Ivan Santos*

Por uma votação de 379 votos contra 131 da oposição, a Câmara dos Deputados aprovou ontem a reforma da Previdência. A articulação política foi do presidente da Câmara, Rodrigo Maia. O jornal “Folha de São Paulo” informou ontem que o governo do presidente Bolsonaro, intitulado “Governo da Nova Política”, ofereceu R$ 40 milhões para cada deputado que votasse a favor da Reforma. Antes de anunciar a votação final o presidente da Câmara comemorou o resultado e assumiu a liderança da ação política que agradou o mercado financeiro. O Planalto percebeu que começou na Câmara um movimento dissidente que, se crescer e se mantiver, servirá para isolar o presidente da República e, realmente, transformá-lo num chefe de Estado Parlamentarista como é a Rainha da Inglaterra, que manda, mas não governa.
No meio das discussões sobre a Reforma da Previdência, um grupo de parlamentares que começou a discutir o Pacote Anticrime, enviado ao Congresso pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro, decidiu que será riscado o dispositivo que garante a prisão em segunda instância. Se aprovada essa intenção, criminosos presos porque foram condenados em segunda instância, como o líder do PT Luiz Inácio Lula da Silva, ganharão imediatamente a liberdade.
Tem mais: no calor da Reforma da Previdência, organiza-se um Movimento de renovação política entre parlamentares da Situação e da Oposição, todos unidos com o mesmo objetivo: aumentar o Fundo Eleitoral de R$ 2,6 bilhões para R$ 3,7 bilhões. Esta iniciativa é para financiar a propaganda eleitoral municipal no ano que vem. É muito dinheiro que sairá do Orçamento da República para custear despesas de partidos políticos nas próximas eleições. Esse dinheiro vai sair de orçamentos públicos como os da Educação, Saúde e Segurança, para custear despesas de partidos políticos. Para exemplificar a farra com dinheiro público, dois partidos que apareceram nas eleições passadas como símbolos da Nova Política, o PSL (partido do presidente Bolsonaro) e o Novo (partido do governador Romeu Zema) serão assim beneficiados: O PSL, que na eleição passada recebeu R$ 9 milhões para gastar nas eleições, passará a receber R$ 400 milhões; e o Novo, que recebeu R$ 980 mil receberá, com o novo Fundo, R$ 51,5 milhões. São bombas contra o povão. Vai ser uma farra eleitoral pra brasileiro nenhum botar defeito. Coisa da Nova Política Brasileira, com certeza.

*Jornalista

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