Tabela do Imposto de renda

Bolsonaro e seu guru econômico Paulo Guedes, acenaram na sua campanha que elevaria a base do IR para R$5000,00 . Isto significa na prática um aumento real nos salários líquidos de 7%. Podem checar se desconfiarem. Não é grande coisa mas é um grande passo inclusive na correção das tabelas que hoje amarga uma defasagem de 80%. E que seja a partir de 01/01/2019.

Iria de Sá Dodde
Professora

valorização do legislativo

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira*

A valorização do legislativo pode começar por várias vertentes e todas podem ser feitas simultaneamente. A 1ª e mais importante seria o fim da reeleição. Na sequência o fim das aposentadorias , e os penduricalhos que elevam seus salários a mais de 100 mil reais, aí incluidos a participação nos salários de seus indicados. Usariam os concursados que hoje não fazem absolutamente nada. Fim dos auxílios moradia e todos os demais. Nos governos estaduais e municipais o maior salário devia equivaler ao que ganha um professor primário. Então ser congressista deveria ser uma honra. Como compensação nos seus enterros seriam tratados da mesma forma como chefes de estado.

PT FALIDO?

Gilmar Mendes declarou e a mídia divulgou que a grana que o PT desviou daria para que ficassem no poder até 2038. Então não entendi as palavras de Gleisi Hoffman que disse que o PT está falido e que com isso terá e já começou a demitir gente e não pagar fornecedores. Então Gilmar, você que sabe das coisas , onde está a grana ? Acho, a bem da verdade, é que você é analfabeto em matemática. E lembrando uma promessa sua, Bolsonaro foi eleito. Não ias embora ?Eu e pelo menos 200 milhões de brasileiros ouvimos isto em alto e bom som. Não esquecemos. Promessa é dívida..

*Economista

Toffoli joga pra platéia

Paulo Panossian*

Em evento comemorativo dos 30 anos das nossa Constituição, o presidente do STF, afirmou, “chegou a hora de a política conduzir o País”. E de “o judiciário perder seu protagonismo”. Ora, Toffoli, o protagonismo hoje do judiciário, não se resume somente pela inercia do nosso legislativo que não produz leis que eliminem a insegurança jurídica. O proganismo desnecessario vem principalmente de parte dos ministros do Supremo, que nem sempre tomam decisões calcadas no que diz a nossa Constiuição. Como bem cita em seu artigo publicado no Estadão, o professor de direito da USP, José Eduardo Faria, uma observação da jornalista Rosângela Bittar, sobre o STF, em que, “no passado a nossa Corte era integrada por catedráticos, advogados e desembargadores respeitados, que emprestaram sua biografia à Corte, e hoje tem se o inverso – pessoas que foram para lá para melhorar a biografia”… É o que infelizmente ocorre! Ja que, exercem um protagonismo nefasto, como de tentar revogar decisões do proprio plenário como da prisão em segunda instância, concedem habeas corpus a granel para corruptos amigos, desrespeitam a Constituição, como a que sem previsão orçamentária exigiram, e conseguiram o reajuste de 16,38% para magistrados, e também, da embromação de insistir com o penduricalho do auxílio-moradia, etc… Ou seja, se o presidente do STF, diz que “chegou a hora de a politica conduzir o País”, que os ministros da Corte que dirige, não façam das suas decisões, o que é da prerrogativa do Congresso…

BATTISTE JA VAI TARDE

Na realidade, quem foi mesmo serviçal, quando era ex-ministro da Justiça, foi Tarso Genro, que atendendo pedido de Lula, decidiu pela não extradição de Cesare Battiste. Oportunista de plantão, agora, Tarso, critica o Planalto, que em boa hora decide extraditar o terrorista para Itália, dizendo que “Temer, está sendo um instrumento servil desta posição de Jair Bolsonaro”! Ora, pura dor-de-cotovelo de Genro, que não teve a grandeza de respeitar um pedido do governo italiano, País este amigo do Brasil. Porém, o melhor que esse petista poderia fazer neste momento, principalmente em respeito as nossas instituições, seria de assumir publicamente o seu grave erro da não extradição de Battiste. Aliás, decisão esta que não surpreendeu na época, porque veio de um partido corrupto como o PT, que quebrou o Brasil, e, é cumplice da ilegalidade…

