Oposição se movimenta para derrubar Odelmo Leão

Ivan Santos*

Os principais partidos da oposição ao prefeito Odelmo Leão, em Uberlândia, ainda não decidiram apresentar candidatos ou um nome de consenso para as eleições deste ano. Todos se mexem com a intenção de derrubar o prefeito Odelmo Leão. A dúvida é a proibição de coligações para eleger vereador. Um partido pode se coligar com outro para eleger o prefeito, mas não pode se unir a outro para eleger vereador. Na eleição deste ano, cada partido só elegerá o primeiro vereador se conquistar sozinho o coeficiente eleitoral que, na eleição deste ano poderá ser entre 12 mil a 14 mil votos. As legendas pequenas que não conseguirem formar coeficiente eleitoral não elegerão nenhum vereador.
Por causa da nova Lei Eleitoral, os partidos que desejam ter representação no Legislativo pensam em lançar um candidato a prefeito, com possibilidade de se eleger ou não. Mas simplesmente para somar votos para eleger, pelo menos um vereador. Quem dirige um partido político sabe que, sem representação no Legislativo, a legenda será ignorada pelo chefe executivo na hora de formar o Governo e durante o mandato. Quem não tem voto não influi na Administração. Logo, vale nada no centro do poder político.
Vários grupos que representam setores diversos na sociedade local, porém com pouca experiência no jogo político, já começaram a perceber que o caminho que leva ao poder é difícil e cheio de muitas ladeiras e curvas. O ano da busca pelo poder nos municípios já começou e com ele o cumprimento dos prazos fixados no Calendário Eleitoral. De uma realidade muitos chefes de partidos já estão cientes: os líderes nacionais e estaduais pouco ou nada vão influenciar nas eleições municipais. Também a propagada pelas redes sociais que foi decisiva para eleger o presidente da República e a maioria dos governadores, pouco valerá nas eleições em pequenos burgos. Nas cidades pequenas, certamente vai valer mais o velho e eficiente contato pessoal e gasto de sola de sapato. Como dantes em municipais quadrantes.

*Jornalista

Esperem pela nova política “dá cá, toma lá”

Ivan Santos*

O governo da Nova Política completou o primeiro ano na semana passada com uma feição parecida com os da Velha Política. O chefe do atual governo, Capitão-Mito Bolsonaro está entre os chefes executivos que mais liberou dinheiro de Emendas Parlamentárias para deputados em troca da aprovação de projetos de interesse do trono do Planalto. Na campanha eleitoral o Mito criticou este modelo identificado como “toma lá, dá cá”. No exercício do mandato, o Capitão imitou os chefes da Velha Política e prometeu liberar prioritariamente recursos de Emendas Parlamentares a quem votasse a favor da Reforma da Previdência.
Muito criticado, o ex-presidente Michel Temer liberou R$ 5,29 bilhões para deputados que votaram a favor dos projetos deles no último ano do mandato. O Capitão-Mito, no primeiro ano, autorizou a liberação de R$ 5, bilhões para a mesma finalidade. Só para aprovar a Reforma da Previdência, o Mito liberou R$ 3,04 bilhões, imitou com força o modelo da Velha Política e muita gente do Exército que marcha unido em defesa doas façanhas do Mito parece eu nada percebeu.
O Mito mantém o discurso nas redes sociais e afirma sem se corar que não pratica “toma lá, dá cá”. Programa que no governo da Nova Política o jogo é diferente. No entanto, já que não tem no Congresso uma base parlamentar que o apoio, o Mito está mais exposto a pressões do que esteve Michel Temer, Lula, Dilma e Fernando Henrique. Sem liberar dinheiro de Emendas Parlamentares o governo do não teria sucesso nas proposições que enviou ao Congresso no ano passado, assim mesmo assistiu à derrubada de dezenas de vetos e de arquivamento de M3edias Provisórias, algumas populistas prometidas politicamente como a do fim do IPVA e da Cadeirinhas de crianças em bancos traseiros de automóveis.
Agora, neste ano de eleições, se o Mito quiser aprovar reformas estruturais, entre as quais a Administrativa e a Tributária, vai ter que liberar mais Emendas Parlamentares e recursos para obras municipais em municípios politicamente estratégicos. Vai ser um novo “dá cá, toma lá”. Se cochilar o Mito vai ficar falado abobrinhas e vendo a carruagem dos candidatos a cargos municipais passar fazendo barulho ensurdecedor até outubro chegar. Reativação da economia, só na propaganda oficial.

