Ivan Santos – Jornalista

A CPI da Covid começou tranquila como outras no passado. Desta muita gente nada espera que mude o cenário caótico espalhado de norte a sul do País pela Pandemia que gerou uma grande crise sanitária no Brasil e no mundo. Fora da CPI o Governo anunciou a compra de 560 milhões de doses de vacinas, mas logo depois corrigiu: comprou só a metade. Depois de tanto disse não disse, está difícil acreditar nos anúncios do Trono.
Primeiro depoente, ex-ministro da Saúde, Dr. Mandetta, fez uma revelação chocante: O presidente da República, Capitão Bolsonaro, teria planejado mudar a bula do remédio Cloroquina, usado para tratar malária, para tratar Covid 19. Isto sem aval da Anvisa e por decisão do presidente que não é médico. É inacreditável que o homem eleito para gerir inúmeros problemas sociais, políticos e econômicos no Brasil tenha assumido o papel de curandeiro ao receitar um medicamente não indicado para combater Covid 19.
Outra surpresa: o general Pazuello, ex-ministro da Saúde, que obedeceu fielmente às ordens do presidente que nega a Pandemia, desobedece às indicações para o recolhimento social e chamou “frouxos” e “maricas” os que usam máscara e se recolhem com receio do vírus, avisou que não vai depor na CPI porque esteve com auxiliares contaminados e decidiu se recolher para não contaminas os senadores. Esta é uma contradição impressionante. O general não parece “maricas” nem “frouxo”. Ou é?