Tudo que reluz não é ouro e nem tudo que balança cai fácil

Ivan Santos*

Amanhã, os torcedores do Time do Capitão-presidente pretendem sair às ruas para defender o “Brasil acima de tudo e Deus acima de todos”.
O céu da pátria neste instante não está de brigadeiro nem o mar de almirante. Antes de completar cinco meses no comando do Governo, o Mito já provoca insatisfação em alguns setores da sociedade organizada ou não.
Ontem circulou uma pesquisa encomendada pela Corretora XP Investimentos que registrou uma queda significativa na avaliação pública positiva do Governo. Parte expressiva da população já começou a avaliar que é a falta de iniciativa do Presidente que mantém a crise, o desemprego e a falta de esperança dos pobres do País. Não é. Nem o novo governo poderia resolver problemas deixados por administrações anteriores, em apenas cinco meses. No entanto, muitas pessoas que votaram no Mito esperam dele milagres em pouco tempo.
O Presidente já disse que não vai comparecer pessoalmente às manifestações contra os políticos e contra o Supremo, amanhã. Vai acompanhar o movimento de fora, mas os manifestantes falarão bem dele e deverão descer a madeira nos políticos e nos juízes superiores.
No Planalto, o grupo que apoia o Governo comemora a transferência do Coaf das mãos do ministro Sérgio Moro para as de Paulo Guedes, ministro da Economia. Por quê? Porque Guedes é a esperança de reaquecer a economia e não tem ambição de disputar a cadeira do comandante em 2022. Já Moro, tido como cavaleiro andante contra a corrupção, com o Coaf poderia ter uma arma pesada contra a criminalidade e se transformar em herói. Nesta condição seria um candidato forte ao Trono na próxima eleição. Assim é melhor cortar-lhe as asas agora para que ele não voe alto amanhã.
Os protestos de amanhã podem ser como tiro pela culatra para o Governo, principalmente se os manifestantes proclamarem apoio ao Capitão Presidente e hostilizarem o Congresso e o Supremo, dois pilares da democracia cabocla. Vai ser uma jogada surrealista pra Dr. Pinel nenhum classifica-la sem esforço. Até amanhã.

*Jornalista

Só Reforma da Previdência não reduzirá o desemprego

Ivan Santos*

O professor e pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), José Júlio Senna, segundo registrou ontem o jornal Estadão, disse que “há algum exagero na confiança dos mercados e dos economistas de que a reforma da Previdência trará a solução para todos os problemas econômicos brasileiros”. Também a reforma da Previdência não será a chave mágica que reduzirá o desemprego no Brasil.
O quadro social nacional está muito complexo. Parte significativa da população brasileira não tem recurso para consumir e aquecer o mercado. Assim, os investidores não se arriscam em novos negócios.
Durante as discussões da Reforma Trabalhista no ano passado, muitos especuladores disserem que, com aquela iniciativa, as empresas voltariam a contratar trabalhadores. Não contrataram porque o mercado continuou frio. Hoje, o desemprego aumenta e o mercado encolhe. Assim, os investidores continuam a observar o mercado até que o governo sinalize mudanças objetivas e claras para reaquecer a produção econômica e a distribuição de renda renda. Renda para viver com decência e consumir sem endividamento.
A Reforma da Previdência será importante para o Governo começar a equilibrar as contas públicas e renegociar a dívida pública que obrigará o Governo pagar hoje perto de R$ 500 bilhões por ano só de juros e outras obrigações contratuais. Sem medidas concretas e objetivas do Governo para enfrentar esse magno problema, raros serão os investidores que acreditarão no futuro do Brasil. O governo do presidente Bolsonaro precisa desatar este no cego para tirar a economia do Brasil da estagnação. Fofocas politiqueiras nas redes sociais ou fora delas lava nada a lugar nenhum e o povo deste País continuará a patinar no tempo e no espaço nacional.

*Jornalista

E Antanho?

” No Mensalão e no Petrolão, não se juntaram para um ” Decência JÁ e Fórum pela Moralidade. Onde estes partidos PSDB,PT, PDT, Cidadania, PCdoB, PSOL, PV, Rede, PSB, OAB e UNE estavam? Eu imagino ….”

