O 5S Salvando Vidas na Pandemia

José Carlos Nunes Barreto*

Sou um entusiasta do uso de ferramentas da qualidade, na indústria de produção de bens e serviços, além do meu uso pessoal no dia a dia, especialmente do 5S. Claro, muito mais agora, em época de descontaminação de superfícies e objetos, em função do COVID 19.

Neste pequeno ensaio, quero focar nele, pela sua importância e significado, e devo fazer uma introdução sobre o que quer dizer os 5 sensos, cuja filosofia nasceu no Japão do pós guerra: Seiri é o senso de utilização, fazer o descarte adequado, do que não é usado, ou reciclar na economia circular por exemplo; Seiton- senso de arrumação, cada coisa no seu lugar, favorecendo um layout amigável; Seiso – senso de limpeza, aquilo que mais vemos atualmente, contra a pandemia; Seiketsu – senso de saúde e higiene- neste patamar só é possível entrar após preencher os três primeiros; Shitsuke – senso de disciplina, que acontece por último, exatamente após os 4 primeiros patamares, a fim de finalizar a importante formação das pessoas que utilizam o 5S.

Esta ferramenta é endereçada à pessoas, e é diferente do Housekeeping, que se dirige à instalações e lugares, além do que nesta última, acontece pesados investimentos dos gestores para organização do ambiente, e, embora não prescinda de gente, se realiza com pouca participação da base administrativa, que a recebe pronta. No 5S há a intensa participação dos stackholders (interessados), e a mudança começa dentro deles para extravasar, no fim, para o ambiente.

Na minha jornada, tive a ajuda destas ferramentas, principalmente do 5S, para sobreviver no chão de fábrica como gestor, ao ajudar na formação de equipes, inovar e melhorar a produtividade. São muitos cases, já que atuamos nesta seara, antes da existência da ISO 9001 na década de 80… vou destacar alguns poucos a seguir.

Certa feita, após uma enchente numa siderúrgica em que trabalhava, o pátio em que estocávamos carvão importado, adequado para aços especiais, foi tomado por água pluvial barrenta que contaminou o produto, não permitindo mais seu uso. Pilhas e pilhas de carvão perdidas, milhares de toneladas… e para se produzir, necessário foi realizar o 5S no pátio, descartando o carvão, ou melhor, fazendo um projeto para recoloca-lo na economia circular , ou seja adequá-lo , como combustível em fornos de cimenteiras, o que foi feito, envolvendo intensa logística, bancada também pelos parceiros consumidores, que só aderiram ao projeto, após verem os experimentos realizados com sucesso ,primeiro em laboratório, e depois, nos próprios fornos dos clientes. Um vitorioso projeto multidisciplinar, que envolveu várias equipes das empresas envolvidas: marketing, vendas, engenharias, produção, manutenção, e que começou a partir do velho e bom 5S.

Continuando, cito um desdobramento da case 1: após a remoção do carvão, obras de contenção e drenagem realizadas, a empresa importou novas levas do carvão, adequado à sua carteira de aços especiais, e a produção da empresa foi normalizada, ajudei então, como inspetor chefe do CREA, a implantar protocolos, na cidade em que a empresa estava localizada, para que as poeiras fugitivas, provenientes destas e de outras pilhas de resíduos, não contaminassem o ar das populações circunvizinhas, lavando as ruas com caminhões pipas, exatamente como é feito hoje no mundo todo, por causa do Covid 19, de novo, o senso de limpeza do 5S.

Escolhi um segundo case, que aconteceu no meu pós – doutorado, utilizando Engenharia da Qualidade, partiu-se do 5S para dotar um laboratório semi -industrial de pesquisas em usinagem em uma grande universidade, de um sistema de gestão Integrado da Qualidade, que garantisse além da qualidade do produto, a saúde e segurança dos operadores, além da proteção do meio ambiente interno e externo ao laboratório.

Finalizando, fazer a lição de casa hoje, significa realizar o 5S, seja na indústria de bens e serviços, seja em casa , onde é mandatório lavar a louça, tirar o lixo, tomar banho diário, trocar lençóis, lavar as mãos, usar máscaras e manter o distanciamento social… ações que vieram para ficar, assim como o home office, a utilização massiva do e- commerce ,e o EAD -Ensino a distância, entre outras revoluções que já erigiram um novo normal.

Todavia acima de tudo, sobreviver é preciso, e Deus permita tenhamos aprendido as lições deste inverno astral, para podermos assistir o novo, no sol da primavera.

