Prisão domiciliar

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira*

Sou favorável a que Lula fique em prisão domiciliar. Mas que a residência que ele for morar seja numa favela da periferia de quaisquer das principais cidades brasileiras. Preferencialmente num barraco de madeira. Aí ele poderá ver na pratica a inclusão social que ele e seu partido legaram aos brasileiros e que tanto fala em seus pronunciamentos vazios e mentirosos. Ele e seus “assessores”.

DESESPERANÇA

Desde que tirei meu título eleitoral,em 1965, passei a colecionar tiras de jornal onde o assunto era política e corrupção. Era importante conhecer candidatos e seu comportamento.Meu armário tinha aproximadamente 9 m2. Dividido em 9 partes iguais.Imaginei que viveria até os 90 anos e não encheria o armário .Até 1987 só tinha utilizado 1 das partes. De 1988 até 2002 usei mais 2. De 2003 a 2015 não havia mais espaço e ai perdi a esperança de ver um país melhor. Agora em 2018 usei o armário numa festa de São João e o queimei . Nunca votei 2 vezes no mesmo candidato. Que decepção!!!!!

*Economista

A solução inevitável de um grande Pacto Nacional para salvar o Brasil

J. Carlos de Assis

Como desativar a bomba-relógio do dia 28, quando o ministro Luís Fux, do Supremo Tribunal Federal, vai decidir o conflito entre caminhoneiros e mega-empresários do agro e da indústria relacionado com a tabela de preços mínimos do frete? Quem leu meu artigo anterior sobre o tema sabe que nenhuma solução agrada plenamente a qualquer dos lados. Qualquer solução que agrade os caminhoneiros, mantendo a tabela baixada pelo governo, enfurecerá os empresários; qualquer solução que agrade só os empresários enfurecerá os caminhoneiros.
A solução intermediária, de tipo salomônico, seria reduzir um pouco os preços mínimos do frete, mas não tudo. O ministro Fux, pelo que disse anteriormente, espera a concordância das partes para isso. É uma ilusão. Ele não conhece a realidade nem dos caminhoneiros, nem dos empresários. Eles não fixaram posição por pirraça ou oportunismo. Uns estão na beira da indigência na medida em que os fretes que recebem estão espremidos entre o preço do diesel e as receitas recebidas pelo transporte.
Já os empresários, como já disse antes, estão espremidos entre os altos fretes estabelecidos pelo governo sob pressão dos caminhoneiros e suas margens normais de lucro. Não há mágica que resolva esse impasse. Aliás, há sim: a redução do preço do diesel na refinaria, baixando seus custos para o usuário na bomba. Acontece que isso se revela impossível para o atual governo. Ele está comprometido com o mercado internacional a manter a estúpida política de preços internos dos combustíveis vinculados aos internacionais.
Voltemos ao início: como superar esse impasse? Na medida em que o Executivo e o Judiciário estão totalmente desmoralizados para patrocinar qualquer nova tentativa de negociação, o Congresso, através de uma comissão especial de senadores e deputados, poderia avocar os entendimentos com caminhoneiros e empresários. Para isso, os presidentes Eunício de Oliveira, do Senado, e Rodrigo Maia, da Câmara, poderiam tomar a iniciativa de formar essa comissão, evitando greve, por um lado, e lock out, por outro, ambos dentro do espaço de possibilidades após o dia 28.
Se essa tentativa fracassar, por algum caminho deveria ser articulado um Conselho de Notáveis da sociedade civil para formular uma saída que incorporasse na discussão, além de caminhoneiros e empresários, representantes do povo, que é a principal vítima de um colapso da logística. Essa tentativa simplesmente não pode falhar já que não há instância superior a que recorrer. Portanto, os integrantes da comissão, políticos ou não, devem ser personalidades por todos reconhecidas como absolutamente íntegras e despidas de interesses materiais pessoais.
