Depois de baixados a poeira e os ânimos originados a partir do resultado da apuração dos votos em todo o Brasil, peço licença ao leitores para tornar ao tema que abordei em uma crônica anterior. A autoridade de um senador ou de um deputado federal e a importância do seu papel no terreno das conjurações e decisões políticas é por demais relevante; daí havermos de entender o significado dessa potestade; o que esse deputado ou senador poderá contribuir para tornar excelso o exercício de suas nobres funções e quanto mais em vista daquilo que dele se espera. No dia seguinte ao resultado final da recente apuração dos votos, parte da imprensa noticiou – e alguns comentaristas políticos exultaram – o fato de que Nikolas Ferreira, um belorizontino com apenas vinte e seis anos de idade, tornou-se o terceiro deputado federal mais votado da história da Câmara Federal, o segundo mais votado nas eleições deste ano e depois de já ter conquistado o segundo lugar entre os mais votados quando da disputa por uma cadeira na Câmara Municipal da capital mineira. Sim, jornalistas de expressão comentaram aquele extraordinário acontecimento, porém sem entrarem em pormenores e precisões oportunas em conseqüência de tal fato, talvez com receio de tornar injusta qualquer recriminação àquele respeito. Não hesito em dizer que comprazo diante dessa novidade e, desde já, desejo àquele rapaz todo sucesso no cumprimento das suas inéditas atividades parlamentares; juro! A autoridade da qual ele será empossado é realmente colossal e comprometedora em se tratando do tamanho do seu desafio e do seu futuro político. Entretanto não consigo deixar de prever que aquele rapaz irá sofrer influências de forças parlamentares jurássicas e ao ponto de correr o sério risco de transformar-se em joguete nas mãos de soberanos e intocáveis caciques da vida política tupiniquim. Os eleitores de um rapaz tão jovem saberão que ele foi atirado em direção a um tipo de covil, onde o jogo de interesses políticos e econômicos é infinitamente maior e mais beligerante do que aquele noticiado e filmado pela imprensa, onde os contendores de terno e gravata muitas vezes desgastam a sua imagem e põem em risco a sua autoridade perante a opinião pública, principalmente a de seus eleitores. Um jovem entusiasta mineiro, com apenas vinte e seis anos de idade e presente em um Congresso composto em sua maioria por velhas raposas da nossa rançosa política, certamente terá de agir com firmes propósitos de representar à altura a comunidade que o elegeu , mediante recursos originados do seu caráter, da sua personalidade e para o que, sinceramente, espero que consiga até de maneira muito nobre, combativa….! E isso há de se dar desde o início do seu mandato, antes que torne-se objeto de joguete nas mãos de poderosas e espertas raposas políticas que irão sentar-se ao seu lado e principalmente nos bastidores; que não capitule nem se entregue a uma mórbida atuação por estar sob a sombra de dinossauros e raposas da velha política e prossiga, sempre, com firmeza e serenidade no caminho que teve a coragem de seguir. Tudo bem! Democracia é também dar oportunidade a novas gerações de políticos e fazer crer aos eleitores que eles têm capacidade de manter-se longe das garras e barbas de políticos portadores de fluídos e energias perturbadores. Quem viver…verá!
Gustavo Hoffay
Agente Social
Uberlândia-MG
Precisamos de sangue novo na política,principalmente de sangue como o deste jovem que vem se mostrando um defensor da democracia e dos princípios e valores que regem a sociedade brasileira. Considero que não de deva fazer nenhuma sombra à atuação do futuro deputado, que até o momento apresentou- se com dignidade e respeito em todos os seus atos políticos. Vá em frente, Nickolas, Deus o proteja!