Ivan Santos – Jornalista
Nesta semana o Comitê de Política Monetária – Copom – elevou o Juro Básico (Selic) de 6,25 ao ano para 7,75%. Foi um aumento expressivo, porém considerado pelas autoridades monetárias como necessário para manter a inflação na meta no ano que vem. Para o ano que vem os economistas do Banco Itaú, segundo informou o jornal “O Estado de São Paulo”, preveem recessão com queda no PIB (Produto Interno Bruto) de -0,50%.
O noticiário econômico desta semana foi agitado com intenções atribuídas ao governo de furar o teto de gastos do governo para criar um programa assistencialista que distribua R$ 400 por mês até dezembro de 2022 a, pelo menos, 17 milhões de pessoas que hoje estão na linha da pobreza absoluta.
A situação no mercado nacional neste momento é de incerteza em relação à reativação da produção econômica em meio a ameaça de inflação e de juros crescentes. O aumento da Taxa Selic também não é bom para o Governo que administra uma dívida interna que já passa de 90% do PIB. Juro mais alto aumenta o custo dos serviços da dívida. Esta é uma situação que cria intranquilidade a todos os habitantes do País.
Não obstante os esforços do governo atualmente, o Brasil está em crise econômica, em parte por causa da desaceleração do crescimento causada pelo afastamento social de trabalhadores por causa da pandemia de covid e pela desaceleração da economia mundial.
No plano nacional destaca-se a inflação agravada pela alta do preço dos alimentos, dos derivados de petróleo e da energia em parte por causa da crise hídrica no Sudeste. Neste cenário o desemprego continua alto embora tenha diminuído de 14 para 13 milhões de trabalhadores.