*Pós Doutor e Sócio da DEBATEF Consultoria

Autorização

Tania Tavares*

Que dizer que estou autorizada a ofender a honra, mentir e outras coisas mais de desafetos e qualquer outra pessoa em nome da liberdade de expressão? Isto é o que diz o ignóbil sr. André Mendonça- ministro da justiça*(minúscula)

DÚVIDAS

Será que falar p a l a v r ã o torna você mais macho,ou é insuficiência de vocabulário e insegurança? Freud, me explica!

*Professora

Vininho, Cida e Joaquim

José Amaral Neto*

Fazer o bem basta querer. Agir com gratidão pelo bem do outro diante das bençãos recebidas: uma atitude simples. Mover-se pelo próximo, é um ato de amor incondicional que melhora a saúde física e espiritual de qualquer pessoa que doa, e mais ainda para quem recebe. Querer saber e agir para melhorar o mundo cria um ambiente exponencial de Fé na vida e nas pessoas.
O momento e o mundo precisam começar a empreender melhores mensagens de bem-estar e de bons resultados das coisas comuns do quotidiano. A alma, muito mais que atenção carece de toque e expressão de carinho. No tempo do hoje tão escassos para proteger e proteger-se. Custo alto para o espírito que reage a essa ausência do afeto com o desalento.
Já não dá mais para ignorar que o humano quer o humano, mesmo não o querendo. E é por isso que espaços iguais a este precisam valorizar pessoas que possam inspirar outras pessoas. Por isso é importante compartilhar o entusiasmo de indivíduos que conseguem sair para fora da caixa sem prejudicar a si próprio e aos que precisam de seu afeto.
Vininho, como é carinhosamente conhecido o bacharel em direito e Pastor, Valdivino Rita, e mais, a professora Cida Calmin, e o advogado e professor Joaquim Reis, dignificam neste período pandêmico a palavra: irmão. Estão agindo. Cida e Joaquim através de sua Ong, o Griconeu, Grupo de Consciência Negra Uberlandense, e Vininho através de seu Ministério Reconquistando Vidas.
Uniram pessoas, e articulam a semanas, a entrega de marmitex para entidades e pessoas em situação de rua, e na arrecadação e distribuição de cestas básicas, respectivamente, na cidade de Uberlândia.
A tarefa que se impuseram mostra que é possível agir. Não são os únicos. Muitas outras pessoas estão em movimento por amor ao próximo. No entanto, Vininho, Cida e Joaquim, estão fazendo a diferença onde atuam e é isso o que importante. Não a tempo a perder e muito o que fazer. Esse período atual passada a fase endêmica trará o rescaldo social dos excluídos. E apoiá-los agora fará toda a diferença para tê-los revigorados para lutarem para continuarem a sobreviver com qualidade.
Em momento algum nenhum dos três pediu publicidade pelo que estão fazendo. E esse registro aqui nasceu do entendimento particular de que, quando se compartilha mensagens boas, a sensibilidade humana reverbera coisas boas. Toda essa ação precisa de apoio e doação. Principalmente na disposição de mais pessoas para se envolverem em outras ações, que não só essas mencionadas neste testo.
O intuito com essas linhas escritas, é o de rogar bençãos para todas, e todos, que em Uberlândia, e em qualquer cidade do Brasil, estejam em condições de promover atitudes que salvam vidas. A linha de frente ativada move o mundo para o que há de melhor nas pessoas, a confraternização de possibilidades.
E a oportunidade permite parabenizar e agradecer, Vininho, Cida e Joaquim, pelo que estão representando neste momento: inspiração! Não é uma exaltação vazia; mas apenas um ato de mostrar que no “seu quadrado” coisas boas podem e devem acontecer. E se eles podem outras pessoas com ideias semelhantes e ainda guardadas também podem fazer acontecer. #VamosConversando

*Jornalista – Presidente do MAIPO – Movimento de
Articulação e Integração Propositiva Organizacional

Um mentiroso contumaz

Rafael Moia Filho*

“Nunca se mente tanto como antes das eleições,
durante uma guerra e depois de uma caçada”
Otto Von Bismarck.

A divulgação do vídeo da reunião ministerial ocorrida em 22 de abril evidencia com clareza a intenção de interferência na Polícia Federal, algo que nem Michel Temer, um presidente corrupto com sete processos nas costas tentou durante seu curto mandato. A vontade do presidente de ter um aparato pessoal de informação para poder obstruir ou se antecipar as investigações que envolvem seus 19 familiares ficou clara no decorrer da reunião.

