Ivan Santos*

Amanhã será um dia decisivo para o futuro da sociedade cabocla. Seja qual for o resultado o importante é que a democracia brasileira está viva e o povo pode, soberanamente, escolher os seus governantes. O cenário que brota das pesquisas de intenções dos eleitores indica uma polarização entre um candidato da direta liberal e um  da esquerda radical. O primeiro ainda não tem um programa definido para reativar a produção econômica e reduzir a elevada taxa de desemprego que ainda mantém oficialmente no Brasil mais de 12 milhões de trabalhadores ativos sem ocupação e sem renda e o segundo tem um projeto político definido com metas para aumentar o poder do Estado sobre a economia, re-estatizar empresas que foram privatizadas e controlar a mídia através de um marco regulatório. São sinais de um projeto de poder despótico de longo prazo para sustenta um grupo organizado a viver de recursos públicos do Estado Nacional. A maioria dos eleitores do Brasil, segundo as pesquisas já divulgadas dividem-se em dois polos. Hoje alertamos os leitores deste espaço para fatos idos de campanhas políticas para que amanhã quem for votar possa se cuidar para não cometer erros dos quais possa se arrepender mais tarde. Lembro-lhes as promessas de Dilma Rousseff, candidata a continuar na Presidência da República em 2014. Como presidenta da República a senhora Dilma prometeu reduzir o preço da tarifa da energia elétrica em 20%. Resultado depois da eleição dela: apagão e transferência dos prejuízos das geradoras e distribuidoras para a conta dos contribuintes e  a conta da energia subiu mais de 40%. Dilma prometeu retomada e ampliação do crescimento econômico. Resultado, a produção econômica nacional (PIB) despencou 3,85%. Dilma prometeu que baixaria a inflação que estava em 6,40%. Resultado: a inflação disparou e chegou a 10,67%. A Taxa Selic que controla os juros básicos no mercado, após a posse de Dilma para cumprir o segundo mandato chegou a 14,25%. O governo de Michel Temer reduziu essa Selic para 6,5%. Os principais problemas sociais do Brasil hoje são agravados pela economia emperrada que não abre espaço para contratar mais de 12 milhões de trabalhadores que estão sem emprego e outros mais de 15 milhões que ganham a vida no subemprego ou na informalidade. Amanhã será o dia de escolher um (a) líder que tenha competência e apoio político para enfrentar e resolver esses problemas.

*Jornalista

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