Ivan Santos – Jornalista
As promessas feitas nas campanhas eleitorais por sucessivos candidatos a presidente da República e depois esquecidas durante o cumprimento do mandato contribuem para fortalecer a desconfiança que a maioria dos eleitores do Brasil têm hoje nos candidatos e nos partidos.
O atual presidente, um veterano político que passou 28 anos como deputado federal ocupando-se em criticar ideologia de gênero, comunistas imaginários e esquerdistas utópicos, elegeu-se com várias promessas entre as quais combater a violência e a corrupção e promover reformas estruturais para atrair investidores para criar riquezas e novos empregos bem remunerados.
Sem experiência administrativa e um mandato legislativo de faz de conta, o deputado que se apresentou como liberal beneficiou-se da desilusão das pessoas com os governos do PT que foram acusados de permitirem corrupção elevada denunciada ao País pela Operação Lava Jato.
Também beneficiado por uma facada durante a campana, o candidato liberal, por estar internado num hospital não precisou comparecer aos debates entre os candidatos. Manteve na mente do povo uma imagem de paladino da moral garantidor das tradições cristãs do povo brasileiro.
Eleito, o Mito assumiu o governo com o princípio do chefe aprendido na Academia Militar na cabeça, mas sem experiência para governar. Logo escolheu como prioridade a própria reeleição e travou todo o Ministério. Obrigou os ministros a obedecerem às decisões do chefe. O chefe nunca teve nem tem projeto algum.
Hoje o Brasil continua socialmente pior do que há três anos e ainda sem rumo para o futuro. Nas ruas das grandes cidades o desânimo cresce e aparece. Só os barões do agronegócio seguem em festa com o dólar valorizado e o mercado externo aquecido pela China. Sem esperança o amanhã no Brasil poderá ser agitado por um ri-fi-fi.