Brasileiros entre o fracasso e a esperança

Ivan Santos*

O governo do presidente Michel Temer prometeu aos brasileiros um reaquecimento da economia neste ano, mas nada mudou até agora. As informações que têm circulado pelos jornais não são animadoras, apesar dos esforços do governo para aprovar reformas no Congresso. A reforma trabalhista, prometida como panaceia para reanimar contratações de trabalhadores também nada mudou. O Exército de desempregados soma 14 milhões de pessoas, segundo o IBGE. Essas pessoas, somadas aos jovens que procuram o primeiro emprego e a desocupadas representam um contingente de 24 milhões de pessoas sem renda no Brasil neste momento. Os últimos dados indicadores de produção econômica e empregos revelaram um País parado no primeiro trimestre deste ano. Pior, os agentes econômicos e os investidores não confiam mais no Governo e temem que os eleitores elejam um político populista sem compromisso com reformas estruturais que agrave mais ainda a atual situação. De uma realidade estejamos certos: não haverá mudanças na economia até o fim deste ano. Qualquer sinal de reaquecimento com novos investimentos vai depender do programa de governo a ser anunciado pelo próximo governo. O quadro nesta fase pré-eleitoral é preocupante. Quem tem competência e apoio político para governar não tem votos para se eleger; quem tem apoio popular e votos, segundo as pesquisas, não tem programa definido nem apoio político para governar. Então os dirigentes dos principais partidos precisam descer do pedestal para iniciarem uma conversa afinada para que o País não seja jogado num calabouço por eleitores desinformados que pensam que tudo o que reluz no espaço é ouro de aluvião. A decisão de estimular a economia do País por meio de investimentos privados, sem reformas estruturais, não deu certo. O governo precisa entender que a mola que move a produção econômica não é uma política de crédito, mas a do emprego. Com uma massa de 24 milhões de pessoas sem poder de compra porque não tem renda, nenhuma economia se aquece. A chave do crescimento econômico está no emprego que permite aos cidadãos se transformarem em consumidores. Sem consumidores e mercado amarela e perde a importância e os investidores privados caminham para a especulação no mercado financeiro. Os políticos brasileiros precisam atentar para esta lógica elementar do mercado.
*Jornalista

Estado de Minas está literalmente quebrado

Ivan Santos*

A situação econômico-social de Minas Gerais está ruim demais neste ano e poderá piorar em 2019, qualquer que seja o governador eleito em outubro. Se esse for um governante despreparado e sem apoio político, o Estado poderá ficar pior do que está. Qualquer observador atento das condições econômicas e sociais do Estado pode perceber um cenário negativo sem dificuldade. Na semana passada o governador Fernando Pimentel mandou para a Assembleia Legislativa o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2019. Uma simples mirada na previsão da receita e da despesa dá para perceber que não há intenção de cortar despesas supérfluas nem bondades politiqueiras. A previsão da Receita é de R$ 98,8 bilhões e a da Despesa, R$ 104,4 bilhões. Sem acidentes em 2019, o Estado prevê hoje um déficit de R$ 5,6 bilhões. Se a economia não melhorar e houver queda na receita, ninguém poderá hoje prever o que poderá acontecer nas Alterosas. Isto sem falar que o Estado tem um desequilíbrio negativo de quase R$ 80 bilhões nas contas públicas. Nesta condição, que candidato poderá prometer com segurança aos leitores melhora na saúde, na educação, na segurança e melhorar a infraestrutura? Neste momento, nenhum. No ofício que enviou aos deputados estaduais o governador Pimentel destacou que ”os parâmetros estabelecidos sinalizam o compromisso permanente com o reequilíbrio das contas públicas e a reversão do quadro de calamidade financeira decretado no exercício de 2016”. É fácil culpar governos passados pelo descalabro financeiro do Estado e continuar a governar no mesmo estilo, sem austeridade para equilibrar as contas públicas. Gente, este modelo de gerir contas públicas faliu. É preciso mudar para novo modelo de governo com austeridade e realista para nunca gastar mais do que arrecadar. O saudoso comediante Chico Anísio dizia que “palavras são palavras, nada mais do que palavras”.
ANASTASIA – O senador Antônio Anastasia, pré-candidato ao Governo de Minas pelo PSDB, avisou ao prefeito Odelmo Leão (PP) que no começo de junho visitará Uberlândia em companhia do tucano Geraldo Alkmin, candidato a presidente da República, para iniciar uma conversa afinada com lideranças políticas, sociais e econômicas locais que não apoiam a reeleição do petista Pimentel.

