Ivan Santos*

O governador eleito de Minas Gerais, é um empresário sem experiência política, mas com boa vontade para administrar o Estado sem os modos do passado. Recebeu mais de dois terços dos votos dos mineiros e, com este apoio maciço, poderá escolher o Secretariado que quiser, sem pressão de nenhum partido. Aliás, Romeu Zema prometeu escolher o primeiro escalão do Governo com liberdade e já sinalizou que o fará com executivos técnicos, não com políticos. Aliás, prometeu inovar com uma receita liberal para executar as próprias ideias e atender os mineiros que declaram estar insatisfeitos com os políticos tradicionais. O governador eleito Romeu Zema acenou que, a partir do dia primeiro de janeiro do ano que vem, vai administrar o Estado de Minas Gerais com a experiência de um bem-sucedido administrador de empresas. Para começar, Romeu Zema disse que vai recorrer ao processo seletivo usado em empresas privadas para escolher secretários técnicos que deverão trabalhar com ele sem nenhum critério político. A seleção, segundo Zema, será adotada para escolher uma equipe qualificada para gerir contas públicas. Os secretários escolhidos por uma empresa de RH ainda serão selecionados em estágio final numa entrevista com o governador eleito. Zema explicou que todos os candidatos a secretário serão avaliados pelo serviço de recrutamento e, finalmente, escolhidos e contratados pelo governador para serviço temporário. A seleção também será adotada no segundo e terceiro escalões governo. Zema não explicou quais são os requisitos exigidos na seleção. O governador eleito promete, desde o início do mandato reduzir drasticamente os gastos do Governo com Palácios e com servidores comissionados. Promete cortar 80% dos cargos comissionados que hoje são perto de 4000. Zema promete ainda não fazer nomeações por critério político e reduzir o número de Secretarias de 21 para apenas nove. A ordem vai ser cortar gastos de administração. Zema também acena com privatizações de empresas estaduais como a Cemig e a Copasa e, para isto, espera a aprovação da Assembleia Legislativa. O governador eleito não falou como vai enfrentar o enorme déficit previdenciário do Estado nem como pagará a dívidas de salários deixadas pelo atual governador. Sem dinheiro e com as receitas em queda o governador Pimentel atrasou o pagamento de salários dos funcionários públicos. A crise financeira no Estado provocou a interrupção de obras e afetou os investimentos em serviços básicos como saúde, educação e segurança. A proposta de Orçamento para 2019, já em trâmite na Assembleia Legislativa, prevê que o ano de 2019 começará com um déficit nas contas do Estado estimado em R$ 11,4 bilhões. Zema terá que resolver no primeiro mês sobre o que fará com o gigantesco déficit da previdência estadual. O bicho vai pegar.

*Jornalista

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