Rafael Moia Filho*

Há os que lutam uma vez e são importantes.
Os que lutam muitas vezes e são fundamentais.
E há os que lutam sempre, esses são imprescindíveis (Brecht).

Em breve estaremos exercendo nosso direito universal ao voto para elegermos nossos representantes nas esferas do legislativo e do executivo estadual e federal. Como sempre, os brasileiros dão muito valor à discussão em torno dos candidatos à presidência e pouco ou quase nenhum valor aos candidatos ao poder legislativo.
Mesmo assim, nas últimas eleições a discussão prende-se quase que totalmente ao fator ideológico, numa volta aos tempos do Macarthismo (Na década de 1950, houve nos Estados Unidos da América uma política intensa anticomunista. O senador norte-americano Joseph McCarthy instituiu uma campanha de perseguição aos comunistas em território estadunidense que ficou conhecida como macarthismo).
Não se discute planos de governo, propostas para Educação, Saúde, Segurança, Habitação e Saneamento Básico, nem questões importantes como política econômica, redução de impostos, desenvolvimento sustentável, redução do desemprego, etc.
Muitos eleitores nem sabem por que vão votar num determinado candidato, exceto que ele é contrário ao partido que ele “odeia”. A discussão nas redes sociais se apequena, busca-se agredir aqueles que “ousam” não concordar com opiniões pouco abalizadas de quem está postando determinados assuntos ligados ao seu candidato ou partido preferido.
Existe segundo o IFC – Instituto de Fiscalização e Controle do DF, uma teoria que é muito simples e deveria ser seguida por todos os eleitores para resolver o problema da corrupção em nosso país que é – Município Limpo > País Limpo!
Ou seja, devemos priorizar a escolha através do Voto Consciente nos Vereadores, Prefeito, Deputados Estaduais, Federais, Senadores, para depois então, buscar a escolha certa para os candidatos a Governador e Presidente da República, seguindo esta ordem.
Pois é no município que vivemos, onde temos o direito de usar escolas, hospitais, ter segurança e poder cobrar diretamente com mais facilidade os vereadores e o prefeito da nossa cidade. Se os recursos nos municípios forem usados com honestidade será um passo importante para que tenhamos menos desvios e corrupção.
Claro que, para isso funcionar é preciso que o cidadão entenda que não basta votar, é preciso fiscalizar, cobrar, acompanhar durante quatro anos os mandatos dos eleitos.
Independente de seu candidato ter ou não sido eleito, é nosso dever cobrar e fiscalizar a todos do poder legislativo e executivo.
Ao fazermos isso estaremos cuidando dos nossos próprios recursos, oriundos dos impostos que recolhemos direta e indiretamente às três instâncias de poder. Você não olha seu extrato bancário ou o boletim escolar de seu filho uma vez a cada quatro anos. Portanto, não deve fazer o mesmo com relação aos políticos eleitos, cobrando-os sistematicamente por e-mail, carta, telefone, de forma a deixar claro que nós somos os únicos para quem eles devem prestar contas.

*Administrador de Empresas e Jornalista

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