Gustavo Hoffay*
Foram muitas as tentativas de associar-se petismo e cristianismo, seja de maneira técnica ou realista. Conheço alguns eleitores que diziam-se católicos mas que, durante os governos Lula e Dilma, tornaram-se ateus e marxistas; porém é certo que nenhum país católico onde o comunismo foi implantado, atenuou-se a índole anticristã do referido regime. O marxismo até propõe aspectos conciliatórios com a religião, mas apenas quando está em campanha pública para tomar o poder; porém quando instalado no governo de uma nação, é sempre anti-religioso. Aqui mesmo, em Uberlândia, Lula surpreendeu a muitos quando encontrou-se com o bispo d. José Alberto durante a campanha que o elegeu presidente pela primeira vez. Se a análise petista da sociedade fosse verídica ou científica certamente ela atingiria o seu propósito, que é o de descobrir as causas das injustiças sociais e contribuir para evitá-las; se prestaria à construção de uma sociedade justa e fraterna. Francamente…! Sabe-se que não é isso o que ocorre nos países em que partidos políticos simpáticos ao comunismo tomam o poder. Para aqueles que antes defendiam uma justa distribuição da riqueza e justiça social, houve privilégios diversos e sabidos. Especificamente para a grande massa de brasileiros durante os governos Lula e Dilma, as condições de vida continuaram tão penosas quanto antes: marginalização em relação a muitos e gozo de privilégios para uma minoria. A prática de uma política que apenas temporariamente apega-se a Deus para chegar ao poder, além de contraditória sequer chega a ser infiel à justiça, pois comete traição já em suas próprias raízes; uma frontal oposição ao que sempre baseou-se a mensagem de fé cristã. Tal é o caso da Teologia da Libertação e que favorece a causa petista e não apenas por suas teorias marxistas, mas inclusive pelas ambigüidades que caracterizam suas posições ou seja: deseja propor um novo modelo de ser cristão no Brasil quando na verdade solapa os fundamentos do cristianismo, favorecendo práticas de cunho materialista; confunde o eleitor e deixa perplexa boa parte da opinião pública. Por aí, também, poderosos países comunistas procuram infiltrar-se por nossas fronteiras e para tal usam de políticos populares mancomunados com Moscou. Assim partidos que adotam o comunismo enquanto envernizados de linguagem cristã e progressista, na realidade servem de cabeça-de-ponte para tomarem o Palácio do Planalto. Considerável parcela do povo brasileiro não pode e nem deve deixar-se explorar como a inocente-útil, ser usada como a uma massa relativamente fácil de ser manipulada, deixar-se contaminar por promessas e políticos que usam de milionárias estratégias subliminares…..Muito pelo contrário, penso que o cidadão tem de reconhecer-se na condição de ator , principal protagonista da sua história e para isso enfronhar-se de alguma forma na política, observar e entender o que afeta e o que beneficia direta e indiretamente a comunidade onde está inserido, enxergar-se como ser político e atuar em defesa do bem comum ao contrário de ser amorfo e indiretamente beneficiar a prática de injustiças. E parafraseando Abraham Lincoln digo que os eleitores devem ser , em geral, tão felizes quanto sabiamente decididos quando da escolha daqueles que haverão de guiá-los enquanto por eles governados. Simplesmente deixar-se levar pela emoção quando confrontado por uma urna, é um risco que pode contribuir para que o eleitor viva quatro anos de arrependimento.
Gustavo Hoffay
Agente Social/Uberlândia-MG