José C. Martelli*

Em 15 de novembro de 2018 escrevêramos o artigo abaixo sobre uma visita mais que prazerosa de amigas e amigos de Uberlândia MG. Tão gratificante que vamos reeditá-lo para que não se perca no tempo. Eis o artigo:
“Já tive a honra de receber em minha modesta residência, desde governador, ministros, deputados federais e estaduais, até moradores de rua de São Paulo. Mas, com toda certeza, nenhuma foi ou será tão prazerosa como a que vou receber nesta quinta feira, 15. Serão pessoas com as quais convivi pessoal, social ou profissionalmente, durante parte de minha vida, que estarão comigo, relembrando um passado não muito distante. E foi, também com certeza, a época em que mais obtive resultados no campo profissional. E isso não ocorreu por mérito próprio mas também, e principalmente, pelo trabalho compartilhado e pelo convívio que mantinha com muitos dos que agora me visitam. Infelizmente nem todos meus amigos estarão aqui. Alguns porque outros afazeres ou compromissos os impediram. Outros porque Deus não quis que aqui estivessem. A propósito vou reescrever algo que fez parte de um artigo que escrevera, num período de convalescença de uma cirurgia do coração há mais ou menos dois anos. Quantos e quantos convívios. Quantos e quantos compartilhamentos. Foi uma experiência incrível ter trabalhado e convivido com essas pessoas que ora me visitam. De toda forma cheguei a duas conclusões que quero compartilhar. Tenho a impressão de que alguma coisa de mim, por pouco que fosse, deixei com todos. Entretanto, como este escrito inclui também filha, filhos, netos e demais familiares, quero consignar a eles, e a outras pessoas o seguinte: tenho minhas dúvidas se fui um bom marido, um bom pai, um bom avô. Aos amigos mais chegados e companheiros de trabalho a dúvida se agi com eles como mereciam, Aos meus alunos se fui um bom professor e aos meus professores se fui um bom aluno. Aos meus relacionamentos que ultrapassaram um pouco a amizade, a dúvida se correspondi ao que recebia, já que sempre fui incapaz de exteriorizar meus sentimentos, nestes e em outros casos, com propriedade e com palavras corretas. Mas, por outro lado, tenho a certeza absoluta que todos contribuíram para ensinar-me alguma coisa e me tornar uma pessoa melhor. Vocês que me visitam, tenham a certeza que aprendi muito com vocês. Infelizmente, mais teria aprendido, se soubesse antes, como sei agora, quanto o conhecimento, atitudes e exemplos de outros, podem nos influenciar. A final, obrigado a todos, inclusive àqueles que não conseguiram ou não puderam aqui estar. Para encerrar, enquanto isto, vou me desfazendo dos anos vindouros, aplicando a experiência adquirida na correção de atitudes futuras.
Que assim seja, até quando Deus quiser.”

*Advogado e professor – Espírito Santo do Pinhal – São Paulo