José C. Martelli*
O exercito nacional, homenageando como seu patrono Duque de Caxias nda mais fez do que um ato de justiça à memória de um brasileiro cuja vida constituiu-se num acervo de dedicação, patriotismo e renuncia em favor da Pátria.
Luiz Alves de Lima e Silva, primeiro Barão, primeiro Conde, primeiro Marquês e primeiro Duque de Caxias, começou a servir a Pátria aos cinco anos, ois querendo recompensar os serviços prestados por seu pai, D. João VI, fê-lo assentar praça com essa idade.
Tão estudioso e disciplinado foi ele em menino que aos 15 anos já era alféres. Sua vida como militar foi uma verdadeira coleção de vitórias, desde as primeiras refregas em que tomou parte até as últimas em que seu peito coberto de medalhas dirigiu os combates sempre saindo triunfante.
O motivo desses triunfos deriva-se de sua dedicação, serenidade e obediência.
Quando moço, subordinado às ordens de seus superiores militares, obedecia-as cegamente pondo nessa obediência coragem e empenho para vencer.
Mais tarde, grande militar e enobrecido com vários títulos que lhe dera o Imperador, sempre obedeceu às ordens civis de seu governo.
Era querido de todos os soldados pelo seu espírito de justiça; muitas vezes puniu oficiais por faltarem com o dever para com seus subordinados.
Planejava os ataques de maneira que os contingentes humanos não fossem sacrificados sem necessidade.
Toada vida desse bravo é um glorificação perene, mas há um episódio acontecido durante a guerra do Paraguai que faz com que todos os soldados brasileiros sintam o entusiasmo percorrer o corpo ao evocá-lo.
Lutando, pela posse de uma ponte, Caxias viu caírem mortalmente feridos os oficiais Argolo e Gurjão, assim como todo o corpo que comandava.
Esperando o avanço do Osório que viria por um atalho e vendo que este tardava e que a situação era gravíssima, ele fez avançar o primeiro corpo sob a comando de Jacinto Machado. No apogeu da luta, sentindo que nossas forças estavam comprometidas o velho soldado arraca a espada da bainha, esporeia o cavalo e avança com sua brigda de infantaria, a última reserva, gritando: “Sigam-me os que forem brasileiros”
E assim, uma vitória foi conquistada pelo nosso exercito.
Se não houvesse a série de triunfos que emolduram a memória desse grande militar, bastava esse episódio para transformá-lo em herói no conceito das gerações brasileiras.
A história de sua vida entretanto é toda pontilhada de lances épicos, onde o sacrifício e o triunfo caminhavam juntos; onde a honestidade e o patriotismo serviam de norma e padrão absolutos.
É por esta razão que hoje, esta pequena falange o Exercito Nacional cultua o seu herói que merece todas homenagens, como cidadão, como patriota e como soldado.
*Advogado e professor – Espírito Santo do Pinhal – SP