Ivan Santos*

Reunida em São Paulo desde quinta-feira passada a mais numerosa corrente do PT, a Construindo um Novo Brasil (CNB), comandada por lula, proclamou para os quatro pontos cardeais do Brasil que vai defender a candidatura do ex-presidente ao Palácio do Planalto até o fim do processo eleitoral. Pura prosopopeia ou reconhecimento público de que o único nome que o PT tem para disputar uma eleição majoritária nacional é o do ex-presidente e hoje presidiário que cumpre sentença de 12 anos e um mês de prisão em regime fechado. O PT afirma que o presidiário é inocente e que a condenação foi um erro judiciário. Se foi erro é preciso que a Justiça admita que errou. Até que isto ocorra, Lula deverá continuar preso e não será candidato a presidente na eleição deste ano. O discurso do PT é um recurso fantástico para evitar que o Partidão seja transformado pelos eleitores em uma legenda nanica, sem expressão nacional. A decisão da CNB de defender a candidatura de Lula “até o fim” é fantasia eleitoral de um partido perdido numa multidão que chegou a uma encruzilhada sem discurso convincente, sem programa e sem um candidato alternativo. É nada além de uma estratégia de dissimulação para adiar uma tomada de decisão. A ideia de criar em São Paulo, na próxima semana, o Comitê “Lula Presidente” é uma “piada de cabo de esquadra”. O discurso do Comité será: “Lula Livre”. Isto não é proposta político-eleitoral para vista como séria aqui nem no reino da fantasia. O PT precisa deixar a arrogância e perceber que o único líder nacional do Partido, neste momento, está na cadeia e sem condição de ser candidato a nada. O PT não tem nome alternativo para disputar a eleição; só tem poucas alternativas: ficar no limbo e esperar novos ares no futuro ou oferecer um candidato a vice-presidente na chapa liderada por: Guilherme Boulos (PSOL), Ciro Gomes (PDT) ou Manoela D’Ávila (PCdoB). Outra alternativa é discurso pra encantar corujas no cerradão.

*Jornalista

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