José Carlos Nunes Barreto*

Como professor, aprendi que é melhor levar meus alunos ao campo, depois de aulas teóricas. É ali que eles aprendem, mesmo que a escola utilize modernas tecnologias de ensino. Também acontece com o cidadão comum ao fazer uma viagem, e com o profissional que busca melhorar a sua performance, num seminário de boas práticas. Por isso, nesta viagem familiar de 20 dias à Austin nos EUA e Toronto no Canadá, busquei apurar meu olhar, sobre estes três temas que nos afrontam no Brasil e, tomo a liberdade de comentar, com quem me dá a honra de sua leitura.

Tudo começa com a educação. Uma boa educação influencia as outras duas áreas, como é sempre lembrado, até por quem não é especialista na área. Pessoas que estudam, tendem a cuidar melhor de si mesmas e dos outros, por isso adoecem menos, e evitam que a família também contraia moléstias. Quem estuda normalmente procura seguir as leis, e não rouba, não trafica gente, entorpecentes ou animais por exemplo, e isso já eliminaria mais de 50% dos presos em cadeias nacionais, com tudo que este item pode significar, em termos de melhoria no orçamento público.

Também com uma educação de qualidade, e bons professores, principalmente de história, teríamos hoje pessoas esclarecidas, que não votariam em exploradores dos pobres e oprimidos- sob a senha de serem socialistas, além do que, gente bem formada será liderança, para dirigir a Nação num futuro próximo, além é claro, de poder ganhar salários melhores e ajudar a robustecer o PIB do País.

E a viagem, indagaria o leitor…Vi lideranças novas, como o primeiro ministro Trudeau, no Canadá, revolucionarem a educação pública sem explodirem o orçamento…Percebi o tanto que os indicadores de criminalidade estão baixos, nas cidades canadenses, apesar de tantos imigrantes adentrarem, dia a dia naquele País. As crianças que chegam, vão para escola, e, os pais vão trabalhar, ou recebem ajuda do governo, até que consigam uma vaga no mercado. Logo, a principal ajuda que se dá ao povo, e à economia(estúpidos!), é um emprego… qualquer emprego nestes países é digno e permite que se ganhe pelo menos 2000 dólares, o que faz uma simples gari ter seu carro próprio a partir de suas posses… E mesmo um governo de esquerda – controlado por um parlamento representativo que englobe centro e direita – não faz bobagens se eles não estiverem al para formar quadrilhas e roubar o País.
Neste “dedinho de prosa” , já tocamos na ferida nacional: não roubar e não deixar roubar. Deixar o dinheiro do Tesouro para, investimentos cruciais do governo, e custeios idem, como: comprar merenda escolar, pagar professores, e estruturar as condições para fazer acontecer os 20 pontos do PNE – Plano Nacional de Educação, dos quais, 19 estão atrasados e podem piorar, ainda mais o futuro do País.
Os EUA perderam muito com a baixa qualidade da saúde e educação nos últimos anos. O americano médio é hoje um ignorante, e, por isso elegeu-se um polêmico ( para dizer o menos) presidente da república…No entanto, os frutos da política de segurança, ainda estão presentes, com a famosa “teoria das janelas quebradas” prevalecendo: se tem janelas quebradas na rua , e não se trocam seus vidros, a incidência de crimes aumenta exponencialmente, se adicionarmos à isso, lâmpadas quebradas , escuridão, e falta de polícia eficiente e eficaz. Daí a política tolerância zero, que reduziu os crimes em Nova York, por exemplo, a um dígito por 100 mil habitantes.
Então, aqui na América do Norte, você pode sair à noite, despreocupadamente, e isso é uma verdadeira benção, milhares de vidas são poupadas por ano, e os custo de vida cai drasticamente quando o Estado faz aparte dele. Os USA vão perder para a China, em pouquíssimos anos, a taça de primeiro PIB do mundo, porque se descuidou da educação, e ela não. Em anos Clinton, aí incluído o mandato Obama, sob o manto do socialismo, estes, além de traficar influências escandalosamente, abusaram do orçamento público, e a dívida pública americana está impagável…. E este grande País só não quebra hoje, porque são os emissores do dólar, a moeda mais forte do mundo, graças à visão e liderança dos “Pais da Pátria” americanos que a construíram.
Precisamos de “Pais da Pátria ” no Brasil contemporâneo…Não temos mais Ulisses Guimarães, tampouco JK e José Bonifácio de Andrada e Silva. Estes já se foram e não criamos mais nenhum. Um País órfão de lideranças não conseguirá vencer seus desafios!

*Pós – Doutor e Sócio-Diretor da DEBATEF Consultoria – debatef@debatef.com. (Texto publicado no Blog do Professor Barreto. Republicado neste Blog a pedido do autor).

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