Ivan Santos – Jornalista

Enquanto algumas pessoas comparecem às portas de quarteis e pedem aos militares que marchem pelas ruas e impeçam a posse do presidente eleito na Presidência da Repúblicas, os Estados enfrentam dificuldades para manterem em atividade serviços essenciais como educação, saúde e segurança.
Por que os Estados estão em dificuldade? Porque no mês de outubro o déficit na arrecadação foi superior a R$ 3,9 bilhões. A queda brusca na arrecadação nos Estados foi causada pela redução na arrecadação de tributos cobrados sobre energia e combustíveis determinada por decisão do presidente Capitão Mito Bolsonaro que quis melhorar a chance dele conquistar mais votos para se reeleger presidente…
Como os Estados são obrigados a manter em atividade serviços de saúde, educação e segurança, com um rombo na arrecadação ate agora superior a 10,5 milhões, a perde de qualidade nos serviços essenciais já começou a ser sentida pela população.
Não tem segredo. Se o governo determina queda na arrecadação para beneficiar consumidores de derivados de petróleo e energia elétrica, a arrecadação nos Estados cai. Se o Estado tiver menos dinheiro em caixa, os serviços prestados à população pioram. Para que os novos governadores possam continuar a bem servir à população terão que recorrer à União para que o poder central este ajude os governadores a desatarem o nó cego deixado pelo presidente que promove a redução da cobrança do ICMS. Relembramos a máxima do economista norte-americano Miltom Friedman: “Não há almoço de graça. Se alguém almoçar e não pagar outro alguém terá que pagar a conta”. O povo agora vai pagar a conta da farra pré-eleitoral promovida pelo Mito.