Ivan Santos*

Todos os mineiros se preparem que vem chumbo grosso à frente e a maioria dos viventes das Gerais serão atingidos por estilhaços. O vendaval tem uma origem: os passados governos do Estado gastaram sem responsabilidade e a dívida de Minas já está em mais de RF$ bilhões. O governo hoje não tem dinheiro suficiente para pagar as despesas correntes e vai pedir ajuda ao Governo Federal que, para atender à solicitação do novo mandatário do Estado fez algumas exigências, algumas draconianas. Trata-se de um socorro denominado Plano de Recuperação Fiscal.
Para aderir a esse Plano Recuperação Fiscal, o Governo do Senhor Romeu Zema vai precisar vender a Cemig, Copasa e a Codemig, as três mais importantes empresas estatais mineiras. Tem mais: o Governo do Estado precisa assumir a responsabilidade de congelar os salários de todos os funcionários do Estado (efetivos e comissionados) por, pelo menos três anos e demitir servidores não estáveis até equilibrar as despesas com a receitas.
O governador Romeu Zema já falou para que todos os mineiros ouvissem que o Estado de Minas está quebrado e que não há outra saída para cumprir os compromissos daqui para a frente senão aderir ao Plano de Recuperação Fiscal oferecido pelo Governo Federal. As medidas drásticas em tela são apenas recomendações, mas segundo o governador, não há alternativas visíveis no horizonte mineiro. A decisão de aderir ou não ao Plano de Recuperação Fiscal vai ser da Assembleia Legislativa que deverá decidir em nome do povo mineiro. Vai ser uma decisão para os políticos que sempre gostaram de gastar sem responsabilidade. Chegou a hora de pagar a conta do festival.

*Jornalista

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