Ivan Santos*

Ontem o presidente da República do Brasil, capitão Jair Messias Bolsonaro ameaçou não cumprir decisões do Supremo Tribunal Federal que ele considera prejudiciais aos companheiros dele no Governo e aos ativistas das redes sociais que espalham informações falsas (Fake News), ameaçam autoridades e criticam pejorativamente supostos adversários políticos da oposição. O presidente disse que “ordens absurdas não se cumprem”. Com esta declaração agravou a crise política que cresce ao lado de outras crises: uma social representada por desemprego crescente e outra, de saúde, por causa das ameaças do Coronavírus.
O presidente tem uma prioridade na área da saúde: liberar a droga cloroquina para combater a pandemia do Coronavírus. Há quase um ano e meio no governo o Mito ainda não anunciou uma política econômica para gerar empregos e renda.
A crise política está instalada. Depois da declaração surpreendente do presidente, o Supremo Tribunal acompanha com atenção a disposição do chefe do Governo para desobedecer a decisões do Poder Judiciário. Em silêncio estratégico os ministros do STF se unem para uma tomada de decisão que garanta a sobrevivência do processo democrático. Nas Forças Armadas há o silêncio necessário numa democracia. Alguns oficiais superiores reformados já disseram que a chance de uma quartelada como ocorreu na Venezuela com Hugo Chaves é zero.
Enquanto o presidente administra crises, o Brasil marcha sem projeto para promover reformas estratégicas como a Tributária e a Administrativa para voltar à produção econômica depois da pandemia do vírus Corona. O desemprego oficial somando ao trabalho informal já atinge mais de 28 milhões de pessoas no Brasil, segundo o IBGE. Quantas empresas deixarão de funcionar depois da pandemia é uma indagação que preocupa neste momento gregos, troianos e baianos no Brasil. O governo até agora não revelou preocupação com esta situação. A prioridade no Palácio do Planalto hoje parece ser manter em atividades um exército virtual que espalhe Fakes News na Internet em apoio ao mandatário de plantão e preparar terreno favorável à reeleição dele em 2022.

*Jornalista

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