Ivan Santos – Jornalista
O processo político pré-eleitoral no Brasil para presidente da República a pouco menos de um ano das eleições gerais está polarizado entre o virtual candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva (esquerda) e o presidente Jair Bolsonaro, sem partido (direita). Ainda não há um pré-candidato definido na terceira via.
Vários políticos e partidos tentam hoje romper a polarização entre o ex-presidente Lula e o atual presidente, Capitão Mito Bolsonaro. Esta chamada terceira via está fracionada em vários nomes de políticos, a maioria sem expressão nacional. Dois govenadores, o de São Paulo João Dória e o do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite se esforçam para conquistar a indicação de candidato pelo PSDB. Ambos são lideranças no próprio Estado e carecem de apoio no resto do País.
O presidente Bolsonaro se elegeu em 2018 porque representou uma opção contra o PT, o partido que foi acusado de ter comandado a corrupção com o Mensalão e na Petrobrás com o principal líder, o ex-presidente Lula, na prisão. Hoje Lula da Silva lidera nas pesquisas dos principais Institutos nacionais por se posicionar como antigovernista.
Os defensores da terceira via afirmam que Lula e Bolsonaro já tiverem a oportunidade de mostrar como governam. Ambos são assistencialistas e oportunistas que se esforçam para permanecer no poder a qualquer preço e sem programas de reformas para modernizar a produção econômica e melhorar a vida dos pobres do País. A fala é racional, mas a prática na terceira via é utópica. Não há, até agora, união de forças para conquistar uma vaga para disputar a Presidência num eventual segundo turno.
Se a terceira via continuar dividida, os votos fora dos estremos (esquerda e direita) serão fracionados e os eleitores ver-se-ão diante de Lula e Bolsonaro no segundo turno. Vai ser uma decisão entre dois candidatos carimbados.