Ivan Santos – Jornalista

O Centrão – grupo de políticos conservadores oportunistas – que influi decisivamente no processo político-legislativo do Brasil desde a redemocratização em 1985 prepara-se nesta eleição para manter-se influente a partir do ano que vem.
No Brasil a maioria dos eleitores vota para um candidato a presidente da República esperando que o eleito governo soberanamente e se esquece que na democracia brasileira o governante precisa de apoio no Congresso para aprovar o Orçamento Anual e as leis que precisa para viabilizar o projeto de governo que prometeu ao povo na campanha eleitoral.
Quando um governante se elege como o Mito Bolsonaro, sem apoio no Congresso, entrega-se ao Centrão para ter apoio no Congresso. Foi assim com Lula e foi com Dilma. Quando Dilma resolveu ignorar o Centrão, perdeu a base de apoio que tinham no Congresso e o Centrão cassou o mandato dele e voltou a ser decisivo no Governo de Michel Temer.
Para a eleição deste ano os partidos do Centrão lançaram mais de 1.500 candidatos com a intenção de conquistar mais de 200 cadeiras na Câmara que tem 513 vagas de deputados federais. O Sonho do Centrão (PP, PR, PSD, PTB, PRB, PSC, PROS, SD, PEN, PTN, PHS, PSL, e AVANTE) é conquistar mais de 260 cadeiras na Câmara para dominar todo o processo político.
Um alerta aos eleitores: Não basta eleger o presidente da República e confiar no programa anunciado por ele. É preciso eleger deputados experientes que tenham afinidade com o governante eleito para aprovar os projetos que ele prometer na campanha eleitoral. Presidente eleito com minoria no Congresso precisa dividir o poder com o Centrão para poder governar. Esta é a realidade numa e crua. Em política não há ilusão. Quem tem poder governa. Quem não tem divide o poder com aventureiros para manter-se no cargo até o fim do mandato. Veja o exemplo do Mito que repartiu o poder que recebeu do povo com o Centrão para continuar no governo até hoje.