*Jornalista

Nuvens carregadas apontam para novas tempestade no Brasil

Ivan Santos

Cada pesquisa de intenções de votos que vejo deixa-me apreensivo com o futuro no Brasil. A última, do CNT/MDA assustou-me. Mesmo depois de ter ajudado a eleger Dilma Rousseff presidenta da República e hoje estar preso para cumprir uma sentença de 12 anos e um mês por pratica de malfeitos, o ex-presidente Lula lida na Pesquisa CNT/MDA com 32,4% das intenções de votos. Depois dele apareceram dois personagens de partidos inexpressivos, sem condição de influir no Congresso depois das eleições: Jair Bolsonaro (PSL, com 18,3% e Marina Silva (Rede), com 11,2%. A soma dos votos dados a esses dois (29,5%) não alcança o desempenho do ex-presidente na pesquisa. Sem Lula, parte expressiva dos eleitores que se manifestaram poderá decidir pela abstenção na hora de votar. Nenhum dos três pré-candidatos melhor avaliados tem condição de liderar hoje uma ação política para conquistar apoio no Congresso, a não ser se fizer como fez Lula: oferecer mensalão e liberar antecipadamente recursos de Emendas Parlamentares (R$ 15 milhões para cada deputado ou senador). Nenhum dos outros candidatos tem, até agora apoio da população para governar. Numa rápida e antecipada previsão, o futuro governo do Brasil poderá ser pior ou igual o de Lula e Dilma: um governo “generoso” na hora de oferecer “bondades e benesses” para o povo, agrados e mimos aos políticos e subsídios para as grandes empresas nacionais e internacionais. O que me entristece é ver que o povo e a maioria das lideranças de expressivos setores da sociedade estão calados ou fingem que não percebem problemas. Os investidores que já perceberam o clima de incerteza nesta fase pré-eleitoral, engavetaram os projetos de produção e esperam pelo resultado das eleições. A economia do Brasil, apesar do juro básico rebaixado de 14,25% para 6,5% e a inflação estar abaixo da meta (2,8%), está resfriada. Ainda há no País 14 milhões de pessoas economicamente ativas desempregadas e entre os novos-ocupados, grande parte está no mercado informal. Este clima não anima investidor algum. Ainda temos outra grande preocupação: o dólar sobe diariamente e já se aproxima de R$ 3,80. Não é possível ignorar que nossa vizinha, a Argentina, enfrenta hoje uma crise cambial maiúscula. Então, não é bom acreditar que o Brasil, com uma reserva cambial de US$ 360 bilhões, tem força para sair ileso de uma crise cambial que eventualmente apareça por aqui. A reserva cambial que tem o País poderá ser queimada de um dia para outro e o Governo ser obrigado a retornar ao FMI. Credo! Saravá! Não é bom pensar em outro filme triste com manifestações de milhares de desempregados nas ruas e doentes nas portas dos hospitais clamando por atendimento urgente. Seria dose pra mamute.

*Jornalista

Políticos sem responsabilidades destroem qualquer país

Ivan Santos*

Quem se eleger presidente do Brasil em outubro deste ano terá que ter muita habilidade política, engenho e arte, para lidar com um Congresso que, no modelo político-administrativo do Brasil, é poder que governa. Todo mundo sabe que o chefe do Poder Executivo no Brasil depende de aprovação do Poder Legislativo para gerir a máquina administrativa. Quando precisa gastar recursos do Orçamento, já aprovado pelo Congresso, precisa de autorização legislativa. O atual Congresso, em nome do povo e para o povo, tem aprovado projetos e leis irresponsáveis, sem medir consequências presentes ou futuras. Apresento aqui apenas um exemplo para a reflexão de quem quiser analisar as relações entre os poderes da República. Para encantar ruralistas inadimplentes, a Câmara Federal aprovou e o Senado referendou a lei 13.606 que criou o Refis do Funrural (Contribuição Previdenciária dos produtores rurais). A bondade aprovada concede descontos de 95% no saldo devedor dos produtores à Previdência. A dívida é turbinada por recolhimentos obrigatórios não feitos pelos devedores. Sem dinheiro no Tesouro para banca a bondade, o presidente Michel Temer vetou a lei, mas o Congresso, para merecer aplausos e apoio dos ruralistas devedores, derrubou o veto. Resultado: o Governo vai ter de usar R$ 17 bilhões do dinheiro público para cobrir o déficit da Previdência. Isto somente relacionado ao que devem os ruralistas que foram beneficiados pelo Refis aprovado por critério politiqueiro. Este é apenas um exemplo de outras “bondades” criadas pelo Congresso e assumidos por governos da República. Nesta semana, sem dinheiro no Caixa do Tesouro para repassar à Previdência, o Governo determinou que os bancos públicos não renegociem dívidas de ruralistas beneficiados pela graça do Congresso. Conclusão: os ruralistas estão com as dividas perdoadas, mas este benefício a eles concedido pelo Congresso deixa um rombo de R$ 17 bilhões que vai agravar ainda mais o enorme déficit da Previdência que, no ano passado, fechou em R$ 269 bilhões. Como os Institutos de Pesquisas têm sinalizado que mais de 70% dos atuais deputados e senadores serão reeleitos pelo povo na próxima eleição, o futuro presidenta da República, seja ele quem for, precisa ter tutano, habilidade para administrar confrontos no trato com um Congresso irresponsável. Ninguém se iluda: um presidente, por mais bem-intencionado que seja, nada poderá realizar sem apoio no Congresso. Lula decidiu comprar maioria parlamentar para governar e deu no que deu. Os mais vividos sabem o que aconteceu com Jânio Quadros e Fernando Collor de Mello: ambos foram derrotados por “forças estranhas”. Hoje sabemos onde estão as forças estranhas porque os mais de 300 picaretas mencionados no passado por Lula poderão ser reeleitos pelo povo em outubro que vem

