Ivan Santos – Jornalista – Uberlândia
Os candidatos a presidente da República hoje falam em reformas estruturais necessárias como falaram os candidatos do passado. A reforma tributária tem sido discutida há mais de 30 anos, mas não sai das intenções. A reforma política continua hoje a ser uma utopia como no passado. Recentemente ouvimos um experiente gestor público dizer que a reforma necessária é a reforma Administrativa e depois dela as outras.
A máquina administrativa federal hoje é complexa e inchada de funcionários contratados por concursos e por decisões políticas para gerir serviços essenciais na saúde, educação e segurança entre outros serviços criados por interesse político ou político.
Hoje o governo federal conta com cerca de 600 mil servidores federais. Se os serviços essenciais forem informatizados esse número poderá ser reduzido a, no máximo 100 mil de acordo com entendidos em administração pública. Como os servidores têm cargo estável os atuais servidores poderiam ser mantidos até a aposentadoria. Extintos os serviços descartáveis e vendidas todas as empresas estatais, os serviços públicos poderão ser reduzidos, as despesas cairão e os impostos, então, poderão ser reduzidos. Esta é a lógica necessária para uma reforma que reduza a carga tributária.
A promessas de reformar durante as eleições são conversas desafinadas que só servem para iludir eleitores que ainda acreditam em promessas encantadoras. É também de mirar o futuro com realismo. Não há milagres no mundo moderno… O velho ditado prevalece: quando a esmola é grande demais o santo desconfia que foi enganado. É bom confiar, mas desconfiando sempre de tudo e de todos os candidatos em tempo de eleição.