*Jornalista

Quem será ao futuro prefeito de Uberlândia?-

Ivan Santos*

Desde os primeiros dias deste mês está proibida a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios por parte da administração pública, exceto nos casos da calamidade pública, estado de emergência ou de programas sociais autorizados em lei e já em execução orçamentária desde o ano passado. Os partidos interessados em disputar o cargo de prefeito ou de vereador deverão estar registrados no TSE até o dia 4 de abril. Esta determinação vale para todos os partidos, inclusive para a Aliança pelo Brasil em organização pelo presidente Bolsonaro. As convenções partidárias, para a homologação dos nomes dos candidatos poderão ser feitas a partir de 20 de julho até 5 de agosto.
Em Uberlândia os principais partidos ensaiam ações para o lançamento de candidatos. Até este momento, só o PP tem candidato praticamente definido. É o líder deste partido e prefeito, Odelmo Leão, que não esconde a intenção de se candidatar à reeleição. Odelmo assumiu a prefeitura endividada, com crise na Saúde e na Educação e sem apoio do Governo do Estado. Administrador experiente com estreitas ligações nos centros de decisões em Brasília, o prefeito começou a reorganizar a administração da cidade com executivos experientes nos principais setores. Conseguiu reorganizar a Saúde e a Educação, começou a organizar o Instituto de Previdência dos Servidores Municipais que ficou com grande rombo de caixa provocado por investimentos mal feitas na administração passada e começou a executar projetos necessários na área de transportes urbanos, iluminação pública e tocou a grande obra de abastecimento de água (capitação em Capim Branco) para facilitar projetos industriais. Também executa um ambicioso projeto de transporte coletivo integrado para unir quase todos os bairros da cidade ao Centro Urbano. Mesmo com recessão nacional e crise financeira no País com reflexo negativo em todos os municípios, Odelmo Leão realiza uma administração progressista. Com a credencial de bom administrador comprovada em três mandatos, ele deverá se apresentar ao povo como aspirante a continuar a administrar a cidade por mais quatro anos.
Os adversários do prefeito ainda estão indefinidos. O MDB que já governou a cidade com Zaire Rezende e em associação com Gilmar Machado, do PT, ainda não tem candidato definido. Alguns grupos, em nome de empresários e profissionais liberais, já revelaram intenção de disputar a prefeitura, mas continuam sem um nome de consenso. Nos últimos dias, a novidade foi o aparecimento na cena pré-eleitoral, do ex-deputado e ex-vice-prefeito, Chico Humberto. A oposição ainda está a procura de um barco para navegar na próxima eleição. Tem muito maremoto à frente para todos os candidatos atravessarem. O blá blá blá político nos bastidores aparece e cresce.

*Jornalista

Amanhã poderá ser tarde demais pra esquecer

Ivan Santos*

Ao longo dos séculos, quem acompanha política no Brasil e no mundo, percebeu que os principais atores armam estratégias secretas que se manifestam em movimentos aparentes somente captados por observadores atentos.
No Brasil, neste momento, a prioridade do Capitão-Mito que assumiu o poder é a reeleição em 2022. O Mito é um político esperto que tenta conduzir o mandado que conquistou, com críticas contra adversários imaginários como supostos comunistas e esquerdistas identificados por ele como inimigos da pátria. O Mito pretende seguir só, sem concorrentes próximos, rumo a 2022. Por isto não gosta da popularidade de nenhum ministro perto dele.
Depois de perderam mais de uma década com políticos petistas e oportunistas, mais de 57 milhões de viventes do Brasil, cheios de esperanças, deram o poder a um político que passou 28 anos na Câmara, eleito e reeleito com discursos radicais demagógicos contra gays, bandidos e malfeitores. Uma maioria ocasional desiludida por causa de roubalheiras e ações irresponsáveis de políticos oportunistas, decidiu apostar no imprevisível e elegeu um mito. O Mito assumi o governo sem projeto algum para governar e, no primeiro ano de mandato, manteve em dia o mesmo discurso da campanha eleitoral.
Até agora no governo da Nova Política não tem uma liderança confiável. Este parece ser o grande desafio para 2020. Ainda não é possível confiar numa ação administrativa real do atual governo para reativar a produção econômica, gerar e distribuir renda entre os brasileiros. O governo do Mito conseguiu emplacar uma Reforma da Previdência que deixou de fora Estados e Municípios. Ninguém ainda sabe se o governo conseguirá aprovar as necessárias reformas Administrativa, Tributária e Política. A ópera bufa continua em cena e muitos viventes humanos de Pindorama já começam a se desiludir. Amanhã poderá ser tarde demais pra esquecer a desilusão social.

