Ivan Santos – Jornalista
O sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva elegeu-se presidente da República em 2003. Assumiu o governo no dia primeiro de janeiro de 2004 com um programa assistencialista em mente: enfrentar a fome com a distribuição de comida para os pobres. Com esta intenção lançou o Programa Fome Zero.
A distribuição de gêneros alimentícios, principalmente no Nordeste, não deu certo. Logo o governo descobriu que não tinha estrutura para controlar a distribuição de alimentos sem evitar desvios e superfaturamentos. Lula cancelou o Programa Fome Zero no nascedouro e criou o Bolsa Família. Este para distribuir dinheiro para famílias pobres. O Programa seria temporário, mas por questões políticas tornou-se permanente.
Lula retornou à Presidente da República neste ano e com o mesmo programa social: fazer com que cada família pobre possa servir-se de, pelo menos, três refeições por dia. Mais um programa assistencialista custeado com recursos do governo. O ex-presidente Capitão Mito Bolsonaro terminou o governo dele oferecendo aos pobres uma Bolsa de R$ 600 denominada Auxílio Brasil. Assistencialismo para encantar eleitores pobres.
Certa vez li com atenção uma declaração da ex-primeira ministra da Alemanha, senhora Ângela Merkel. Numa roda de jornalista, uma senhora perguntou-se qual seria o melhor programa social a ser conduzido pelo governo (dela). Com firmeza, Ângela Merkel respondeu com uma palavra: “Emprego”. E explicou: o governo precisa criar condições para que o mercado produza empregos e garanta trabalho remunerado para todos os agentes ativos residentes no país. Com a renda do trabalho as pessoas podem viver com dignidade e ainda fazer com que o dinheiro gire e gere renda que garanta a estabilidade social na população e a sobrevivência do capitalismo liberal.”
Ficou a lição: a melhor política assistencialista é aquela que cria empregos que geram renda e estabilidade social. Governo não cria empregos. Quem os cria é o mercado. Ao governo cabe a obrigação de não atrapalhar nem penalizar o mercado para que este garanta empregos que gere a renda. Governo não obra milagres e nem sempre acerta quando decide inventar a roda.
Politica excessivamente assistencialista gera o ócio e a dependência; o trabalho gera renda, disciplina, auto estima e saúde da alma e do corpo.
O melhor programa econômico do governo é não atrapalhar aqueles que produzem, investem, poupam, empregam, trabalham e consomem. Assistencialismo exagerado, tornando as pessoas reféns de benefícios, mostra incapacidade governamental de gerar políticas públicas que gerem emprego e bem estar social.