Marília Alves Cunha – Educadora e escritora

*Não temos emprego vitalício muito bem remunerado;
*Não gozamos de amplas e variadas mordomias e regalias;
*Não temos guarda costas armados em trabalho constante para nos defender e a nossas famílias;
*Não temos, cada um de nós, mais de 200 auxiliares;
*Não entramos no serviço público sem concursos difíceis, nem fomos nomeados por padrinhos políticos; tivemos que provar o nosso saber em qualquer área para o qual nos habilitamos.
*Não decidimos sobre aumento em nossos próprios salários;
*somos impedidos, muitas vezes, de expor nossas próprias ideias, apesar de uma carta magna dizer o contrário;
*Vivemos sob o manto coercitivo das leis, não estamos acima delas;
*Não temos o poder de suspender investigações, prender ou soltar pessoas investigadas e acusadas de crimes;
*We don’t have OFFSHORES in the United States of America;
*Não frequentamos restaurantes luxuosos e nem nos regalamos com opíparos jantares, caríssimos, pagos por banco investigado pela LJ;
Acima desta mesma nefasta língua que nos xinga de manés, estamos resgatando a nossa liberdade, a nossa esperança, o nosso jeito inigualável de ser, a nossa solidariedade, a nossa união, rebelando-nos ao jugo de pessoas que se julgam donas da verdade, da nossa vontade e do nosso destino…
Bandidos usam esta expressão, quando querem nos molestar, nos assaltar, nos ameaçar, nos amedrontar, nos ferir ou matar: “Perdeu, Mané!” – Bandidos, repito!