Ivan Santos – Jornalista

O Brasil de hoje está muito diferente daquele país de há 10 anos passados. A maioria das pessoas, principalmente jovens, não lê jornais, não houve com atenção notícias e informações de interesse público divulgadas pela televisão e alimentasse diariamente de informações falsas divulgadas por redes sociais. Por esta razão muitas pessoas comentem erros de avaliação, principalmente sobre política.

Recentemente os comandantes das Forças Armadas do Brasil se manifestaram sobre os resultados das eleições deste ano e os desdobramentos na sociedade dos efeitos posteriores à votação e contagem dos votos para presidente da República.

Em nota pública divulgada hoje na imprensa tradicional os comandantes destacaram a garantia constitucional para todas as manifestações pacíficas e condenaram “restrições a direitos por parte de agentes públicos” e “excessos cometidos em atos pelo País que possam restringir os direitos individuais e coletivos ou colocar em risco a segurança pública”.
Fui um recado bem dado a todos aqueles que, inconformados com o resultado da última eleição para presidente foram às portas dos quarteis pedir intervenção militar para anular as eleições. Os comandantes militares lembraram que o Brasil de hoje é uma democracia regida por uma Constituição à qual estão sujeitos todos os cidadãos civis, militares e religiosos.
A legislação eleitoral do País foi cumprida com rigor. No segundo turno eleitoral dois candidatos se qualificaram e na apuração da votação um recebeu 60 milhões de votos e o outro 58 milhões. O que recebeu mais votos foi proclamado eleito pela Justiça Eleitoral e o outro deverá, pela tradição política do Brasil, ser o chefe da oposição ao futuro governo. Assim está escrito na Constituição e assim será. Outra eleição para presidente da República só em 2026.