*Jornalista

Sem reformas a crise vai continuar no Brasil

Ivan Santos*

Pesquisa de intenções de votos numa eleição retrata apenas o ânimo de parte do eleitorado no momento da consulta conduzida por entrevistadores. No decorrer da campanha muitas mudanças ocorrerão e no dia da eleição o eleitorado se manifesta de acordo com a visão majoritária do dia da votação. Nesta semana muita gente ficou espantada com um título da Folha de São Paulo sobre uma pesquisa do CNT: “Sem Lula, Bolsonaro lidera e empataria com Marina no segundo turno”. É incrível, mas o líder petista, preso por ter, segundo a Justiça Federal cometido improbidades administrativas, continua a merecer a aprovação de muitos brasileiros para voltar a presidir o Brasil. Na cadeia para cumprir uma pena de 12 anos e um mês, dificilmente Lula será candidato a presidente da República neste ano. Então é preciso pensar em eleger outro candidato. Quem se eleger presidente vai encontrar um país melhor do que o que ficou quando o PT com Lula foi expulso da Presidência da República, mas ainda com problemas maiúsculos a resolver. O desemprego deverá continuar alto no fim deste ano por vários motivos, entre os quais a falta de investimentos. Afinal, com um cenário pré-eleitoral indefinido e incerto como está até agora, nenhum investidor se animará em laçar ou ampliar nenhum empreendimento para produzir e distribuir bens econômicos ou serviços no Brasil. Resultado: até o fim deste ano a economia tende a continuar desacelerada. Quem se eleger, queira ou não, terá que contar com apoio do Congresso para promover reformas estruturais, entre as quais as da Previdência, Tributária, Administrativa e Política. Como está o Brasil deixado pelo PT-PMDB, é um país inviável econômica e socialmente. Pensem nisto antes de escolher o candidato ou candidata a presidente(a) do Brasil.

*Jornalista

Anastasia assume que é candidato a governador

Ivan Santos*

A candidatura do senador Antônio Anastasia foi anunciada ontem pelo PSDB, em Contagem. O prefeito de Uberlândia, Odelmo Leão (PP), um dos principais líderes políticos do Triângulo Mineiro esteve lá e declarou apoio ao tucano que já governou Minas. Participaram do lançamento representantes de vários partidos, entre os quais PP, PPS, PSC, PSD, PPS e PTB. Esses partidos já decidiram compor a coligação que apoiará a candidatura da oposição ao Governo do petista Fernando Pimentel. Ao declarar a disposição de disputar o Governo do Estado, o senador Anastasia foi sóbrio no discurso e disse que não fazia nenhuma promessa vazia. Em seguida disse que poderá entrar em negociação com o MDB que apoia o governo petista. O senador Aécio Neves, réu em vários processos no Supremo Tribunal Federal não compareceu ao ato político em Contagem. A jornalistas com quem conversou Anastasia disse: “Essa campanha eu terei a liderança e o comando delegado pelos partidos que estão apoiando minha candidatura. O senador Aécio vai decidir a seu tempo e a sua hora se é candidato ou não. Nós temos que aguardar e respeitar a decisão dele. É natural agora que há muito boato, muita conversa, mas nós vamos trabalhar firme para termos uma pré-candidatura consolidada e depois, se Deus quiser, uma candidatura vitoriosa ao governo”. A candidatura do senador tucano tem a feição de uma decisão sem retorno. Ele precisa correr porque o governador Pimentel já percorre Minas como candidato à reeleição. Hoje de manhã Pimentel está em Uberlândia para anunciar uma obra de iluminação do Bairro Gloria (ex-invasão de uma área da UFU) e inaugurar uma empresa geradora de energia fotovoltaica. Ontem o governador esteve em Capinópolis e Pirajuba. Nesta cidade inaugurou o asfaltamento de trecho de rodovia estadual.

*Jornalista

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