Marília Alves Cunha – Educadora e escritora – Uberlândia – MG
O presidente recém eleito tem feito declarações que só não espantam e colocam em estado de estupefação os esquerdistas radicais… E cria,com sua hemorragia verbal sem sentido nos dias de hoje, um desacerto na economia do país, uma insegurança e insatisfação que leva o Brasil a reduzir a marcha e, muitas vezes, dar uma violenta marcha à ré no caminho do desenvolvimento. Investir numa país cujo governo ao invés de fomentar iniciativas que tragam progresso , insiste em continuar no palanque, atacando seus adversários e olhando insistentemente para o retrovisor, esquecendo-se que não estamos mais em 2002 é jogar pérola aos porcos…

Em várias de suas declarações Lula teceu críticas ao presidente do Banco Central, numa clara tendência em acabar com a autonomia deste banco, uma das grandes coisas que o Brasil conseguiu realizar num passado recente. O senador Plinio Valério, referindo-se ao assunto, ironizou: “Imaginem o PT hoje com o controle do Banco Central, responsável pela emissão de moedas?” – O senador Rogério marinho também se referiu ao fato, comentando: “O Lula não se cansa de jogar contra o Brasil!”

Ah! Se o atual presidente pudesse com uma varinha mágica manipular os fatos de acordo com sua vontade e manietar todos os outros poderes e instituições, para satisfazer suas pretensões… Ponham em reparo no que ele pensa sobre a China, verbis:

“A China é resultado de uma revolução dada em 1949 e a China é um partido que tem poder, que tem um estado forte, que toma decisões e as pessoas cumprem. Coisas que não temos aqui no Brasil. (Que vontade que o PT seja partido único e suas decisões obedecidas fielmente). Por exemplo, a China só conseguiu combater o Coronavirus com a rapidez que combateu porque tem um partido forte, porque tem um estado forte, porque tem voz de comando e nós não temos isto aqui no Brasil.( A voz de comando em tempos de pandemia, no caso nosso deveria ter sido a do presidente. Assim não foi, porque poderes outros resolveram assumir e não deu certo, sem dúvida alguma). Eu pensava muito grande em minha relação com a China, eu achava que a gente poderia ter construído uma relação estratégica.A China é um exemplo para o mundo. Eu espero que outros países aprendam a lição com a China, mas eu tenho muita fé e esperança de poder fazer isto a partir de 2022.” (As palavras entre parênteses foram acrescentadas por mim).

Pois é, caros leitores! A China faz parte do ideário do atual presidente. Um país que nem de longe parece uma democracia, pois é uma ditadura comunista. Onde não existem direitos trabalhistas, nem sistemas de pesos e contrapesos, nem liberdade de expressão nem de coisa alguma… A China só abriu sua economia e inaugurou um sistema predatório de capitalismo, quando percebeu que seu ideal marxista de politização e estatização não era possível. Hoje é uma potência mundial, maior talvez que os EEUU. À custa de quanto sacrifício de seu povo, da privação de suas liberdades individuais e de iniciativas próprias de sua vontade?

O modo de vida de uma nação precisa ser cuidado. Não é uma ou outra canetada que pode alterar exponencialmente valores, princípios, maneira de ser, costumes construídos ao longo dos séculos. É preciso tomar cuidado com as varinhas mágicas que, ao arrepio das leis e dos sentimentos do povo, pretendem implantar um projeto de poder irracional e atrasado, desfigurado da modernidade, instalado na cabeça de quem nada avançou no tempo e nada de melhor incorporou a suas pessoa.