Ivan Santos – Jornalista
Ontem à noite ocorreu na TV Globo o último debate com a participação dos principais candidatos à Presidência da República. Foi um teatro com encanações ensaiadas e muita conversa fiada. O líder das Pesquisas, Lula da Silva, foi duramente acusado de ladrão pelo segundo colocado nas pesquisas, Capitão Mito Bolsonaro. Houve pouca referência a projetos de governo. Nenhuma surpresa. O debate foi como esperávamos e os efeitos na opinião pública não serão capazes de alterar as tendências de votação previstas pelos institutos de pesquisas de intenções dos eleitores.
Houve violações das regras do debate, defesa de idéias absurdas e inviáveis, dobradinhas para iludir os telespectadores, constantes acusações de corrupção entre os dois principais candidatos destacados pelas pesquisas e os alvos principais foram o Mito e o astro do PI.
Ciro Gomes insistiu em ser contra a polarização e não se destacou entre os debatedores. Foi o mesmo. A influência do debate na opinião pública, por enquanto, é uma incógnita. Alguns indicativos poderão brotar cos próximas pesquisas a serem divulgadas antes de domingo, dia da eleição.
O debate não serviu para os candidatos apresentarem as intenções de governo. Foi um momento para acusações com palavras de maldizer e tentativas de apresentar o adversário como ladrão. Neste clima foram muitos os pedidos de resposta aceitos e negados pelos dirigentes do Debate.
O cenário das ruas, hoje de manhã, indicava que a massa eleitoral não mudou depois da falação de ontem à noite na TV Globo. Os lulopetistas e os bolsonaristas continuam hoje como estavam ontem antes do enfrentamento na TV Globo. O clima pré-eleitoral continua a sinalizar uma disputa no segundo turno, embora alguns institutos vejam vitória de Lula no primeiro turno.