A sociedade pode ter acesso ao vídeo da reunião graças a liberação por decisão de Celso de Mello, decano do Supremo Tribunal Federal. Trazendo novas evidências conclusivas sobre o que já se suspeitava: o presidente Jair Bolsonaro mente.

Depois do vídeo, a versão presidencial de que queria interferir na sua segurança pessoal, e não na superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro, torna-se completamente inverossímil.

Como demonstrou reportagem da TV Globo, menos de um mês antes da reunião Bolsonaro havia promovido o responsável por sua segurança e o substituído pelo então número dois na função.

No vídeo, o presidente fala textualmente: “Já tentei trocar gente de segurança no Rio, oficialmente, e não consegui. E isso acabou. Eu não vou esperar foder a minha família toda (…) porque eu não posso trocar alguém da segurança na ponta da linha. Vai trocar! Se não puder trocar, troca o chefe dele. Se não puder trocar o chefe dele, troca o ministro. E ponto final. Não estamos para brincadeira”.

Tudo o que ocorreu depois da reunião se encaixa na narrativa do ex-juiz Sergio Moro. Não há dúvidas de que o presidente trata da PF, um órgão de Estado, quando promete ir até o fim para fazer valer a sua vontade antes que a sua família seja atingida. Querendo transformar desde antes das eleições a PF no quintal de sua moradia no Condomínio Vivendas da Barra.

No restante, a reunião entra para os anais da história como encontro do ministério entra para a história dos 130 anos da República no Brasil como um dos episódios mais execráveis do exercício do poder presidencial.

O linguajar chulo, deplorável, inconsistente com quem ocupa o maior cargo no país, deixa claro, nos rompantes autoritários e nas exibições de incapacidade gerencial diante de uma crise monstruosa, que Jair Bolsonaro rebaixa a presidência e humilha a quem representa, colocada pelos constituintes de 1988 no pináculo do edifício democrático. A democracia que o elegeu é a mesma que tem sido vilipendiada por seus atos e suas falas.

As ofensas desferidas a governadores e prefeitos. O perverso e criminoso discurso do ignóbil à frente da pasta da Educação pedindo cadeia para ministros do STF, que qualifica de vagabundos.

As palavras incoerentes e sem nexo da Ministra dos Direitos Humanos contra mandatários estaduais e municipais clamando por prisão, demonstra que estes não são ministros, mas se parecem com seguidores nefastos de uma seita.

Um elemento a mais aparece no vídeo. Bolsonaro afirma que tem acesso a um dispositivo de inteligência particular. Ora, nada no ordenamento constitucional, nem nos princípios que norteiam as sociedades democráticas, autoriza o chefe de Estado a dispor de um aparelho pessoal de bisbilhotagem.

Se estivéssemos vivendo num país sério com todas as Instituições democráticas funcionando com total independência a PGR Procuradoria Geral da República, deveria por obrigação aprofundar a investigação acerca da conduta de Bolsonaro que, além de cercar-se de assessores insanos, autoritários e incapazes, pode ter cometido crimes. Que a PGR se mostre à altura do cargo que ocupa.

Ressalve-se as ameaças infames feitas pelo general Augusto Heleno, do GSI, a respeito de uma eventual apreensão do celular presidencial poderia ter “consequências imprevisíveis”. Dados a baixeza e o desvario mostrados numa reunião formal, assusta de fato imaginar o que Bolsonaro diz em particular para seus seguidores (Ministros e assessores).

*Escritor, Blogger e Graduado em Gestão Pública.

Boa notícia

Iria de Sá Dodde*

O jornal O Globo, pagina 9 edição de 27/05, mostrou um gráfico da evolução da pandemia no Brasil. No gráfico com 2 curvas , uma do número de casos e outra com as mortes. Dados de 26/4, 12/5 e 26/5. Percentagem de mortes sobre casos : 6,79 %, 6,88% e 6,26 % nesta ordem. Não sou matemática, mas nota-se uma estabilidade com viés de baixa ( pareço até o banco Central ), o que pode significar uma melhoria. Falta para complementar um raciocínio lógico o número de pessoas que se salvaram. vejo e torço por dias melhores. Vamos ser otimistas e falar mais de vidas salvas. Chega de necrologia.

*Professora

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