*Jornalista

Governo do Mito pode imitar o populismo lulopetista

Ivan Santos*

O ano de 2019 acabou. Foi o primeiro ano da Nova Política comandada pelo Capitão-Mito Bolsonaro. Esse movimento que comanda o Brasil, comemora como grande feito a aprovação de uma Reforma da Previdência que, na verdade, foi uma iniciativa capenga que só vai servir para ajudar o governo na luta maiúscula que trava todos os anos para controlar contas públicas. Para alguns especialistas foi uma ação para aliviar o Tesouro da República de um déficit anual superior a R$140 bilhões. A Reforma da Previdência foi incompleta e tímida porque não tratou da Previdência dos servidores estaduais nem dos municipais. Minas Gerais, por exemplo, continua com um déficit maiúscula na Previdência Estadual e Municípios como Uberlândia não têm certeza de como ficará a Previdência própria nos próximos 10 anos.
O ano de 2020 começa com futuro incerto e imprevisível porque os viventes humanos do País ainda não sabem quais e como serão os passos futuros do governo da Nova Política. Aprendi no Jornalismo que cada dia é um dia. Ontem foi; hoje é. Amanhã será. Para amanhã poderemos ter previsões que podem se concretizar ou não. Hoje o presidente da República não tem partido nem projeto para a economia. Fala muito contra desmandos de governos do passado, mas não diz o que fará para reativar a produção econômica, como enfrentar uma eventual crise internacional nem como fará para produzir e distribuir renda.
O jornal “O Estado de São Paulo” destacou ontem na primeira página que o Capitão-Mito prepara programas para imitar o PT de Lula e de Dilma. Com prioridade para a própria reeleição em 2022, o Capitão prepara um Esquema para turbinar o Programa Bolsa Família, porém com o nome de Renda Brasil, mas o mesmo esquema montado pelo PT: distribuir dinheiro público gratuito para os pobres que tenham títulos de eleitor. A Nova Política também reformulará o Programa Minha Casa Minha Vida para ajudar famílias pobres a comprar uma “casa própria”, reformar ou mobiliar outra para morar melhor. Nada de novo. Simples repetição de mágicas eleitorais lulopetistas, com certeza. A promessa de implantar um sistema de governo liberal-capitalista parece sepultada em favor de um projeto eleitoreiro populista. Então, nada de novo em Pindorama no começo do segundo ano do governo do Capitão-Mito Liberal. O tímido reajuste do Salário Mínimo recém anunciado foi um sinal de que tudo continuará como no tempo de Lula e Dilma. Esperem que o Capitão populista poderá aparecer numa fila de self service para provar da “comida do povo” numa rua de pobres nos próximos dias. O populismo tem razões que a própria razão desconhece.

*Jornalista

Chico Humberto retorna à cena política municipal

Ivan Santos*

O médico e ex-deputado federal constituinte, Francisco Humberto de Freitas Azevedo, mas conhecido entre nós como Chico Humberto, prepara-se para retornar à cena política municipal a partir deste ano. Com experiência estratégia eleitoral e partidária, há dias Chico Humberto conversa com lideranças políticas de Uberlândia e da região para sondar o campo de ação. Tanto pode ele tentar retornar à Câmara Federal em 2022 ou disputar a prefeitura neste ano. Vai depender das costuras políticas que ele possa fazer nos próximos meses.
Para os uberlandenses e uberlandinos da nova geração que não conhecem Chico Humberto, é bom lembrar: ele é membro de uma importante família do Triângulo Mineiro, com raízes históricas em Uberlândia e Uberaba; elegeu-se deputado federal constituinte em 1985 e foi ativo representante da corrente socialista do PDT até a votação da Constituição de 1988. Neste ano uniu-se ao líder político conservador, Virgílio Galassi, do PDS (Partido que sustentou os governos dos militares até 1985) e elegeu-se vice-prefeito de Uberlândia com Galassi como titular do cargo executivo. Chico esperava que Galassi o apoiasse para a Prefeitura, mas o prefeito preferiu o líder ruralista dele aliado há muitos anos, Paulo Ferolla da Silva.
O político Chico Humberto tentou se eleger prefeito de Uberlândia em 1992 e em 1996 pelo PDT, mas sem sucesso. Tentou retornar à Câmara, mas também não se elegeu. Então decidiu retornar à Medicina e instalou-se com um consultório em Brasília, onde é um profissional conceituado e bem-sucedido. Hoje, certamente, o ex-deputado percebeu que há mudanças na visão política futura entre os eleitores de Uberlândia e da região e decidiu fazer por aqui uma sondagem de campo. Neste momento o ex-vice-prefeito testa a própria viabilidade eleitoral em contatos com lideranças de Uberlândia e da região de olho na eleição de 2022. Ainda não está visível uma tomada de decisão do experiente político, mas quem acompanha o processo sucessório municipal não tem dúvida: Chico Humberto sabe que o prefeito Odelmo Leão, virtual candidato à reeleição, é um nome eleitoralmente fortíssimo hoje. Ele também sabe que política é como nuvem que pode mudar de um instante para outro e, assim, ele se prepara para o que der e vier. Por enquanto, Chico Humberto é um avião a procura de um campo para aterrizar e depois decolar rumo a Brasília ou montar barraca no arraial para tentar conquistar o poder municipal. Quem viver, verá o que poderá acontecer.

*Jornalista

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