Peac realiza 2º concurso ambiental para jovens

Comunicação DMAE

Seguindo a programação de isolamento social pela pandemia do Covid-19, o Programa Escola Água Cidadã (Peac), do Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae), realiza a partir desta segunda-feira (06) o segundo concurso ambiental com crianças e adolescentes. A partir de todos os conhecimentos agregados com oteatro “Turminha do Cerrado” durante as aulas sobre o Bioma do Cerrado, os interessados podem se inscreverem na competição de desenhos

Para participar, o aluno deverá acompanhar todas as ações da sala de aula virtual, assistindo os conteúdos da semana, vídeos, panfletos e participando dos jogos. Cada concorrente pode enviar apenas um desenho que demonstre interessante sobre o assunto. A foto do desenho deverá ser anexada na sala de aula na aba “atividades” em “Seus trabalhos” no canto superior direito.

Será avaliado também o envio da “frase de impacto – Meu Bioma Cerrado”, que deverá ser escrita na caixa de texto e postada no mural da sala de aula na quarta-feira dia 08/07, às 12h. Não se esqueça de colocar o nome completo, telefone para contato e idade do participante. O desenho deverá ser escaneado e encaminhado com o arquivo no formato pdf ou jpeg.

A avaliação será realizada exclusivamente pela equipe de monitores e gestores do Programa Escola Água Cidadã. Os três melhores classificados terão seus desenhos publicados no portal e redes sociais do Dmae. Para quaisquer dúvidas, os responsáveis podem entrar em contrato através do e-mail: eaguacidada@gmail.com

CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO – 14ª SEMANA

Data

Horário

Descrição

Regra

06/07

10h00

Início da 14ª semana “Bioma Cerrado” [06/07 a 10/07]

Inscrição na sala de aula

06/07

12h00

Abertura do recebimento dos desenhos

Deve ser escaneado. Apenas 1 por aluno.

08/07

12h00

Início da atividade “Escrevendo sobre o Cerrado” no mural da sala de aula

Mínimo duas linhas.

10/07

17h00

Encerramento do recebimento dos trabalhos [frase e desenho]

Não serão aceitos trabalhos enviados após as 17h.

13/07

Anúncio dos 3 vencedores

Serão divididos em: 3º, 2º e 1º lugares, respectivamente.

13/07

13h30

Início da entrega das premiações [em casa]

Manter o distanciamento. Uso de EPI’s. Termo de Uso de imagem e entrega consensuais.

Um chefe de governo democrático não é chefe de facção

Ivan Santos*

Muita gente no Brasil ainda não se deu conta que a Pandemia do Coronavírus já produziu no Brasil uma crise na economia muito mais grave do que a da grande recessão de 1929.

No Brasil, a Pandemia chegou no momento em que a economia nacional acabara de sair da recessão dos anos 2015 e 2016. Para enfrentar a desorganização econômico-social que hoje enfrentamos, segundo abalizados analistas do mercado, não basta criar planos de distribuição temporária de renda. É preciso reorganização o Estado Nacional com reformas entre as quais a política, administrativa, tributária e criar novo Pacto entre os entes federados. O velho modelo que vigora no Brasil desde a proclamação da República está em crise. Reformular a organização política e social no Brasil atual não é tarefa a ser conduzida com êxito por políticos ideológicos medíocres. É missão para estadistas e hoje, esse tipo de gente existe, mas está fora dos centros de decisões políticas.

Não se vê hoje no governo federal projetos sólidos para reorganizar a Saúde, a Educação ou a Segurança Pública depois da quarentena instalada para enfrentar a crise sanitária causada pelo Covid 19. Quando for suspenso o isolamento social haverá no Brasil cerca de 20 milhões de pessoas desempregadas, mais de 30 milhões de desalentados, 80 milhões de endividados e um número ainda não previsto de pequenas e micro empresas fechadas por falta de capital de giro e de consumidores. Também o público, com recursos reduzidos e medo do futuro, não sabe como se comportará.

Não há clima neste momento para os políticos da oposição ou da situação se ocuparem com discussões ideológicas que envolvam questões da esquerda ou da direita. As discussões deverão ser em torno da sobrevivência. É hora de limpar destroços deixados pelo Coronavírus. Depois do vendaval não cabem discussões de politiqueiros da politicagem. Os brasileiros sensatos não querem ver atentados contra a democracia nem desejam assistir à deposição do chefe do governo. Os que todos os cidadãos sensatos querem é que o presidente, legitimamente eleito, assuma a liderança no governo e perceba que ele não deve governar para todos e não para um grupo que o apoia incondicionalmente. O chefe de um governo democrático não é chefe de facção.

