociais e os canais de comunicação ligados ao bolsonarismo têm informado que o Mito voltara ao Brasil nesta semana. Para alguns observadores do processo político nacional o Mito já perdeu muito prestígios entre seus fiéis seguidores, muitos dos quais esperavam que sob o comando dele as Forças Armadas anulariam as eleições e impediriam a posse do presidente eleito Lula da Silva.
As pessoas que passaram longo tempo acampadas na frente de quarteis e não viram as tropas se movimentarem ficaram decepcionadas. Mas decepcionadas ficaram os ativistas que participaram da invasão do STF, do Prédio do Congresso e da sede do Poder Executivo em Brasília e foram presas, e respondem a processos por malfeitos e vandalismo. Bolsonaro ao voltar precisa dar uma resposta política a essa gente que ainda espera por ele.
Após retornar o Mito precisa reorganizar a base política dele dentro do PL, um partido conservador, de direita que tem um dono que o controla com mão de ferro. O Mito Bolsonaro, após retornar vai perceber de perto que não manda no Partido no qual está inscrito. Se não se não bater continência ao coronel que comanda o PT poderá ter que enfrentar nova crise como aconteceu no PSL após a eleição.
O cenário político que Bolsonaro vai encontrar no Brasil está bem diferente daquele do ano passado quando ele era o presidente da República. Sem mandato, o Mito logo descobrirá que o que ele falar não terá mais a mesma importância que tinha quando ele era presidente. Para influir no processo político com peso e importância o Mito terá que ter respaldo no Congresso. Sem ter o que oferecer aos parlamentares muitos poderão passar por ele sem lhe dar importância.
Político no Brasil sem mandato não tem influência nem importância capital. Um ex-líder sem mandato logo perceberá que a massa popular brasileira não tem ideologia. Tem apenas esperança de um dia levar alguma vantagem oferecida por um político com mandato que tenha poder para mandar e desmandar. O mais é ilusão.