Tania Tavares
Professora

Sem me rir nem chorar no Cerradão

Ivan Santos*

Agora não adianta protestar, espernear, lamentar o leite derramado. O homem foi eleito e está empossado. Tem quaro anos para exercer o mandato em nome de 57 milhões de cidadãos brasileiros, homens e mulheres. Na semana passada o chefe do poder publicou um artigo de autor desconhecido no qual uma das revelações indica que o Brasil, com democracia, é ingovernável. Na democracia o chefe do governo precisa respeitar as leis e acertar atos do governo com os representantes do povo no Parlamento. Lá estão os representantes dos que elegeram e dos que nele não votaram. Não é fácil alcançar consenso entre contrários. Ditadura é melhor porque neste regime só um chefe manda. Foi este o recado que ficou exposto na publicação anônima que se tornou real com a divulgação do texto sem dono no espaço virtual controlado pelo Presidente.
Ficou evidente que no entender do chefe do governo do Brasil, o texto, por ser “leitura obrigatória para quem procura se antecipar aos fatos”, não é possível governar o Brasil com divergências num Parlamento recheado de corruptos e oportunistas. Seriam as “forças estranhas” denunciadas no passado pelo presidente Jânio Quadros, que renunciou ao mandato por causa delas? O estranho texto parece ter sido encomendado para produzi refeitos colaterais no meio político.
A lição que ficou foi a de um presidente autoritário que gostaria de governar soberanamente sem ter que negociar com representantes do povo. Não é o despreparo do mito para governar que embola o jogo no meio do campo, é o establishment (ordem ideológica da esquerda) que está a emperrar o governo e aumentar o desemprego e a desindustrialização.
O presidente recomendou que o texto apócrifo fosse passado adiante para o conhecimento de toda a Tigrada da direita. Assim, quem faz esta sugestão passa a ser coautor da denúncia contra o “sistema”.
O Mito começa a pousar de ator de “salvação nacional”. O cenário nacional está com cara de bu-bu-bu no bó-bó-bó. Credo!

*Jornalista

Seguimos todos a caminho de Cachaprego

Agora não adianta protestar, espernear, lamentar o leite derramado. O Mito está no trono e manda em nome de 57 milhões de sonhadores. O Mito tem força popular para comandar o barco enquanto o Onipotente permitir. A desastrada política do PT foi formulada sob o lema: “Eles contra nós”. A nova política é baseada no lema: “Nós contra eles”. Agora vigora o outro lado da mesma moeda. A esquerda está por baixo e a direita, por cima. Assim está escrito, assim é.
“E as reformas?” “Que reformas, cara pálida?” Reforma da Previdência, Tributária, Administrativa, Financeira, Bancária, Futebolística, Predial? Reforma nenhuma! Primeiro é preciso criar um porte de armar amplo, absoluto e irrestrito para que a nação armada enfrente a bandagem, feche o STF, neutralize os juizados de segunda instância e revogue a quadratura do círculo concêntrico. Em seguida declare que a esquerda passa a ficar fora da lei e só a direita terá direita terá direito de atravessar qualquer córrego para revogar toda falsidade.
Porte de arma já, sem restrição de armamento. Toas as armas serão respeitadas, especialmente fuzis AE 15 e metralhadores para uso doméstico. Os bandidos que não respeitaram as armas da Polícia, agora vão respeitar as armas dos cidadãos da Nova República, todos armados até os dentes por decisão suprema no governo liberal. Então será criada Nova Política com o lema: “Povo armado jamais será vencido”! É verdade: ao vencedor às batatas. De acordo com a Nova Política, “quem não for filho de Deus vai pra unha do Capeta”. Se o trem não descarrilar antes da estação final chegaremos todos em Cachaprego para o que der e vier. Amanhã vai ter mais e mais emoções.

*Jornalista

Bolsonaro decidiu partir para o confronto com a sinistra

Ivan Santos*

Antes de completar cinco meses na chefia do Estado e do Governo do Brasil, o presidente Bolsonaro, legitimamente eleito pelo povo brasileiro nas eleições de outubro passado, decidiu usar a estratégia do confronto para governar. Se essa estratégia é acertada , ainda não é possível saber. No entanto, a clássica política que privilegiou no passado a articulação política fina em busca de consenso para deliberações majoritárias, foi abandonada pelo capitão-presidente.
Nesta semana, ao ver milhares de pessoas mobilizadas nas ruas de cidades espalhadas por 26 Estados da Federação, o presidente da República, que estava nos Estados Unidos para receber uma polêmica homenagem a ele oferecida, partiu para o confronto com os manifestantes que se mobilizaram no Brasil na última quarta-feira e os classificou de massa de manobra e de idiotas úteis. Foi um desafio direto de quem está disposto a brigar. O presidente também mostrou-se aborrecido com suspeitas do Ministério Público e da Polícia Federal sobre o primeiro-filho dele, um senador da República. Um mero caso a ser resolvido por uma investigação tradicional para decisão da Justiça na forma das leis nacionais. O presidente entende que as acusações contra o filho dele são armações para atingi-lo. Por isto desafiou “eles” para que o investiguem.
Enquanto o presidente se envolve em confrontos, o tempo passa e a MP da Reforma Administrativa que reduziu ministérios e promoveu fusões de serviços, vencerá no dia 3 de julho e se não for aprovada antes pelo Congresso, a Esplanada dos Ministérios voltará ser como no tempo de Temer ou do de Dilma.
A confusão no Executivo e no Legislativo está grande, o governo patina no cerrado e enfraquece nas províncias. Está difícil ver uma luz em qualquer posição no túnel nacional.

*Jornalista

Free WordPress Themes, Free Android Games