Ivan Santos*

A CPI da Covid no Senado, que poderá ser instalada nos próximos dias ou depois do feriado do Dia 1º de maio, poderá se transformar em um instrumento politiqueiro. Eu disse poderá, não pode.
Hoje o cenário pré-eleitoral, a mais de um ano das eleições presidenciais, aponta uma polarização entre os eventuais candidatos Jair Messias Bolsonaro (sem partido) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Este é o desenho apontado por pesquisas de intenções de votos.
Os partidos que não querem se alinhar hoje com a esquerda liderada pelo ex-presidente Lula nem com a direita chefiada pelo presidente Bolsonaro, procuram um candidato alternativo: terceira via.
Há poucos dias houve um ensaio com nomes alternativas para terceira via eleitoral. Desfilaram Ciro Gomes (PDT), João Dória (PSDB), Eduardo Leite (PSDB), João Amoedo (Novo), Luiz Henrique Mandetta (DEM) e Luciano Huck (sem partido). Nenhum empolgou partidos nem setores sociais organizados. O povão, nem precisa falar. A principal preocupação da maioria das pessoas no Brasil hoje, e a Pandemia do Coronavírus.
Uma CPI, numa democracia, é instrumento das minorias partidárias para fiscalizar executivos. A CPI da Covid aprovada no Senado na Semana passada para investigar eventuais omissões do Poder Executivo e uso de recursos públicos por governadores e prefeitos para combater a Pandemia, poderá servir ao Brasil ou se transformar em um teatro de politicagem. Este cenário lamentável aparece hoje em especulações que apontam o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, como possível candidato da terceira via a presidente da República. Só porque não barrou a CPI? É pouco para ser candidato a presidente. A CPI começa cambaleando diante da eterna dúvida: ser ou não ser.

*JOrnalista