Cavaleiros do Apocalipse

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira*

Toffoli, Moraes, Lewandovski, os Mellos e Gilmar Mendes estão destruindo a já pouca credibilidade da justiça. São os cavaleiros do apocalipse . Penso também que para ter 15 minutos de fama ter nomes de tornados, pois a destruição já fizeram

TRAGÉDIAS BRASILEIRAS

Comunidade da Muzema, o STF,e as barragens da Vale tem em comum o seguinte : estão desmoronando. Alicerçados em bases podres e sérios problemas morais é sempre questão de tempo o que de ruim aconteceu e poderá ( e vai )acontecer.

ZÉ DO ROLO

Alguém já ouviu falar do Zé do Rolo ?  É o (des) construtor da favela do Muzema . Iguais a ele temos centenas de gente deste tipo , no legislativo, no executivo e no Judiciário. Neste último acho a alcunha muito apropriada ao “ministro” do STF, Dias Toffoli. Ele está conseguindo desconstruir a Justiça. # ForaToffoli.

*Economista

Pietà

Marília Alves Cunha*

Em visita a Paris, há muitos anos atrás, não pude deixar de conhecer um dos pontos turísticos mais conhecidos do mundo, a Catedral de Notre Dame. A construção da bela obra de arquitetura gótica, iniciada em 1163, durou 200 anos. Fiquei por um grande espaço de tempo admirando aquela maravilha, repositório de grandes obras de arte e de uma beleza que eleva a alma e nos remete ao divino. Semidestruída por um incêndio há poucos dias, é palco agora de uma grande polêmica, devido às ricas doações feitas para sua reconstrução, não só por franceses, mas também por pessoas de outras nacionalidades. Sinceramente, não vejo motivo. Esta obra de arte única, singular, merece e muito ser reconstruída rapidamente. Há coisas no mundo que, se perdidas, jamais voltarão a ser feitas. O mundo moderno, com sua absoluta falta de tempo, de quietude e de contemplação perdeu a possibilidade e a capacidade de construir estas maravilhas. A Catedral de Notre Dame é patrimônio não apenas dos franceses, mas constitui-se por seus aspectos artísticos e culturais, patrimônio de toda a humanidade.
Ainda ressentida com o desastre da Notre Dame, recebi um presente magnífico de um amigo querido. Consiste num powerpoint contendo 15 slides da famosa obra de Michelângelo, a Pietà. Em 1964 a escultura foi levada a New York e um fotógrafo ,Roberto Kupka, encarregado de fotografá-la durante toda uma noite. Ela foi então retratada em preto e branco, em todos os ângulos e de todas as formas possíveis. Fizeram inclusive um furo no teto para captar o rosto de Cristo, sempre escondido do nosso olhar. Quando perguntado sobre a contemplação da Pietà, Kupka respondeu: “Pela primeira vez em minha vida, me encontrei ante a verdadeira beleza”. Respondeu bem, a escultura é fascinante, atrai as pessoas que não conseguem sair de perto sem se reter nos mínimos detalhes da fabulosa imagem. Agradeço ao amigo o presentaço.
Algumas curiosidades sobre a Pietà: Michelângelo tinha apenas 24 anos quando aceitou a encomenda, em 1498. A obra levou 2 anos para ser concluída e apresentada na Basílica de São Pedro. O escultor demorou 9 meses na escolha da pedra mármore de carrara para começar o trabalho. Considerada uma obra que ultrapassava as esculturas dos antigos romanos e gregos, o autor angariou grande fama. Sabendo que muitas pessoas não acreditavam que ele tivesse feito sozinho a escultura, devido á sua pouca idade e por ser a obra de tal beleza, Michelângelo voltou à Basílica durante a noite e gravou seu nome na faixa da Virgem. Lamentou-se mais tarde pela reação de orgulho e prometeu nunca mais assinar outro trabalho. E assim o fez. O Cristo na imagem tem um dente a mais (o dente do pecado).Segundo um historiador de Arte, na Pietà este dente a mais é sinal de como Cristo, com sua morte, lava os pecados do mundo. A Virgem conserva o aspecto adolescente e parece mais jovem que o filho morto. Ao ser perguntado e criticado sobre o fato, Michelângelo respondeu: “As pessoas enamoradas de Deus nunca envelhecem”.
Em maio de 1972 a obra foi alvo de um ataque brutal, quando um geógrafo australiano, com um martelo, desferiu golpes na face e no braço da Virgem. Desde então, a imagem está protegida por uma parede especial, de vidro á prova de balas.
Desejo ardentemente, um dia, voltar à Catedral de Notre Dame e vê-la inteira e fabulosa, para a nossa admiração. E sentir de novo, na Basílica de São Pedro, em Roma, a emoção genuína e forte que me tomou de assalto diante da Pietá. Nunca poderei me esquecer do impacto que me fez tremer e me levou às lágrimas. Foi bom demais ver estas maravilhas e guardá-las carinhosamente, no mais profundo e bonito das minhas lembranças.
( Consultas ao Google e slides)

