Esses políticos não têm jeito…., ao menos a maioria e sob o meu particular ponto de vista. Depois de verem derrotada a sua intenção de sair aspergindo dinheiro nosso em todas as direções e em benefício, primeiro, claro, deles mesmos, agora estão querendo “constitucionar” o inconstitucional; já querem mexer na carta magna para que no próximo ano eles possam, então, distribuir o dinheiro que facilite a reeleição de cada um deles, ao contrário de usarem o que ainda resta da banda sadia de sua inteligência para fazer o bem, mas por meio de idéias que não dependam única e exclusivamente de polpudas verbas que caiam-lhes de presente sobre os seus colos. Ora, governar dessa maneira, com o caixa cheio e sem qualquer esforço para agradar aos seus eleitores e que não seja apenas uma canetada…é muito fácil! Aos então candidatos que durante as suas respectivas campanhas prometeram mundos e fundos aos seus eleitores, enquanto confiando em verbas do “orçamento secreto”, sugiro que doravante tratem de trabalhar para conseguir meios de satisfazer os desejos e necessidades das mais diversas de grande parcela dos seus eleitores. Quando os parlamentares feridos e magoados com a derrubada pelo STF do tal Orçamento Secreto, disseram de maneira chantagista que a saúde e a educação seriam setores seriamente ameaçados, na realidade estavam única e exclusivamente encenando, passando-se por vítimas; queriam sim, dar ao povão a impressão de que o STF era o lado ruim de toda essa história e que o mesmo estaria gerando sérios problemas na administração e distribuição de dinheiro às suas bases eleitorais. Porém o corre que, constitucionalmente, dinheiro para manutenção e investimento em saúde e educação já seguem regras pétreas, constitucionais quanto a investimentos mínimos naquelas áreas e, portanto, aqueles setores independem de mágicas, acordos mirabolantes e cenas tipicamente teatrais para serem atendidos pelo governo federal. Meu Deus! Estamos diante de uma anomalia política cuja pretensão é servir de barganha entre os poderes Legislativo e Executivo, de maneira a enviar-se dinheiro, muito dinheiro e ponha-se muito dinheiro nisso, às bases políticas dos parlamentares e sem que esses tenham os seus nomes divulgados em sites oficiais e exceto, é claro, por eles mesmos e quando da distribuição de benefícios aos seus eleitores, in loco, de preferência na presença da imprensa e sob o som de algum grupo de pagode, é algo politicamente orgástico. Um dinheiro, muito dinheiro e ponha-se dinheiro nisso, para ser usado na compra de prestígio e de apoio político pessoal. Ora! Estar político e usar do dinheiro público para sair distribuindo benesses de maneira a tirar proveito próprio é muito fácil e até muito prazeroso a qualquer parlamentar; interessante seria assistirmos aqueles nossos representantes lutando por verbas e sendo reconhecidos em suas bases eleitorais pelos seus méritos pessoais em obter o que for preciso para atender as necessidades precípuas dos seus eleitores.Ora, francamente! Orçamentos públicos são derivados de uma lei pública e os valores devem ser todos auditados pelo Tribunal de Contas da União, sim! Eu e vocês, (e)leitor e (e)leitora queremos, sim, saber se a pessoa em quem votamos trabalhou -de fato- para obter correta e previamente os recursos a serem empregados em determinadas obras. Estranho é assistirmos deputados e senadores não desejarem publicidade nacional para verbas liberadas pelo tal Orçamento Secreto, preferindo faturar politicamente em suas respectivas bases eleitorais mas sem se exporem por meio de divulgações nos sites dos ministérios que administram a gastança.

Gustavo Hoffay
Agente Social
Uberlândia-MG