Não vejo outra instituição de credibilidade nacional que possa assumir a liderança de um Conselho de Notáveis desse tipo que não a CNBB. Foi a CNBB que, junto com a OAB e a ABI, liderou a luta moral pela redemocratização do país pela via das Diretas-Já nos anos 80. Hoje, OAB e ABI, entregues à direita, não tem credibilidade para qualquer ação moral desse tipo. Além disso, a CNBB, com sua vocação ecumênica, poderá trazer para se incorporarem ao Conselho confissões evangélicas de alta credibilidade, como as que estão integradas ao CONIC.
Entretanto, nenhum conselho, independentemente de seu prestígio moral, pode superar a contradição acima observada entre caminhoneiros e empresários, a não ser pela mais simples das medidas: a redução do preço do diesel e dos outros combustíveis na refinaria. Contudo, a odiada política de preços da Petrobrás, que está destruindo a paz no país, a rigor não é da Petrobrás. É de Michel Temer. Prova disso é que o presidente da Petrobrás saiu e a política não mudou. É evidente que Temer não vai mudar a política voluntariamente.
Diante disso – e agora estou no campo das especulações desejosas -, alguém, pelo bem da Pátria, deve sugerir a Temer que renuncie. Pode ser o Conselho. Contudo, o Presidente deverá ter uma compensação pelo seu gesto: no contexto de um grande Pacto Nacional, por um ato jurídico chamado graça, previsto na Constituição, seriam anulados todos os inquérito criminais contra ele e seus principais auxiliares, Moreira Franco e Eliseu Padilha. E para pacificar, no âmbito do Pacto, também o Congresso, seria criminalizado o caixa dois.
Se Temer vier a renunciar, e se ele é beneficiário da graça, será necessário que um sucessor de credibilidade assuma os compromissos em relação a ele e ao caixa dois. Para que a sociedade entenda, fora do ambiente tradicional da intriga da imprensa, o que significa na prática criminalizar o caixa dois convém explicar que, criminalizando-o, só é crime a partir da edição da lei. Tudo para trás é anulado. Aliás, é uma medida profilática: como não é previsto no Código Penal, não há mesmo crime do caixa dois. Só interpretação jurídica.
O ato final dessa grande estratégia seria a eleição de um presidente interino para cumprir o resto de mandato de Dilma. Terá de ser alguém de alta estatura ética, de caráter irrepreensível, sem uma única mancha em sua carreira política. Obviamente que estão fora Rodrigo Maia e Eunício de Oliveira, e, por falta de condições objetivas, Carmem Lúcia. Um projeto de Ronaldo Caiado prevê as condições de eleição pelo Congresso de um presidente e vice-presidente interinos, quando os cargos ficarem vagos. É só adaptá-lo e aproveitá-lo.
Toda essa ginástica política tem que fazer sentido para o povo. Do contrário, soará como uma confusão adicional à crise brasileira. Entretanto, se o Congresso conceder ao Presidente eleito uma Lei Delegada para atacar imediatamente, no prazo de três a seis meses, o problema do desemprego – reduzindo-o, digamos, à metade nesse período -, e mobilizar todas as forças econômicas do país para tirá-lo da depressão em que se encontra, todos rapidamente entenderão. Mesmo porque o ponto de partida é trágico e fácil de ser ultrapassado caso haja vontade política.
Tudo isso, por enquanto uma especulação, pode acontecer no mundo real da política e da economia brasileira. A condição principal é a reconciliação da sociedade consigo mesmo no Pacto Nacional mencionado. Esquerda e direita devem entender que não sairemos do lugar sem alguma forma de pactuação, cedendo nuns pontos e ganhando em outros. Devemos superar insultos como coxinhas e mortadelas. E chamar para o centro de negociação, retirado gloriosamente da cadeia, Luís Inácio Lula da Silva, ao qual o Conselho de Notáveis, com homens como Comparato, Jobim, Lavenère, Moura, Dom Sérgio, Dom Mol, Dom Leonardo, entre outros, talvez venha a aconselhar que, para não dividir ainda mais o Brasil, ele deve se abster de concorrer na eleição deste ano, exercendo aquele ato típico de solidariedade política tão caro ao Papa Francisco.

*Professor de Economia e jornalista. Autor dos livros: A Chave do Tesouro: Anatomia dos escândalos financeiros: Brasil, 1974-1983; Os Mandarins da República: Anatomia dos escândalos na administração pública, 1968-1984; A Dupla Face da Corrupção e Os sete mandamentos do jornalismo investigativo.

