Ivan Santos*

A eleição do presidente da República do Brasil neste ano, promete ser singular com 20 ou mais candidatos. Pelo menos 15 nomes já desfilam pelo noticiário nacional e apenas um mostra-se previamente com densidade eleitoral para chegar ao segundo turno: Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. Mesmo com popularidade conhecida, o líder do PT, condenado a 12 anos e um mês de prisão por improbidade administrativa, poderá ter a candidatura dele negada pelo Justiça Eleitoral com base na Lei da Ficha Limpa. Quase todos os outros candidatos ou são aventureiros ou pretendem entrar no jogo por acreditar que nos debates da campanha eleitoral poderão se fortalecer e chegar ao segundo turno para a batalha final. Entre estes há homes conhecidos por quem acompanha o processo político, mas que até agora não despontam na opinião pública. É o caso do senador Álvaro Dias, do Paraná, que pretende disputar a Presidência pelo PV e da deputada estadual do Rio Grande do Sul, Manuela D’Ávila, que quer ser presidenta pelo PCdoB. Lula continua a ser o astro iluminado nas pesquisas com mais de 35% das intenções de votos. O segundo lugar é ocupado pelo capitão reformado e deputado federal, Jair Bolsonaro. Este não tem base política nem partidária. Foi rejeitado no PSC e recém ingressou no PSL. Neste partido Bolsonaro, ao chegar, desencadeou uma rebelião que rachou o Partido ao meio. Metade não o apoiam. Se por acaso se eleger vai ter muita dificuldade para negociar com o Congresso e poderá repetir o fenômeno Collor de Mello, o Caçados de Marajás. Como nomes conhecidos na campanha estão Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Rodrigo Maia (DEM e Marina Silva (Rede). Tem  também nomes descidos como o do DR.Amoedo, do Partido Novo. Que novo? Só uma elite empresarial sabe,  o  povão que decida eleição, não sabe.  Na situação o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles esforça-se para ser o representante do Governo na sucessão, mas empaca na intenção secreta do presidente Temer que sonha em continuar o cargo. Alguns candidatos estão na corda bamba e, se não cresceram nas pesquisas de intenções de votos até junho ou julho, poderão ser abandonados na estrada sem dó nem piedade. É o caso de Geraldo Alckmin e de Rodrigo Maia. Sem Lula na disputa os brasileiros poderão ter que decidir num segundo turno entre Jair Bolsonaro (PSL) e Marina Silva (Rede), dois candidatos sem apoio político consistente para governar. Isto é sinal de crise futura com absoluta certeza. Alguém já disse que no Brasil, neste momento, quem tem experiência e competência para governar não tem votos o e quem tem votos não tem programa sério nem competência para governar. Isto é certeza de crise política no futuro próximo. Quem vive, verá.

*Jornalista

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