Ivan Santos – Jornalista

O presidente Capitão Mito Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes têm falado em privatizar a Petrobrás. A intenção não passa de conversa pra distrair liberais que apoiam a reeleição do mandatário. Este ano está no fim e o ano que vem vai ser o das eleições. Alguém, por acaso acredita que a privatização de uma estatal como a Petrobrás será aprovada no Congresso em ano eleitoral?
O que o governo pode fazer é vender na Bolsa de Valores, de forma fracionada, ações da estatal. Vender o controle da empresa a grupos privados e conservar um grupo de ações especiais que lhe dê o controle administrativo da empresa é prosopopeia de burocratas.
A Constituição do Brasil define que as atividades da Petrobrás são da competência do estado nacional. Então, para vender o controle da empresa o governo precisa de autorização do Congresso que, para deliberar, só com os votos de dois terços da Câmara e do Senado em duas votações. Isto num ano eleitoral seria milagre.
A estratégia do Governo, que decidiu pela indexação ao dólar norte-americano dos preços dos derivados de petróleo, pode ser levar os consumidores à irritação com a Petrobrás e apoiarem a privatização da empresa. A jogada é bem bolada, mas no Brasil não vinga em ano eleitoral. A política de preços da Petrobrás poderá inviabilizar a candidatura do Mito à reeleição. O Capitão é esperto e, no meio da jogada, poderá tirar a bola do campo e virar o jogo.