Temer ou Dilma?

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira

Dilma Temer ou Michel Rousseff, não sei qual dos 2 é o pior. Um fala bem, mal. A outra fala mal, pior. Para o Brasil a salvação passa por milagre. Oremos então. 2018 está próximo e caberá a nós o expurgo desta classe política parida a forceps e que tanto mal causou aos brasileiros.

*Economista

Barraco no MPF

Diversas mídias escrita e falada divulgaram recente um teor que me deixou impressionada. Dizia textualmente : ” Rodrigo Janot é desafeto de Raquel Dodge” . Não acreditei no que estava ouvindo. Pensei : será que a Rocinha , Alemão e/ou Maré se instalaram em Brasília e precisamente na sede daquela entidade? Divergências até aceito mas dizer que um é desafeto do outro é demais para mim. Só faltam escolher as armas.

Íria de Sá Dodde
Professora

A fonte da Liberdade

Paulo Panossian*

O sistema democrático é a única fonte da liberdade de expressão! Somente com ela é que podemos ter vóz, e eleger não somente nossos dirigentes públicos, mas também as nossas prioridades, respeitados os preceitos da Constituição! Neste sentido é oportuno este editorial “Em defesa da democracia”, publicado no Estadão! Mesmo porque, com a crise econômica, política e ética que infelizmente convivemos, escombros da era petista, demagogos e salvadores da Pátria, estão perigosamente se apresentando ao eleitorado tupiniquim. E como destaca o editorial do jornal, um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), hoje no Brasil, apenas 8% da população concorda com a afirmação de que “um governo formado por representantes eleitos é muito bom”. É verdade que o povo nestes últimos três anos, cansou e está indignado não somente com a corrupção praticada pela nossa classe política, mas, com a derrocada da nossa economia e do pico de 14,2 milhões de desempregados de herança do PT. Porém, é bom lembrar que, quem democraticamente elegeu o Lula, a Dilma, e a parte podre e corrupta de políticos, não foram os ETs. Ou seja, nós precisamos também assumir os erros de nossas escolhas nas urnas, dádiva esta somente permitida nos regimes democráticos. E que tampouco em regime de exceção poderíamos participar e ver divulgadas pesquisas de opinião como desta feita pela FGV, na qual, atesta que 83,2% dos entrevistados veem com desconfiança o presidente Temer. E 78,3% e 78,1%, veem respectivamente também com descredito políticos com mandatos e os partidos. Ou seja, passados mais de 30 anos de triste memória da ditadura no Brasil, desprezar, contestar, e até negar a viver num regime democrático, é o mesmo que se aprisionar, ficando no isolamento político, social, e ser manipulado como bonecos por ditadores…

DÓRIA SOLTA A LÍNGUA

Em evento em Goiânia, o prefeito de São Paulo, João Dória Jr., solta a língua e diz “Sou diferente da média do PSDB; não ando em cima do muro”. E para demonstrar que é diferente de boa parte dos tucanos acrescentou, prefiro ter opinião a ser chamado de “covarde”. É uma declaração muito forte! E atinge também Geraldo Alckmin, já que, o governador é um politico tranquilo, não ataca opositores como deveria em momentos cruciais da politica brasileira… Ou seja, será este um claro sinal de Dória, de que pode sair do PSDB, para tentar o Planalto em 2018?!… Ora, se os tucanos já convivem com um pesadelo do problema do Aécio Neves, e também com a ala de deputados chamada de grupo rebelde dos “cabeças pretas”, somado a esse duro ataque contra o próprio partido, feito pelo prefeito, a fragmentação que já existe tende a piorar dentro do PSDB…