As fake analyses e a moça russa

Percival Puggina

A mídia tradicional vem atacando, em bloco, a divulgação de notícias falsas através das redes sociais. Os próprios usuários das redes, aliás, deveriam apressar-se a fazê-lo. O notável instrumento de informação e orientação que temos na ponta dos dedos, exatamente porque democratiza o direito de opinião, não deve agasalhar práticas irresponsáveis ou criminosas.
Há algo mais nessa história, contudo. O jornalismo opinativo, que perdeu parte de seu poder com o advento das redes sociais, parece haver encontrado na pauta “fake news” o meio através do qual pretende desacreditar as redes como tais e obstar sua crescente influência.
Ora, mais do que os fatos, é a análise dos fatos que atua sobre os consumidores da informação. E que dizer das fake analysis em veículos da mídia tradicional? Sou dos poucos – pouquíssimos! – que denunciam a malignidade desse fenômeno comum, insistente, cotidiano e perigoso, observável em certos grandes veículos. Para induzir a conclusões erradas, mas ideológica e politicamente convenientes, fatos verdadeiros são torturados nos porões das interpretações. É a versão, em relação aos eventos do tempo presente, daquilo que tantos professores promovem em relação ao passado em aulas de História.
Emitidas para produzir convencimento, essas análises fajutas atuam sobre a sociedade de modo simultâneo, fato após fato, mediante inúmeras e fontes, repetindo-se e se realimentando por longo período até que o mais desatento e infrequente ouvinte, leitor, ou telespectador não fique imune a seus efeitos.
Veja-se o caso da moça russa. Estima-se que 60 mil brasileiros estejam visitando a Rússia nestes dias de Copa. Durante uma fan fest, meia dúzia de rapazes fizeram com ela uma brincadeira de muito mau gosto, levando-a a pronunciar baixarias que a depreciavam. Não contentes com isso, expuseram o vídeo nas redes sociais.
A conduta é condenável. Os envolvidos, para tomarem vergonha na cara, deveriam passar um mês lavando a língua com água e sabão na Praça Vermelha antes de acertarem suas contas indenizando a vítima. Segundo as fake analysis, porém, a inteira população masculina do Brasil é, de algum modo, cúmplice do acontecido! Desde que o politicamente correto tomou posse como modelo de virtudes sociais, os brasileiros do sexo masculino passaram a ser rotulados com todos os defeitos que a grossura possa suscitar. Admitam ou não, são machistas, estupradores, abusadores. Não importa que o episódio da moça, em si, seja incomum a ponto de suscitar interesse mundial e esteja desalinhado do comportamento médio dos demais turistas.
A conduta registrada no vídeo tem muito a ver com as baixarias que invadiram as TVs comerciais brasileiras. Não surpreenderia colher-se algo assim após toda sorte de depravações a que expomos nossa juventude – inclusive nossas crianças! – em certas exposições e museus que andam por aí. Ou quando, em nome de certos lifestyles, a vida sexual sai da intimidade, vai para as calçadas e desfila em carros de som. É quase o que se poderia esperar da falta de limites na educação familiar e de disciplina nos ambientes escolares. É o desagradável produto da tolerância, da impunidade e da ruptura dos elos que unem a liberdade com a responsabilidade. E não nos surpreenda constatar que todas essas causas, ao longo dos anos, são promovidas nas fake analysis da mesma mídia que hoje se escandaliza quando desembarcam na Rússia alguns filhos dessas e de tantas outras imoderações. Recomendo, a propósito, a leitura do artigo do médico gaúcho Dr. Milton Pires, com o título “A menina russa: ao corpo diplomático da Rússia no Brasil e ao povo russo”. Você lerá o que a turma das fake analysis jamais escreverá.

* Percival Puggina (73), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o Totalitarismo; Cuba, a Tragédia da Utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil, integrante do grupo Pensar+.

Tiraram a alegria das arquibancadas…

Cesar Vanucci *

“Se a alegria popular definhou a culpa cabe, por inteiro,
à desastrosa condução dos negócios políticos e administrativos.”
(Domingos Justino Pinto, educador)

