Gustavo Hoffay

O Governo Bolsonaro até agora não mostrou nenhuma grande obra, nenhum grande feito, não mostrou ainda a que veio; parece não querer arriscar-se a sair por detrás de uma metralhadora giratória e enquanto abusa de uma verborragia galhofeira, imprópria e até vergonhosa a um chefe de estado. O homem que prometeu erradicar a classe de sanguessugas do dinheiro público e devolver a moralidade ao governo federal está, até agora e unicamente, com um balde às mãos tentando apagar incêndios aqui e acolá, repreendendo, criticando, emparedando a oposição e ameaçando quem se atreva opor-se à sua desnorteada caminhada, passando por cima, abrindo caminhos à base de cotoveladas e solavancos, como que desejando impor-se até mesmo contra a sua própria vontade e a qual , ao menos aparentava, era bem maior antes da sua eleição, mas que parece ter cedido lugar a devaneios do tipo “ onde fui amarrar a minha égua?”. Quase no mesmo plano de uma epidemia que vem ceifando milhares de vidas brasileiras, uma afecção vem atingindo cronicamente o corpo governamental e já provoca crises em alguns dos seus mais importantes órgãos, a perda de fôlego em outros e uma conseqüente arritmia na gestão da coisa pública, o que pode levar alguns dos seus membros a um estado ainda mais grave e de funestas conseqüências. Manter o paciente Brasil em constante estado de alerta e responsivo é de suma importância para que ele não cochile e deixe o cachimbo cair , o que levaria a uma inevitável hemorragia econômica e com sérias mazelas de ordens diversas. Diante de uma muito presumível instabilidade dos seus sinais vitais, a equipe de socorristas desse grande e simpático paciente já antecipa ações que seriam implantadas ao longo do seu demorado restabelecimento e posterga, sine die, a sua extrema unção e enquanto à espera de um milagre. Mas o sr. Brasil tem sorte pois, por aqui, pra tudo dá-se um jeito e a mão de Deus surgirá como a uma luz em meio a caliginosas trevas, abrindo-lhe novos horizontes, recolocando-o nos trilhos e enquanto preparando-o para uma grande e árdua travessia, promovendo e animando ações, facilitando meios para o seu pronto restabelecimento, incentivando operadores e apoiando cada nova idéia ou medida que vise ainda mais a união, a persistência, a humildade e a fé em prol desse perturbado paciente. Mesmo considerando os agravos e intercorrencias comuns em casos dessa natureza, o que não pode acontecer à essa altura é uma completa desconexão do paciente com a sua lamentável realidade , o que provocaria um luto antecipado e de grande sofrimento social, com manifestações de intensidades e conseqüências diversas e diferentes, que exigiriam intervenções direcionadas e de graves efeitos. Oremos!

*Agente social – Uberlândia

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