TEMER BOM DE DIÁLOGO

Independente das denúncias de corrupção que têm nas costas o presidente Michel Temer, comprova mais uma vez que é um político competente na arte de dialogar com os congressistas. E nesta segunda e mal formulada denúncia do vingativo Rodrigo Janot, o presidente sem atropelos saiu novamente vitorioso na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, com placar de 39 votos a favor e 26 contra. Ou seja, somente dois votos a menos, do resultado de 41 votos a favor e 24 contra, da primeira denúncia! E certamente no próximo dia 25, na votação final do relatório no plenário da Câmara, o resultado não será muito diferente da primeira denúncia, em que Temer, se livrou da suspensão de seu mandato com 263 votos. Já a oposição sem discurso convincente conseguiu somente 227 votos dos 342 necessários. Porém, não conforta saber que o presidente tem apoio suficiente para se safar desta segunda denúncia! É de se lamentar que o País, foi extremamente prejudicado desde final de junho deste ano quando da primeira denúncia do irresponsável ex-Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot. E que ao longo destes quatro meses de desnecessário evento, impediu que a improrrogável Reforma de Previdência, já estivesse aprovada! Além do mais, prejudicou também o andamento da árdua tarefa que o governo empreende para recuperar a nossa economia, e empregos perdidos! O País, não pode mais conviver com esse tipo de protagonismo rasteiro de parte dos nossos dirigentes públicos. Esta é uma Nação, infelizmente ainda pobre com milhões de brasileiros ao relento…

*Jornalista – paulopanossian@hotmail.com

Tenho sede

William H Stutz*

E não é que acharam cem litros de água na lua? Espantoso. Porém, enquanto lá no cosmo, sem alarde, ruído ou consulta prévia a poetas e dragões, sonda espacial recheada de caríssima tecnologia se espatifava em solo lunar, para desalento de trovadores e afins, na busca de poça d’água, aqui embaixo, mais de um bilhão de pessoas passam sede ou não têm acesso a água potável.
No Brasil cerca de 600 mil pessoas estão sedentas, sofrendo a quase total escassez do precioso líquido, isso só no sertão do Piauí.
Um artigo publicado no “L’Osservatore Romano”, tempos atrás, trazia em manchete “A sede mata filhos da África”: “Na África, morre uma criança a cada quinze segundos, porque não tem acesso à água potável”, rugia o diário da Santa Sé.
No ano passado uma ONG belga e a Cruz Vermelha conseguiram arrecadar 3,3 milhões de euros e ainda ganhar dois Leões de ouro, um de prata e um Titanium Intregated em Cannes com campanha usando o mesmo clamor do jornal católico.
Produziram um filme dramático, “Thirsty Black Boy”. Não viu? Ainda há tempo, pois está no Youtube onde pode ser encontrado sob o título “Black Boy Wanting Water”.
O filme parte do constatado fato de que todo apresentador de televisão aparece sempre com um copo d’água ao seu lado. Durante vários dias o misterioso vídeo, que não estava ainda assinado, mostrava um garoto negro invadindo rapidamente e sem cerimônia, ao vivo, estúdios de emissoras de TV de todo o país. Agarrava e bebia vorazmente aqueles copos e, sem dizer palavra, saia correndo. Os entrevistados, que não sabiam de nada, olhavam atônitos e visivelmente nervosos a ação do garoto, apenas observam-no.
Pois bem, esta louvável e muito bem produzida criação arrecadou como já disse 3.3 milhões de euros para combater ou amenizar o sofrimento dos filhos da África.
Muito mais tem que ser feito. Ações isoladas ajudam mas não resolvem. Não basta ver ou ler sobre campos de refugiados em Gaza, na Cisjordânia ou, voltando ao continente africano, onde está o maior campo de refugiados do mundo, em Daddab no Quênia, onde segundo a ONU se amontoam 270 mil almas. E a cada quinze segundos, se vai uma criança, de sede.
Criticar acúmulo de riquezas da Santa Madre Igreja ou os exorbitantes milhões de dólares gastos com mais esta expedição da NASA para encontrar água em nossa vizinha celeste é, me perdoem o sarcasmo, chover no molhado. O mundo também tem sede de ações globais e permanentes.
Recursos existem, só precisam ser aplicados nos lugares certos ao tempo e à hora. Quanto dá isso em segundos?
Um pouco de bom senso e verdadeiro amor ao próximo seriam suficientes para, se não acabar, pelo menos começar de fato a resolver o problema de tantos espalhados pelo mundo. O foco deve estar errado, é como tentar resolver o problema do outro sem ter arrumado a própria casa.
Bordão eu sei, mas nós só temos um planeta terra, um único e solitário lar em meio a bilhões de outras terras inatingíveis, pelo menos por enquanto.
Não varrer calçada com mangueira, escovar os dentes com a torneira fechada e segundo sugestão recente, até fazer xixi no chuveiro durante o banho.
Um bom começo, pois a se continuar como está não teremos apenas uma África sedenta, mas em breve um planeta inteiro, seco, rajado em pó/poeira, e só.
Mas na lua encontraram cem inacessíveis litros de água e aqui, a cada quinze segundos, morre uma criança, de sede.

