Ivan Santos – Jornalista

A viagem de Lula ao Egito foi idealizada e programada pelo diplomata e ex-ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. A intenção foi criar um contraponto ao presidente Bolsonaro que desde o inicio do governo se posicionou indiferente à política internacional de controle do clima, Vai mudar alguma coisa para a economia do Brasil? Em princípio, não. É só uma bem idealizada estratégia de marketing promocional para o futuro governo de Lula. Principalmente se a futura COP em 2024 for na Amazônia Brasileira.
A intenção na COP-27 é atrair investimentos estrangeiros para projetos ambientais. Porém é preciso entender que esta Conferência chega ao fim sem aprovar um esboço de acordo que possa, de fato, ser implementado com projetos concreto. Houve muita falação, mas nenhuma decisão concreta para financiar projetos protetores do clima. Os dois maiores poluidores mundiais: Estados Unidos e China, ficam calados.
Por enquanto, a viagem do presidente eleito não passa de uma bem bolada jogada de marketing promocional. O financiamento para que os países em desenvolvimento possam enfrentar as mudanças climáticas é o mais sensível e já foi definido na COP de 2009. Foi definido, mas a grana não apareceu.
Os países desenvolvidos deveriam ter recebido US$ 100 bilhões por ano desde 2022, mas nada receberam. Lula abordou o tema no Egito e foi aplaudido, mas vai voltar de lá do mesmo jeito que chegou, sem saber como será no futuro.
A questão do clima é séria e precisa ser tratada com prioridade e seriedade. No entanto. Há hoje no Brasil 14 mil obras paradas por falta de licença ambiental. Esta deve ser uma questão que o governo do presidente Lula vai ter que resolver com rapidez.