Cadê aquele festival colorido das bandeiras freneticamente agitadas nas ruas, praças e outros inesperados recantos? Cadê aquele mar de gente dos desfiles saudavelmente contaminados de ardor carnavalesco e de inspiração pode-se também dizer cívica?
As camisas verde-amarelas por que largadas em cabides ou gaveteiros nos guarda-roupas? Qual o motivo de as janelas das moradias e as fachadas de prédios deixarem de receber os adornos coloridos típicos de instantes celebrativos de forte emoção popular? Como explicar o silêncio ensurdecedor do foguetório e buzinaço que não está sendo ouvido? Que negócio estranho é esse de não mais conseguir-se escutar, pelo menos como pálida amostra da retumbância dos registros de antigamente, a envolvente cadência do batuque, o ronco resfolegante da cuíca, o brado vibrante do torcedor apaixonado, o silvo cortante do apito, o coral desafinado, mas soberbo, das interpretações de refrãos musicais que todo mundo aprendeu a entoar, outros ruídos pensantes variados, à guisa de celebração de qualquer coisa marcante sucedida durante as refregas futebolísticas? Por que não mais está sendo captado, com a intensidade de outros estrondosos momentos, aquele formidável alarido que a gente do povo espontaneamente compunha, em tempos de copa, e que era visto como uma saudável e inédita inclinação peculiarmente brasileira para democrática confraternidade social, deixando as pessoas de outras plagas espantadas e embevecidas?
Afinal de contas, o que andou pintando no pedaço para que, de uma hora pra outra, contrariando hábitos tradicionais arraigados e contendo impulso cultural poderoso, o País resolvesse manter-se neste instante, de um modo geral, na comparação com ocasiões pregressas marcadas por celebrações coletivas grandiosas, mudo e quedo que nem penedo?
Tem-se por certo que os 7 X 1 da Copa de 2014, por mais aguda que tenha sido a decepção cravada no espírito popular, não explicam por si só o arrefecimento do interesse com relação a um evento esportivo que, ao longo dos anos, sempre suscitou empolgação invulgar. Estudiosos do comportamento humano devem estar cuidando de inserir, em seus trabalhos de pesquisa, investigações sobre o que terá desencadeado certas reações agora detectadas na alma das ruas. Até algum tempo atrás, ninguém por certo imaginaria pudéssemos nos deparar com a circunstância de muitos torcedores de futebol serem capazes de escalar a composição dos ministros da Suprema Corte, embora confessando alguma dificuldade em declinar os nomes dos titulares do escrete brasileiro no torneio mundial.
Pode ser que aconteça, daqui a pouco, no correr dos jogos em andamento na Rússia, na almejada hipótese de que a seleção se mostre capaz de desfazer a impressão deixada na estreia, que essa perspectiva de quase apatia, ou de interesse limitado por uma competição que teve sempre o condão de galvanizar pra valer as atenções, venha a ser revertida. A chama do entusiasmo seria, assim, de repente, reacesa, prevalecendo até – quem sabe? – um epílogo que anunciasse a recuperação da hegemonia brasileira nos domínios do esporte das multidões. Oxalá “sesse” assim, como se diria no saboroso linguajar roceiro.
De qualquer modo, uma conclusão deflui implacavelmente de todos esses acontecimentos. A causa das características bizarras, escalafobéticas com as quais a opinião pública encara nossa participação na copa não é outra além dos desacertos políticos e administrativos oriundos do gerenciamento incompetente da coisa pública, sensivelmente agravados ultimamente, os malfeitos decorrentes da ação inescrupulosa de graduados com mandato, agentes públicos e empreiteiros inidôneos. Todos estes ingredientes indigestos são encontrados na raiz dessa desagradável alteração no estado de espírito da sociedade. A ganância do time do colarinho branco, com excesso de jogadas desarmoniosas no gramado político, andou roubando a alegria das arquibancadas.

* Jornalista (cantonius1@yahoo.com.br)

Prisão domiciliar

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira*

Sou favorável a que Lula fique em prisão domiciliar. Mas que a residência que ele for morar seja numa favela da periferia de quaisquer das principais cidades brasileiras. Preferencialmente num barraco de madeira. Aí ele poderá ver na pratica a inclusão social que ele e seu partido legaram aos brasileiros e que tanto fala em seus pronunciamentos vazios e mentirosos. Ele e seus “assessores”.

DESESPERANÇA

Desde que tirei meu título eleitoral,em 1965, passei a colecionar tiras de jornal onde o assunto era política e corrupção. Era importante conhecer candidatos e seu comportamento.Meu armário tinha aproximadamente 9 m2. Dividido em 9 partes iguais.Imaginei que viveria até os 90 anos e não encheria o armário .Até 1987 só tinha utilizado 1 das partes. De 1988 até 2002 usei mais 2. De 2003 a 2015 não havia mais espaço e ai perdi a esperança de ver um país melhor. Agora em 2018 usei o armário numa festa de São João e o queimei . Nunca votei 2 vezes no mesmo candidato. Que decepção!!!!!

*Economista

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