Ivan Santos – Jornalista
Neste começo de ano a situação econômica e social do Brasil não está boa. A culpa do desmantelo não pode ser atribuída só à Pandemia da Covid que semiparalisou a produção econômica no Brasil e no mundo nem ao governo do Capitão Mito. Há outros fatores somados a equívocos de governos passados e do atual. A verdade é que viver hoje no Brasil não está fácil para os pobres e, principalmente, para mais de 110 milhões de pessoas que vivem da renda do trabalho.
O IBGE, órgão das estatísticas oficiais, informou há pouco que o número dos desempregados baixou de 14 milhões da população econômica ativa para 13 milhões. O desemprego atinge mais os jovens. Para piorar o cenário o mesmo IBGE informou que há hoje no Brasil 12,3 milhões de jovens que não estudam nem trabalham. Estes representam a geração “Nem Nem”. O governo não cuidou de criar cursos profissionalizantes para preparar 20 milhões de jovens para o novo mercado de trabalho que passa a ser de base tecnológica depois da Pandemia. O número dos “Nem Nem” é crescente desde 2018 até hoje.
Além de 13 milhões de desempregados hoje no Brasil, perto de 40 milhões de pessoas ganham a vida em trabalhos informais e mais de 30 milhões estão submetidos a baixos salários, a maior parte ganha salário mínimo. Este salário no Brasil, avaliado em dólar, é menor do que o da Bolívia, Paraguai, Uruguai, Argentina, Chile, Peru e Colômbia. Só é maior do que o Salário Mínimo pago na Venezuela.
O Brasil não está bem. A criminalidade violenta cresce e hoje, servidores federais de elite ameaça entrar em greve por aumentos salariais. O presidente só prometeu reajustes de salários em 2022 para a elite das políticas federais. Se a Operação Empurra foi prometida por chefes de departamentos e serviços essenciais forem emperrados, a economia do País poderá piorar mais e uma nova recessão não está descartada. Este ano é tempo de eleições gerais. Muitos dirigentes nacionais só pensam em reeleição.
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