Ivan Santos*

Uma das partes estratégicas e decisiva numa campanha eleitoral é a formação de coligações para disputar um cargo majoritário. Nestas férias parlamentares os pré-candidatos a presidente da República esforçam-se para conquistar a adesão de legendas que tenham, principalmente, um capital precioso: tempo para propaganda eleitoral em rádio e televisão. Os partidos com bancada mais expressiva no Congresso, como o MDB, jogam pesado e procuram obter vantagem expressivas não só no período da campanha eleitoral, mas também num eventual governo. Por esta razão elementar, o MDB e o DEM conversam com partidos interessados em lançar candidato à Presidência, mas não firmam acordo nenhum agora. Para o público, MDB e DEM anunciam que lançarão candidato próprio a presidente, mas na prática, estes partidos querem mesmo é entrar numa coligação com vantagens vigorosas. Nesta semana o tucano Geraldo Alckmin, virtual candidato do PSDB a presidente da República, conversou com o MDB e o DEM sem resultado conclusivo. O DEM espera que a pretensão presidencial do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, se viabilize para decidir entrar ou não numa coligação. O MDB espera pela decisão da Justiça para saber se Lula poderá ou não se candidatar neste ano. O MDB não tem um filiado com popularidade para ganhar uma eleição majoritária nacional, mas tem experiência em se associar com quem poderá ganhar o poder. Para isto o Partidão espera que o cenário se defina para decidir apoiar quem tiver possibilidade de assumir o poder. Estão diante de plataformas de lançamento de candidatos, com a atenção voltada para as pesquisas de intenções de votos nos pretendentes ao trono, o PR, PSB, PTB, PPS, PV e Solidariedade. Neste cenário circulam dois pré-candidatos a presidente com previsão de pouquíssimo tempo de televisão sem a adesão de partidos com bancadas expressivas: Marina Silva e Jair Bolsonaro. Se ficarem apenas com a legenda da Rede (Marina) e do PSL (Bolsonaro) contarão com pouco tempo para a propaganda eleitoral. Bolsonaro, no PSL, terá menos de meio minuto para anunciar o programa de governo dele e conquistar eleitores. O jogo é pesado e difícil. Então é preciso ter cafife forte para banca-lo.

*Jornalista

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