Ivan Santos – Jornalista

Depois de março a política nacional poderá ser diferente se Bolsonaro retornar ao Brasil e assumir o comando da oposição ao governo do presidente Lula Há quem diga que Bolsonaro é um mito e que nesta condição ele não competência para reunir uma liderança oposicionista no Congresso nem na sociedade. Mas é influente num importante segmento das igrejas evangélicas, os pentecostais. É também preciso levar em consideração que Bolsonaro recebeu 58 milhões de voos para presidente no segundo turno e que esses votos não foram todos de evangélicos. Muitos foram de brasileiros que não apoiam Lula e eu votaram no Mito somente por falta de opção.
Lula enfrenta neste momento uma agitação preocupante com a marcha do mundo. Há uma guerra na Europa neste momento que já influi nos preços dos combustíveis vendidos no Brasil e isto poderá acelerar a inflação. O presidente Lula fez muitas promessas ao povo para conquistar votos. Neste momento o presidente espera que o Congresso autorize o Governo a gastar R$ 120 bilhões a mais do que vai receber. Precisa também que o Congresso aprove uma Medida Provisória que o Governo a lidar com uma geringonça fiscal em lugar do Teto de Gostos em vigor.
No Congresso nada é de graça. Quem acompanha o movimento político já vê um desentendimento feio entre o presidente da Câmara e o do Senado para mudar o rito de apreciação de Medias Provisórias no Congresso. Quem vê além do horizonte próximo enxerga uma jogada para negociar a liberação de emendar de parlamentares. Isto é: muito dinheiro em troca de votos no Congresso para votar as Emendas Parlamentares do Governo. É o entrada no jogo político novo-velho comandando o espetáculo da política do “toma lá dá cá” que o então conhece muito bem.