Ivan Santos – Jornalista

A tentativa do presidente Capitão Mito Bolsonaro de militarizar o governo desde a primeira semana do mandato que assumiu no dia 1 de novembro de 2019 transformou o Ministério da Defesa num dos mais importantes do Governo. Mais importante do que os Ministério da Economia, da Saúde e da Educação.
A ideia de muito bolsonaristas indica que as Forças Armadas no Governo do Capitão Mito se transformaram em Poder Moderador e podem intervir, a qualquer momento, no processo eleitoral para confirmar se uma eleição foi ou não fraudada. O grande absurdo foi declarado pelo presidente do Partido do Presidente Mito que alegou na Justiça que as milhares de urnas usadas para escolher o novo presidente da República estavam vencidas. As mesmas urnas foram usadas na eleição do primeiro turno e não estavam vencidas para eleger governadores, deputados estaduais, federais e senadores.
Os argumentos antidemocráticos para manter no comando do governo o Capitão Mito são pífios. Não há movimento nas forças armadas para anular a eleição do dia 30 de outubro passado. As Forças Armadas estão nos quarteis prontas para cumprirem o que a elas determina a Constituição do Brasil: garantir o cumprimento das leis e manter a ordem social no País.
Na eleição passada, reconhecida pela Justiça Eleitoral e cujo resultado foi fiscalizado e reconhecido pelos partidos políticos, pelas Forças Armadas, Tribunal de Contas da União e outras entidades nacionais e internacionais convidadas contou para o candidato da Oposição mais de 60 milhões de votos. O candidato da Situação recebeu mais de 58 milhões de votos. Este, se quiser, poderá assumir o importante papel de líder da oposição. É assim em toda democracia sadia no mundo.
Em 2026 o Capitão Mito, se tiver um partido que lhe garanta o registro de candidato pode disputar novamente a eleição de presidente da República. Se for eleito assumirá o governo no dia 1 de janeiro de 2027. Quem não gostar dele terá que engolir novamente o Mito com casca e tudo.