*Jornalista

A burocracia é secular e indestrutível no Brasil

Ivan Santos*

O povo brasileiro desconhece a burocracia que impera em serviços públicos, razão por que muitas pessoas consideram como ineficientes os gestores governamentais. Em 1982 entrevistei, num programa de televisão, o então ministro da Desburocratização, Hélio Beltrão, que lutava para desburocratizar os serviços públicos nacionais. Com singular senso de humor, Hélio Beltrão, um experiente empresário carioca, narrou o drama de um agricultor mineiro que produzia mel de abelhas em Manhumirim, na divisa de Minas Gerais com o Espirito Santo e vendia o produto à margem da BR-262.

Certo dia um viandante que passava pela rodovia Rio Bahia, conheceu o mineiro vendedor de mil e recomendou-lhe que registrasse o produto para vendê-lo no Rio. O apicultor amador gostou da ideia e decidiu registrar o produto. Começou a odisseia por repartições mineiras onde um burocrata lhe disse que não sabia se mel, produzido por abelhas com néctar de flores, era produto de origem animal ou vegetal. Na dúvida, pediu-lhe que consultasse o Ministério da Agricultura. Lá, outro burocrata informou que o mel produzido em Manhumirim continha néctar de flores de cafezais do Espirito Santo e, por esta razão, deveria ser registrado primeiro naquele Estado para não ser considerado produto de contrabando em Minas Gerais.

Com as informações que recebeu, o agricultou começou a reunir documentos. Depois de formar um calhamaço compareceu à repartição competente, em Minas onde outro burocrata pediu-lhe que mandasse reconhecer todas as firmas dos documentos. Atendido o pedido, o agricultor voltou à repartição e ouviu outro burocrata dizer: “Estes documentos não valem mais porque o Ministro da Desburocratização baixou um decreto que acabou com a exigência de firma reconhecida; o senhor precisa voltar e trocar todos os papéis que tiverem firma reconhecida”. O próprio ministro espantou-se quando soube da conclusão do burocrata que atendeu o a apicultor.

Hélio Beltrão disse que a burocracia no serviço público brasileiro é indestrutível porque nasceu e prospera na cabeça dos burocratas desde o desembarque de Dom João VI no Rio de Janeiro em 1808. Segundo Beltrão, se a burocracia no serviço público do Brasil for reduzida a 50%, milhares de cargos serão desnecessários e extintos em todas as repartições públicas nas quais alguns funcionários se ocupam apenas em bater carimbos. Disse também que a capacidade intelectual dos burocratas para criar dificuldades é infinita e sádica.

*Jornalista

Ideólogos da direita querem mandar na Educação

Ivan Santos*

Não é fácil governar cercado por ideológicos políticos que não aceitam dialogar com quem pensa deferente da cartilha da destra. O presidente Bolsonaro, Mito da direita radical, enfrenta neste momento uma dificuldade inusitada: escolher um ministro da Educação que defenda consenso para administrar complexos problemas estruturais e administrativos. Após anunciar a intenção de convidar o atual secretário de Educação do Paraná, Renato Feder, um empresário da  Educação, Bolsonaro enfrenta reprovação da Ala ligada ao astrólogo Olavo de Carvalho, cujos ativistas, nas redes sociais, já disseram que não confiam no convidado porque ele teria doado dinheiro para a campanha eleitoral do “comunista” João Dória para o Governo de São Paulo.
O grupo de olavistas, todos da extrema direita ideológica, se prepara para começar a fritar o novo ministro da Educação, desde o primeiro dia dele no Governo. Os apoiadores do Mito poderão fazer com o novo ministro o que fizeram com a atriz Regina Duarte na Cultura. É bom lembrar que o grupo de seguidores de Olavo de Carvalho já dinamitou o general Santos Cruz e o expulsou da Secretaria de Governo. Também dinamitou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Com uma legião atuando dia e noite nas redes sociais contra, nenhum ministro se segurará no cargo por muito tempo.
No núcleo direitista orientado pelo guru-astrólogo é voz corrente que o secretário paranaense é administrador de empresas, mas não tem  mestrado.. Ninguém pergunta se o candidato a ministro tem um programa para a Educação. Importante hoje é ter currículo recheado de títulos. Outra má fama seria a ligação do secretário com o governador do Paraná, Ratinho Júnior, que é do PSD, partido não confiável para Olavo de Carvalho.
Ninguém ainda sabe se o futuro eventual ministro da Educação tem apoio real do presidente da República para enfrentar e resolver os complexos problemas que tem hoje a educação no Brasil. Uma das prioridades do Governo é acabar com a influência de “comunistas” na educação em todos os níveis. Ainda ninguém sabe se o futuro ministro receberá a bênção do guru Olavo de Carvalho.

