Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.
Ao invés de investir em seu território, o Japão emprestou R$ 390 milhões para o Estado de São Paulo poder aprofundar a calha do rio Tietê. Sendo assim, o Brasil, quando tem presidente no comando e este pensa longe, fora das esquadrilhas da ideologia rasteira, assim como outros países, pode financiar obras de outras nações. E por que isso é bom para a indústria e para a nossa economia?
Recentemente, em sua primeira visita ao exterior, o presidente Lula disse que o BNDES poderia financiar obras na Argentina. Isso gerou uma chuva de desinformações e muito chororô por parte da extrema direita.
Porém, o que poucos sabem, porque se furtam a ler e pesquisar, é que quando o banco empresa dinheiro, o Brasil ganha duas vezes.
1º: Ganha com o recebimento dos juros dos empréstimos;
2º A indústria nacional e o povo brasileiro também ganham, porque no financiamento é exigido a contratação de empresas, equipamentos e produtos brasileiros.
O BNDES não financia outros países como os desinformados e maledicentes dizem, mas sim as empresas nacionais. O financiamento é feito para que nossas empresas exportem e gerem empregos aqui no Brasil.
Isso não apresenta riscos, pois acordos têm garantias, seguros e há uma larga tradição de receber o que foi emprestado. Usar os mecanismos de fomento do Estado para
fortalecer a indústria brasileira é ato de patriotismo, inteligência e civilidade, ao contrário de quem passa quatros anos fazendo motociatas, enquanto ofende presidentes de países vizinhos por questões ideológicas.
Com essa prática, exportamos conhecimento, matéria-prima, força de trabalho e, assim, fortalecemos nossa imagem, credibilidade e liderança no exterior. Como o exemplo inicial com o Japão demonstra, essa prática é realizada por diversos países no mundo em que vivemos.
Para se ter uma pequena ideia, um banco japonês foi responsável por 75% dos investimentos em obras no rio Tietê em São Paulo, através de um acordo comercial firmado entre o governo do Japão e o Programa Estadual de Combate as inundações na região metropolitana de SP.
Como resultado:
1º: O Japão recebeu seus recursos de volta como juros e correção estabelecidas em contrato;
2º: Usou máquinas da Komatsu, uma empresa japonesa;
3º: Exportou conhecimento para o mundo.
A limpeza e aprofundamento da calha do rio Tietê do outro lado do mundo gerou empregos para o país do oriente.
Portanto, antes de falar sem saber, procure se informar corretamente nas fontes sérias sobre os assuntos. Disseminar ou espalhar fake news é crime.
PS: Informações obtidas no Twitter com Pedro Rousseff – @p_rousseff
A imprensa tradicional e seus analistas econômicos parceira de governos petistas reconhece os desmandos da era PT. Então discordo , com todo respeito ,de seus argumentos, preferindo a argumentação da mídia tradicional e minha própria opinião pessoal . Acompanhei durante algum tempo as falas do presidente do BNDES no governo Bolsonaro e pude verificar assombrado o descalabro na condução do banco de fomento.
Eu tenho a ligeira impressão que o Japão emprestou o dinheiro para São Paulo , mas não deixou de investir em seu território… E os contratos devem ser bem mais bem construidos.Duvido que o Japão aceitaria charutos como garantia ou deixasse para lá contratos não cumpridos. Enfim, acredito que nosso governante, aquele que gosta de fazer bondades com chapéu alheio, tem em vista coisa muito mais comezinha do que engrandecer e fortalecer a indústria brasileira ou exportar conhecimento para o mundo.