Jornalista – paulopanosian@hotmail.com

Esses falsos defensores de direitos humanos

Percival Puggina

Nem Bolsonaro, nem seus eleitores são contra os direitos humanos. Essa é mais uma narrativa insidiosa, despegada da realidade, construída pela malícia de alguns intelectuais para consumo de certos atores do palco político. O que milhões de brasileiros manifestaram nas urnas foi sua rejeição à conduta dos que tratam de direitos humanos como se fosse coisa sua, de sua conceituação e distribuição, para uso em benefício próprio e em prejuízo de muitos ou de todos.
Refiro-me, por exemplo, ao empenho no sentido de afirmar como “direitos humanos” meras reivindicações políticas de grupos sociais que só se viabilizam contra legítimos direitos alheios, sendo o aborto a mais eloquente delas. Há muitos outros, porém. Desencarceramento em massa, desarmamento geral da população ordeira, redução das penas privativas de liberdade, indiscriminada progressão de regime prisional, descriminalização das drogas, desmilitarização das polícias militares, demasias do ECA, reivindicações LGBTTQI com incidência nas salas de aula e mais as que confrontam direitos de propriedade. As pessoas simplesmente cansaram dessa conversa fiada! Perceberam no seu cotidiano aonde isso levou o país.
Quando militantes do MST invadem uma propriedade rural – e foram 4063 invasões entre o início do governo FHC e o final do governo Dilma – os ditos defensores dos direitos humanos repudiam toda reação policial ou judicial como “criminalização dos movimentos sociais”. Algo tão ilógico, tão falso, só pode ser afirmado e publicado nos jornais porque desonestidade intelectual é um desvio moral, mas não é crime. Mas é desse tipo de desonestidade que se nutriu, durante longos anos, o discurso dos tais defensores de “direitos humanos”. A nação entendeu e, majoritariamente, passou a rejeitar.
Pelo viés oposto, basta que a atividade policial legítima, desejada pela sociedade com vistas à própria segurança, seja compelida a usar rigor com o intuito de conter uma ação criminosa, para que os mesmos falsos humanistas reapareçam “criminalizando” a conduta policial. Anos de observação desses fenômenos evidenciaram a preferência de tais grupos pelos bandidos. Enquanto estes últimos prosperam e mantém a população em permanente sobressalto, aqueles, os supostos defensores de direitos humanos, inibem a ação protetora da sociedade. Assim agindo, elevam os riscos dos que a ela se dedicam e concedem mais segurança aos fora da lei. Vítimas e policiais não têm direitos nessa engenhoca sociológica.
Não bastassem os fatos concretos, objetivos, testemunhados milhares de vezes por milhões de cidadãos comuns, as correntes políticas que se arvoram como protetoras dos mais altos valores da humanidade mantêm relações quase carnais com ditadores e regimes que fazem o diabo em Cuba, Venezuela, Nicarágua, Coreia do Norte, Irã e África Subsaariana.
As pessoas veem e sabem que o nome disso é hipocrisia.

* Percival Puggina (73), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A tomada do Brasil. integrante do grupo Pensar+.