*Jornalista

Manifestos, Trump, Aldir Blanc

Cesar Vanucci*

“Aldir nunca foi menos do que ótimo e muitas vezes genial.”
(Luis Fernando Veríssimo)

• Contingente apreciável de cidadãos considera os manifestos bem mais eficazes do que as manifestações. Vem daí, com certeza, a inspiração para as proclamações que têm sido trazidas ao conhecimento da sociedade, contendo milhares de assinaturas, a cada dia acrescidas de adesões, em defesa dos ideais democráticos, do respeito às instituições e da liberdade de expressão em sua forma genuína. Revelou-se significativo e bastante sintomático, do ponto de vista da pujança democrática reinante no coração e na mente da grande maioria da população brasileira, o registro de que essas declarações, em tom resoluto e respeitoso aos valores da cidadania, vêm sendo – oportuno pontuar – compartilhadas ecumenicamente. Noutras palavras: os signatários pertencem a todas as classes sociais, níveis culturais, inclinações ideológicas. Deixadas de lado ocasionais divergências políticas, antagonismos circunstanciais, confessam-se firmemente decididos a promover uma conjugação de vontades poderosa em torno do fortalecimento dos princípios democráticos e republicanos e do aprimoramento do processo civilizatório. Contrapõem-se, com vigor, às ameaças de visibilidade atordoante ora confrontadas na cena brasileira. Os manifestos têm sido, nalguns redutos, alvo de críticas. Por exemplo, a liderança petista, representada pelo ex-presidente Lula, rotulou-os impropriamente de movimentos ineficientes do tipo “Maria vai com as outras”… Cabe, entretanto, enfatizando sua relevância na conjuntura política, recorrer a uma sugestiva ilustração sobre os fundamentos de pluralismo democrático que os rege. Tomemos um, entre muitos casos de convergência de opiniões ditada por interesses mais elevados neste momento difícil atravessado pela Nação. Dois famosos artistas, Caetano Veloso e Lobão, costumeiramente posicionados em trincheiras ideológica opostas, apuseram, lado a lado, seus chamegões numa das proclamações transmitidas em defesa da democracia. Estão vendo só?

• Com atos inconsequentes repetitivos, o Presidente Donald Trump agrega, continuamente, indicações que robustecem a teoria formulada publicamente por renomados psiquiatras de seu país a respeito de sua sanidade mental. Como destacada em ampla divulgação, os especialistas médicos garantem que o supremo mandatário executivo da mais poderosa nação do mundo é doido de jogar pedra em avião. A única dúvida que ficou é se ele lança a pedra a mão livre, ou se utiliza uma atiradeira para o arremesso. Recentemente, o mundo inteiro tomou conhecimento, perplexo e indignado, que o cidadão mencionado, detentor, pelo cargo que ocupa, de poderes capazes de alterar o curso da civilização, autorizou a deportação de quase uma centena de menores de idade que se achavam recolhidos, em situações deploráveis, em centros de detenção reservados a imigrantes ilegais. Nos numerosos protestos acolhidos pela mídia, foi assinalado que a estarrecedora decisão não acusava precedentes na crônica histórica, pelo menos no pós segunda guerra mundial. Noutra manifestação amalucada, pela televisão, milhões de pessoas ouviram o cara sugerir, em plena pandemia, não se sabe ao certo se em tom de descabido gracejo ou não, a possibilidade da ingestão de detergente para combater eficientemente o coronavírus. Não deu outra: mais de meia centena de criaturas psicologicamente debilitadas levaram ao pé da letra a “recomendação do líder”, indo parar em unidades de saúde de emergência com graves intoxicações. As informações relativas ao inusitado incidente cessaram nesse ponto, não se sabendo dizer se algo pior aconteceu com qualquer uma das vítimas…

• O jornalista Luis Fernando Veríssimo, numa de suas apreciadas crônicas, aponta os versos que considera os mais sugestivos do repertório do saudoso Aldir Blanc. Assinala que ele, Aldir, nunca foi menos do que ótimo e muitas vezes genial. Sua predileção é pelo final da melodia “Dois pra lá, dois pra cá”. Veja se concorda com Veríssimo: “A tua mão no pescoço / as tuas costas macias / por quantas noites rondaram / as minhas noites vazias… / No dedo um falso brilhante / brincos iguais ao colar /e a ponta de um torturante band-aid no calcanhar.”

* Jornalista (cantonius1@yahoo.com.br)

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