Mesmo confirmando-se a previsão de que Luiz Inácio será o vencedor do confronto que disputa com o atual presidente e cujo primeiro ( e talvez único) “round” ocorrerá nesse domingo, ainda assim o Brasil deverá assistir a continuação do referido combate por mais algum tempo, com a entrada na rinha de eleitores insatisfeitos e exaltados enquanto esbravejando e dizendo-se vítimas de algum “sistema” comandado por socialistas que imaginam ser bolchevistas em pleno patropi e tudo, claro, sob o olhar argüidor de juízes federais. A supra previsão está substancialmente recheada de fatos derivados da lógica de que a maioria do povo brasileiro já não suporta ver abalada as estruturas de um regime democrata, conquistado a duras penas e mortes graças à hombridade e à valentia de milhares dos nossos conterrâneos nos anos sessenta e setenta. O magnetismo que o atual presidente insistia em atrair para si, através das suas caminhadas e motociatas por todo o país – ao mesmo tempo que destilava ódio contra o seu principal adversário nas eleições, na realidade tratava-se de uma tentativa de jogar o povo contra uma terrível ameaça vinda do além mar e originada por detrás da cortina de ferro, onde criancinhas são devoradas ainda vivas por monstros sedentos de sangue fresco e revigorante. Os hilários e constantes fricotes do chefe da nação tupiniquim são tantos e tão estrambóticos e vergonhosos que, recentemente, chegaram mesmo a chamar a atenção de políticos dos Estados Unidos e onde o senador e ex-candidato à presidência daquele país, Bernie Sanders, apresentou aos seus pares uma resolução que – aprovada por unanimidade – recomenda defender a democracia no Brasil e ao mesmo tempo romper as relações entre os dois países caso se confirme um golpe de estado em terras tupiniquins, a partir de uma suposta neuropatia instalada no nosso atual presidente, a ser deflagrada em caso de uma provável derrota da sua chapa no próximo domingo. Uau, os próximos capítulos desse empolgante drama prometem quebrar todos os recordes anteriores de audiência pública! O próprio governo ianque está atento aos constantes atritos do truculento Bolsonaro com o nosso Poder Judiciário e quem, ainda, ameaça não cumprir as determinações de um dos seus juízes enquanto confiante em uma relação de parceria com dois por ele indicados ao STF e terrivelmente evangélicos. As suas constantes negativas quanto à gravidade da Covid-19 e que contribuíram para levar à morte centenas de milhares de conterrâneos, devemos todos admitir que foram de uma insanidade e de um anti-patriotismo à toda prova e, felizmente, jamais experimentada por qualquer outro governante brasileiro em toda a gloriosa história desta nossa república, ao mesmo tempo em que relevava a gravidade do desmatamento e das queimadas na região amazônica e a falta de oxigênio medicinal para atender à uma boa parcela da população local, durante o ápice da pandemia naquelas extensas paragens. Enquanto Bolsonaro cinicamente debocha de quem o acusa de comprar imóveis com dinheiro em espécie, ainda fomos testemunhas do seu apoio a Putin na invasão à Ucrânia e também às tresloucadas ações de Donald Trump na tentativa de segurar-se no poder. Ora, francamente! Manter-se senhor de si mesmo, dominar-se e guardar o equilíbrio pessoal são algumas das qualidades necessárias a um chefe de governo, principalmente quando diante de graves adversidades e o que, infelizmente, não são virtudes desse presidente e já que chega ao ponto de ameaçar o acionamento das Forças Armadas caso algum eleitor seja barrado em seções eleitorais por estar usando uma camisa da seleção brasileira de futebol, uma vestimenta que – estrategicamente- tornou-se quase que um acessório daqueles que o apóiam: -“Não terá eleição naquelas seções”, ameaçou em tom de gravidade o excelentíssimo, obstinado e arrogante senhor presidente da república, algo aliás bem característico de governos como os de Nicolas Maduro, Pinochet e Mussolini. Enfim, que a paz e a segurança sejam uma constante nesse período eleitoral e que a humildade e a aceitação saiam abraçadas ao final das apurações em todo o Brasil.

Gustavo Hoffay
Agente Social
Uberlândia (MG)