Ivan Santos*

Comentamos a seguir alguns fatos do passado recente da República do Brasil para que os brasileiros não comprometidos em apoiar incondicionalmente o governo do Capitão-Mito, que fala muito e não sabe para onde se locomover com segurança nem o que fazer sem apoio no Congresso, possam raciocinar sobre nossa realidade nua e crua no presente e possam imaginar o futuro.
As informações abaixo não foram divulgadas por partido ou jornalista da oposição. Foram extraídas da Agência de Notícias da Câmara Federal. Nós as transcrevemos neste espaço para o conhecimento, análise e meditação dos leitores:
“Um terço do que se produz no Brasil vai para o Estado Nacional na forma de pagamento de impostos. Em 2011, o País produziu mais de R$ 4,1 trilhões em riquezas, e pagou cerca de R$ 1,4 trilhão de impostos. Esse valor daria para comprar 50 milhões de carros populares. Do total arrecadado pelo governo, cerca de 20% foram usados para pagar juros da dívida pública. Gastos com a previdência social somaram aproximadamente 30%. Já as despesas com os serviços públicos, tais como saúde, educação e segurança, além dos investimentos em infraestrutura, levaram cerca de 45% da arrecadação. Para alguns especialistas, o governo arrecada muito e gasta mal. Gasta mais do que arrecada para pagar custeio da administração. A carga tributária brasileira é igual à do Reino Unido e mais pesada do que a dos Estados Unidos. Nossos serviços públicos, no entanto, ainda são precários e a máquina pública é considerada ineficiente. Economistas e empresários acreditam que a redução da carga tributária é essencial para que o Brasil se torne mais competitivo e possa garantir um crescimento sustentado por um período longo. Redução da carga tributária é papo de político em tempo de eleição. Depois todos esquecem.
O governo do Capitão promete privatizar e reativar a economia. Mas quando vai começar? No segundo mandato que ele espera conquistar em 2022? Só se for. Alguém no Brasil já disse que nada é mais parecido com um demagogo da esquerda do que um assumido conservador no poder pensando em se reeleger na próxima eleição.

*Jornalista

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