*Educadora

A política pública que desafia a Páscoa e o Pentecoste Católico

Amaury Paixão*

A principal política pública, neste momento, é a participação e interesse nas decisões da reforma da previdência, conduzida pelo ministro plenipotenciário banqueiro Paulo Guedes.
Cristãos católicos são interpelados pelo gosto folgazão do desfrute dos feriados da semana santa, enquanto uma população menor se mantém na obediência e devoção piedosa à liturgia estendidas nas paróquias de todo Brasil, cerca de 10.000 ou 15.000, para os mais otimistas. Por isso, ainda são milhões que se resignam aos devocionais e fervores católicos nas celebrações da paixão e páscoa de Jesus Cristo. Com amor à nossa pátria, a cidadania vigilante é movida pela ética pascal, a passagem e instauração do reino de Deus – civilização do amor.
Os economistas, de esquerda, centro e direta, de oposição ou apoiamento ao novo governo, estão em concordância que, caso a sociedade de nosso país não mude seus costumes consumistas-compulsivos, e assuma convictamente o desafio de agir praticando poupança e investimentos na produção, não será possível a superação deste grave momento de transição e estagnação econômica, que se arrasta durante décadas de ausência de responsabilidade fiscal.
O entendimento para a população – aquilo que é mais difícil, na prática – que a nação numa sociedade liberal capitalista somente tem um jeito, sólido, eficiente e fundamental de criar prosperidade: reduzir a evolução e extensão dos rendimentos salariais e aumentar e expandir os rendimentos dos lucros empresariais que serão aplicados em poupança e investimentos produtivos.
O assistencialismo das belas e boas almas cristãs não pode atingir o núcleo da incapacidade brasileira de fazer e praticar justiça social. Ensinam os bispos do Brasil: Politicas Publicas não são a individualidade de obras de caridade exclusivas, e voluntária assistência social aos pobres. São benvindas essas práticas caridosas, porém insuficientes para estabilizar uma projeto de governo contra a pobreza e desemprego.
A nosso páscoa cristã, a caminhada ao pentecoste e a civilização do amor -igualdade, liberdade e fraternidade – serão vivas, atuantes e cotidianas, somente se os líderes e militantes cristãos abraçarem o desafio da luta entre lucro e salários neste Brasil que elegeu o liberalismo, capitalismo e democracia representativa parlamentar.
Noutras palavras, somente a contenção dos rendimentos salariais, em sentido macroeconômico, e o respectivo aumento dos lucros empresariais podem alavancar o crescimento econômico e acelerar o desenvolvimento e prosperidade da nação brasileira. Em nossa base social de fundamento capitalista não existe outra alternativa.
As políticas públicas com justiça social têm de sair do emocionalismo assistencialista. O coração pascal dos católicos responsáveis precisa racionar, motivar a cidadania vigilante de que o sacrifício vai ser muito maior para o povo assalariado, pobres e idosos na conclusão da reforma da previdência, não por maldade de ninguém, mas em razão da lógica inexorável de combate à pobreza numa política liberal e ordem econômica capitalista.
A principal política pública do Brasil, hoje, é o corte das despesas com a previdência e seguridade social. A ética cristã pascal sente na própria carne das pessoas de fé, a dor do desemprego, a angustia da fome, o sofrimento da precária saúde pública; abandono dos idosos, agressão e rapinagem da natureza e meio ambiente.
Qual é o magistério da igreja católica para se enfrentar esse confronto e contradição entre salário e lucro? Assumir um modelo político comunista e socialista não é o ensinamento e diretiva dos bispos do Brasil. Fechar os olhos a realidade espoliadora do povo, também não é cristão e muito menos coerente com a tradição católica. Estamos, sim, pregados na cruz, pendurados na calvário, no madeiro da contradição! Prosseguindo nesse caminho estreito, como o profeta Jeremias, arcando com nossa cruz. Não renunciar nunca o desafio da justiça social. Esclarecer em nossa consciência de que a imposição nos cortes das rendas salariais é o único plano apresentado pelo atual governo ao nosso pais e à combalida sociedade brasileira. A acumulação e predominância dos lucros empresariais serão a decisão vencedora nas reformas da previdência; isso se o povo brasileiro quiser excluir a semelhante desgraça da dissolução econômica da Argentina que chega até nossa fronteira, e bate à nossa porta.
Vamos excomungar a crítica fácil. Se a gente quer usufruir das benesses do capitalismo temos de pagar o preço e o salário do pecado. Será o resultado de mortandade, maldição e infortúnio dos segmentos sociais mais fracos e impotentes. Já vem acontecendo este genocídio, hoje, debaixo de nossos olhos, em grande parte dos continentes. Esquecidos dos holofotes das redes de televisão, atingidos pela desgraça, padecem bilhões de pessoas nesta humanidade global.

*Advogado e Sacerdote.

Só comparando

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira*

Comunidade da Muzema, o STF as barragens da Vale têm em comum o seguinte: estão desmoronando.
Alicerçados em bases podres e sérios problemas morais é sempre questão de tempo o que de ruim aconteceu e poderá (e vai) acontecer.

*Economista

Entrevistas

E se a fila para dar entrevista for: Marcos Valério, Eduardo Cunha, Sérgio Cabral, Fernandinho Beira- Mar, Marcola, Gim Argelo, João Santana…, o ministro Toffoli vai seguir o artigo 5º da Constituição dita cidadã?

Tania Tavares
Professora

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