Ivan Santos – Jornalista
O pepino fiscal que o Capitão Mito Bolsonaro deixará para o próximo governo descascar tem o tamanho de R$ 430 bilhões segundo informou o jornal “O Estado de São Paulo” na edição online publicada hoje na página de editoriais.
Diz o jornal paulista que “o descalabro fiscal que o governo Jair Bolsonaro deixará como herança para quem vencer as eleições pode atingir inacreditáveis R$ 430 bilhões em 2023”. Esta soma é equivalente a 4,3% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo o Estadão.
O governo do Mito tem gastado sem responsabilidade para distribuir bondades custeadas com dinheiro público. Assim o Governo camufla os preços dos derivados de petróleo como Dilma Rousseff fez com as tarifas de energia elétrica para beneficiar os consumidores e conquistar votos para se reeleger. Como no tempo de Dilma, no ano após as eleições será o tempo de pagar a conta da farra eleitoral.
Vamos repetir a velha advertência atribuída ao economista conservador norte-americano, Milton Friedman: “Não há almoço de graça. Se alguém comer sem nada pagar, outro alguém, com certeza, pagará a conta. Diante desta lógica, se a Petrobrás comprar petróleo e derivados mais caros e vender os derivados por menor preço para os consumidores por decisão do presidente da República, alguém vai pagar o preço do benefício.
O povo pagará a conta dos benefícios eleitorais distribuídos pelo Capitão Mito. Vai pagar com inflação. Preços mais caros dos alimentos vendidos nos supermercados e serviços mais caros pagos no dia-a-dia da vida cotidiana.