Ivan Santos – Jornalista
O Capitão o Mito Bolsonaro elegeu-se presidente do Brasil com a promessa de instalar no País um governo conservador. Muita tente embarcou na canoa do Mito sem realmente saber o que significa um governo conservador.
O conservadorismo, minha gente, é um estado de espírito, um tipo de caráter, um modo de ver a ordem social e civil. O conservadorismo não pode ser confundido com atitudes reacionários que indicam uma volta ao passado. Também não é uma religião. Um conservador pode ser aquele que defende uma moral duradoura, uma situação social constante e coerente com uma verdade moral permanente. Isto é conservadorismo. Depois de uma rápida reflexão neste sentido surge uma pergunta: o Capitão Mito que governa hoje o Brasil é um conservador ou é um politiqueiro oportunista que gosta de manter-se por longo tempo no poder.
Na campanha eleitoral o Capitão Mito vendeu a ideia de que ele seria o comandante de um governo conservador que teria por meta preservar a ordem, a justiça e a liberdade no processo de produção e circulação de bens econômicos e serviços para reduzir a pobreza e enriquecer o Brasil. Belas palavras que foram ditas e esquecidas.
Para a prática do governo o Capitão Mito prometeu conduzir reformas estruturais para modernizar a produção econômicas entres as quais uma Reforma da Previdência, outra da Administração e outra ributária.
A reforma da Previdência foi feita precariamente por interferência do então presidente da Câmara, Rodrigo Maia que se interessou pelo assunto. Por falta de empenho do Mito a reforma foi mia-boca porque não tocou nos ententes federados: estaduais e municipais. Foi uma reforma de mentirinha que só prejudicou os trabalhadores e não resolveu o problema do déficit previdenciário que continua.
Não houve reforma Administrativa e a máquina do governo continua inchada e tão burocratizada como sempre foi. A Reforma Administrativa prometida pelo Mito não passou de simples promessa de campanha esquecida para não prejudicar o projeto de reeleição do Capitão.
E a Reforma Tributária para reduzir os impostos? Esta nem foi projetada pelo Posto Ipiranga, o super economista de Chicago, apelidado de Paulo Guedes, que iria modernizar as relações do governo com o setor produtivo. O ilustre professor não controlou a inflação, não promoveu reforma alguma, não controlou o câmbio que desvaloriza o Real nem deteve a inflação que já chegou a dois dígitos. A economia liberal no governo do Mito mais se parece hoje com uma piada de cabo de esquadra pra fazer rir gregos, troianos e baianos. Saravá!