Ivan Santos*

No teatro político neste momento o assunto em destaque é a prorrogação das eleições municipais marcadas para outubro próximo, por causa da crise do coronavírus.

Para algumas lideranças políticas, é moralmente insustentável gastar neste ano R$ 2 bilhões com propaganda eleitoral quando falta dinheiro no Ministério da Saúde para combater o coronavírus. Na Câmara Federal as discussões crescem sobre este assunto e a proposta básica é pelo adiamento das eleições municipais para 2022. Assim seria concretizada a antiga proposta de unificar as eleições no Brasil. Para isto seriam prorrogados os mandatos de 5.571 prefeitos e de 56.810 vereadores por mais dois anos. A todos que tiverem o mandato prorrogado seria proibida candidatura à reeleição em 2022. Os defensores da prorrogação argumentam que a unificação das eleições nacionais numa data só reduziria drasticamente o custo do processo eleitoral no País.

As campanhas eleitorais municipais no Brasil têm se destacado pela radicalização e a competição neste ano seria prejudicada pela onda do coronavírus que, segundo fontes do Ministério da Saúde, poderá se estender até o final de agosto. Diante desta previsão ficaria inviável empreender propagandas eleitorais somente durante o mês de setembro. Assim os favorecidos seriam os candidatos com mandato e prejudicados aos outros aspirantes a um cargo público municipal por eleição. A votação no primeiro turno para as eleições desde ano está marcada para o dia 4 de outubro.

Hoje, a ideia de alguns líderes de Partidos é destinar a verba do Fundo Eleitoral para o Ministério da Saúde combater o coronavírus

*Jornalista

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