O primeiro Uberabinha Sport Club

Antônio Pereira da Silva*

Depois da fundação do Rio Branco Foot Ball Club, o futebol se firmou na velha Uberabinha. Treinavam na praça da República (Tubal Vilela). Logo convidaram Araguari para um jogo cujo resultado foi um vexame: 5 a 0 para os visitantes. Mas não esmoreceram. Américo Zardo fundou o Spartano, de pouca duração. Com os melhores elementos do Rio Branco e do Spartano, fundou-se, em 1918, o Uberabinha Sport Club. A História diz que o UEC foi fundado em 1922 por Agenor Bino e Gil Alves dos Santos em razão de desentendimentos políticos. O livro de Atas do clube prova a sua fundação em 1922. Entretanto, houve, antes, um Uberabinha Sport Club citado no livro “História do Futebol em Uberaba”, de Hildebrando Pontes e em reportagem publicada no jornal “A Notícia”, desta cidade, a 4 de agosto de 1918. Para comemorar a criação do “team”, realizou-se um jogo no “ground” dr. Duarte (que ficava atrás da Santa Casa) entre o novo Uberabinha Sport e o Palestra Itália, considerado o campeão de Uberaba e de todo o Triângulo. A escalação do Uberabinha, publicada de véspera, foi: Fefé, Mulato e Schwindt; Vicente, Eurico e Américo; Mário, Meireles, Tonico, Manoel e Mormano. Fefé era um “goal-keeper” extraordinário. Cavalheiros de paletó, gravata e chapéu, senhoras e senhoritas elegantemente vestidas e protegidas por sombrinhas. O “foot ball” era praticado e apreciado pela elite no país inteiro. O “referee” (juiz) Esquilace chamou as duas equipes para o centro do campo. A Banda União Operária sapecou música. O “toss” (sorteio) beneficiou o Palestra que escolheu o lado. O “place kick” (saída) foi do Uberabinha. O jogo manteve-se equilibrado até os trinta minutos do primeiro tempo quando M. Theodoro marcou para o Uberabinha. A Banda União Operária, em comemoração, tocou maviosa valsa. No segundo tempo, o Palestra cresceu e foi preciso que Fefé se desdobrasse para impedir uma derrota. Mesmo assim, levou um gol e a partida terminou empatada. Esse Uberabinha Sport Club ainda fez alguns jogos até 1920, inclusive contra o seu tradicional rival, o Uberaba Sport Club, conforme relação feita por Hildebrando Pontes no livro citado. Infelizmente, o trabalho de Pontes encerrou-se em 1920. De forma que a fundação do nosso querido Furacão Verde da Mogiana é um tanto confusa.
Concluindo quero prestar minha homenagem aos atletas uberabinhenses pioneiros relacionando seus nomes colhidos em jornais da época, nas pesquisas de Jerônimo Arantes e no livro do Hildebrando Pontes. São eles: Sinfrônio Faria, Goianinho, Alceu, José Fonseca (futuro Prefeito), Rafael Tolini, Manoel Sapateiro, Olivier Toledo, Ponte Preta, Avenir Gomes (do cartório), Carmo Prudente, Nelson Gomides, Ladário Cardoso, Angelo Petri, Afonso Carneiro (filho do cel. Carneiro), Martinho Nascimento, Mário Castanheira, Adolfo Segadães, Luciano Garcia, Antônio Sapo, João Meireles, Raulino C. Pacheco (pai do Rondon), Edmundo Schwindt, Jerônimo Xavier, Jessé França, Américo Zardo, Magno Santos, Wancerlin Silva, Alceu Marques, França, Ataliba, Caetano, Antônio, Martinho, Chiquito, Rafael, Machado, Carlos, Nelson, Chiquinho, Amadeu, Alfredo, Ismael, Zardo, Branco, Paco, Sidnei, Castro, Campos, Luís, Mário, Fefé, Schille, Acrísio, Ari, Chico, Theodoro, Ermelindo, Lopes, Pedro, Mulato, Vicente, Eurico e Tonico. Eventualmente algum nome pode estar repetido por causa de citações originais diferenciadas.
Nota: Usei várias palavras em inglês que eram comuns nos princípios do nosso futebol e que assim estão registradas em livros e jornais (Fontes: jornais da época, Hildebrando Pontes, Jerônimo Arantes, Benedito Sapinho e Ramiro Pedrosa).

*Jornalista e escritor

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