Sepae oferece um serviço de referência no atendimento odontológico a pessoas com necessidades especiais
Profissionais do Sepae possuem especialização no atendimento de pacientes especiais; setor fica no Campus Umuarama, junto ao Hospital Odontológico. (Fotos: Milton Santos)
O Hospital Odontológico da Universidade Federal de Uberlândia (HO/UFU) conta com o Setor de Pacientes Especiais (Sepae), um espaço que é tido como referência em Uberlândia e região no atendimento especializado para as pessoas que apresentam condições físicas e mentais que dificultam o atendimento odontológico. Lá, são acolhidos e atendidos pacientes com necessidades especiais.
O Sepae oferece o tratamento ambulatorial e também os que necessitam de anestesia geral, a todas as faixas etárias de pessoas com deficiência, desde crianças até idosos. As áreas de dentística, periodontia, odontopediatria, endodentia e próteses, em casos específicos, são contempladas pelo setor.
Algumas condições especiais dificultam o atendimento de pessoas com deficiência em consultórios odontológicos convencionais, com profissionais não preparados para esse tipo de manejo. Isso pode ocasionar um adiamento de tratamentos, o que não é indicado. Neste sentido , a equipe do Sepae é formada por profissionais especialistas no manejo de pacientes com necessidades especiais, aptos a garantir o conforto da prática odontológica para eles.
Especialistas do Sepae atendem pacientes com necessidades especiais, devidamente acompanhados por seus responsáveis
É o que explica Maiza Segatto Cury, coordenadora do Sepae. “O que nós buscamos aqui no setor é oferecer qualidade de vida para esse paciente e para sua família. A especialização de pacientes especiais é nova e existem poucos profissionais aptos. Aqui em Uberlândia, são pouquíssimos na rede particular, sendo que a demanda é muito grande”, comenta.
As necessidades especiais dos pacientes podem ditar algumas características específicas no tratamento odontológico, que já é desconfortável normalmente, até mesmo para pacientes convencionais. Cury aponta qual é a diferença desse atendimento: “Quando o paciente não permite o atendimento laboratorial, nós realizamos a anestesia geral e o tratamento é feito com ele sedado. Em alguns casos, há a presença de ortogênese imperfeita, que precisa de cuidados específicos. O atendimento do paciente especial é muito voltado para o manejo, porque a parte odontológica é a mesma.”
Para ser atendido pelo Sepae, é necessário um laudo médico comprovando a condição especial do paciente. “A gente atende um público que não pode ser atendido no postinho ou na UBSF [Unidade Básica de Saúde da Família]. Os pacientes atendidos aqui vêm encaminhados da rede pública e entram na fila para o atendimento. Portanto, quem precisa de atendimento especial para alguém da família deve ir até a unidade de saúde mais próxima e buscar o encaminhamento ao Sepae, mediante avaliação na Rede Municipal”, esclarece a coordenadora.