*Veterinário e Escritor

Políticos ou joguetes?

Gustavo Hoffay*

Não há como não acompanhar o que vem ocorrendo na política e particularmente a partir do Congresso Nacional, onde qualquer comentário, qualquer gafe, qualquer opinião, qualquer sussurro, qualquer retaliação, qualquer trama, qualquer deslize e qualquer traição de alguns dos seus honoráveis ocupantes não consegue manter-se longe das câmaras e microfones de ousados e hábeis repórteres que, continuamente, percorrem os seus amplos corredores e adentram apertados gabinetes à busca de notícias diversas e enquanto atendendo a pauta ditada pelos seus respectivos editores. Daí, aliás, desde algum tempo muitos brasileiros formarem opiniões a respeito da conduta daqueles eleitos e ao ponto de despoja-los de todos os predicados que, até então, traziam orgulhosamente na qualidade de características pessoais e de modo a enaltece-los perante a opinião pública. Ora! Qualquer um daqueles nossos representantes no Senado ou na Câmara Federal não vem a ser senão um instrumento de parte da sociedade e eleito para ser um eficiente defensor dos nossos anseios perante o poder executivo nacional. Entretanto o que temos assistido pela valorosa imprensa são políticos aceitarem ser reduzidos a peças de joguetes de instintos cegos, decompostos em elementos sem conhecimento da causa de terem sido eleitos e sem conteúdos específicos de pessoas que deveriam deter um grande poder de gerar benéficas transformações em prol da sociedade brasileira. Embora a grande maioria dos deputados federais possuam diploma de curso superior, é lamentável verificar que alguns deles parecem não possuir capacidade de lidar com aquele nobre ofício ou sequer de perceber relações vigentes entre meio e fim ou entre causa e efeito e desde que não importem a eles mesmos. Em outros termos, no Congresso Nacional parece haver políticos que vivem exclusivamente no plenário, sob a luz dos holofotes de câmaras de tv, utilizando-se de momentos que imaginam ser propícios diante de determinadas circunstâncias ou que imaginam poder conceber a eles alguma chance de destacar-se, preferencialmente, para os seus respectivos eleitores. Às vezes, penso, não poucos deles agem muito mais por instinto de sobrevivência política do que, propriamente, pela satisfação dos anseios e interesses daquelas comunidades que os conduziram até Brasília. Tenho a impressão, mesmo que um tanto naturalmente turva e em face de eu não ser um profissional daquela área, de que não existe um Congresso Nacional que ouve, filtra e luta pela realização da vontade popular. O que existe ali, a despeito do sincero esforço de alguns poucos e abnegados deputados e senadores, mas até agora quase inúteis em prol dos anseios de toda a sociedade brasileira, são pessoas e agremiações que vivem em luta na busca por espaços na mídia e preferencialmente naqueles veículos de comunicação que servem aos seus respectivos currais eleitorais. Enfim, cada vez mais eu creio que ser político, de fato, parece ser um privilégio reservado a poucos e ainda são muitos os eleitores que não sabem escolhe-los como a seus representantes em um território tão perseguido, legitimo e no entanto tão censurável. Ainda elegemos ao Congresso e às câmaras estaduais e municipais, algumas pessoas cujos perfis distorcem da realidade do povo brasileiro e beneficiadas que são pelos seus respectivos poderes de destacarem-se em campanhas eleitorais de altíssimo custo, além de subordinadas à vontade dos seus respectivos partidos políticos e sem, portanto, gozarem do direito de fazer prevalecer as aspirações de quem sustenta o seu altíssimo padrão de vida. Há exceções, obviamente; cabe a cada eleitor aponta-las e discernir a respeito de outorgar-lhes ou não uma nova procuração que torne a dar a eles plenos poderes para continuar representando-o nas câmaras do povo.

*Agente Social / Uberlândia (MG)

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