Rafael Moia Filho*

O erro acontece de vários modos,
enquanto ser correto é possível
apenas de um modo. Aristóteles

Além de todos os problemas causados pelos nossos governantes desde que a democracia foi restaurada no país após o fim da revolução militar (Corrupção desenfreada, Incompetência de gestão, Projetos sem continuidade, Gestões privilegiando as grandes fortunas em detrimento da sociedade), temos uma constante e deliberada ação de entrega do patrimônio público e das terras brasileiras ao capital estrangeiro.
A Floresta Amazônica sofre com os latifundiários, as mineradoras ilegais, os garimpos irregulares de extração de ouro e outras riquezas, além da sorrateira e dissimulada entrega de milhares de hectares de terra nativa aos grupos estrangeiros europeus e norte americano. Saem da Floresta, madeiras de lei, animais exóticos, folhas e ervas que se tornaram medicamentos que depois voltarão ao Brasil a peso de ouro.
Recentemente, Michel Temer bem que tentou abrir a Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca), na floresta amazônica para a exploração das mineradoras a toque de caixa. Mas a reação de ambientalistas e da comunidade internacional foi tão grande que ele precisou voltar atrás, pelo menos por enquanto.
No dia 25 de setembro o Governo anunciou a extinção total do decreto que previa a abertura da Renca, situada entre os Estados do Pará e Amapá, para a entrada de empresas de mineração que cobiçavam ouro, cobre e outros tesouros na região, que alcança o tamanho da Dinamarca.
Sempre ouvimos falar, mas raramente com precisão, sobre a extração e envio de Nióbio para o exterior. O Brasil detém 98% do total existente deste minério no planeta.
O nióbio (nome advindo da deusa grega Niobe, filha de Tântalo) é utilizado para dar liga na fabricação de aços especiais e é um dos metais mais resistentes que existe, tanto à corrosão quanto a temperaturas externas. Também é um metal supercondutor e seu ponto de fusão (derretimento) é aos 2.468 °C, enquanto que seu ponto de evaporação é aos 4744 °C. Se adicionado (em gramas) proporcionalmente à tonelada de aço, pode dar maior tenacidade e leveza ao material.
Passados tantos anos o governo brasileiro não possui uma política específica para a extração e comercialização deste nobre minério. As reservas brasileiras possuem 842.460.000 toneladas distribuídas nas jazidas locais. As maiores estão localizadas em Minas Gerais (75%), Amazonas (21%) e em Goiás (3%).
Embora o assunto seja tratado com excessivo sigilo, dizem que o preço cobrado pela exportação do nióbio no Brasil, é ínfimo, fazendo com que nossas reservas sejam dilapidadas sem que exista uma regulamentação para a extração e venda. Além de um controle sobre os preços a serem praticados, isso tudo faz com que o país tenha prejuízo bilionário.
O nióbio é tão valorizado que chegou a ser envolvido em um escândalo: O Mensalão, em 2005. À época, o empresário Marcos Valério afirmou durante a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Correios, que o Banco Rural entrou em contato com José Dirceu acerca da exploração de uma mina de nióbio localizada na Amazônia.
Já em 2010, o site WikiLeaks – conhecido por divulgar documentos, vídeos e fotos sigilosas de órgãos mundiais importantes – vazou um documento do Departamento de Estado dos Estados Unidos, que colocava as minas de nióbio no Brasil na lista de locais cujos recursos e infraestrutura são essenciais e estratégicos para os EUA.
Posteriormente, outro fato que mexeu com o tema nióbio no Brasil: A venda de uma parte da CBMM (Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração), considerada a maior produtora de nióbio do mundo, para companhias asiáticas. Já em 2011, algumas empresas de origem chinesa, japonesa e sul-coreana fecharam a compra de 30% do portfólio financeiro da CBMM por US$ 4 bilhões. A CBMM foi fundada em 1965, quando o banqueiro Walter Moreira Salles se associou à companhia de mineração Molycorp. Posteriormente, Salles comprou o restante das ações da empresa, localizada em Araxá (MG).
Esse entreguismo das nossas riquezas, misturado com a corrupção que está no DNA dos nossos políticos e governantes derrotam o futuro do Brasil muito antes que ele aconteça. Somos uma Nação prejudicada até nas riquezas que possuímos. (Fontes pesquisadas: Wikileaks; Técnico em Mineração; Cola da web, Portal G1).

*Administrador de empresas e jornalista

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